quinta-feira, 9 de abril de 2020

WACKO - Uma Comédia Maluca (1982)


Um filme paródia, ou uma paródia em forma de filme (?). Um psicopata chamado "The Lawnmower Killer", que usa uma abóbora na cabeça, e mata pessoas comuns, aterroriza uma cidade pequena. Cabe ao detetive Dick Harbinger (Joe Don Baker), impedir a matança e detê-lo. Com certeza, um dos piores filmes da história, com um dos melhores elencos de Hollywood (George Kennedy, Stella Stevens, Julia Duffy, Anthony James, Elizabeth Daily, Sonny Carl Davis, David Drucker, Charles Napie, Andrew Dice Clay). 


O principal problema com esse filme, é que para cada piada divertida ou elemento engenhoso de paródia, há uma média de duas dúzias de piadas ruins mal colocadas, patéticas e bem ultrapassadas. Algumas delas são tão deploráveis, ​​que você vai se sentir envergonhado, pelos atores envolvidos. No entanto, este é uma pequena produção obscura, com um elenco peculiar e um punhado de sequências intrigantes (curiosas e ruins). 


Treze anos depois, de ter testemunhado sua irmã ser cortada pelo assassino da cortadora de grama, Mary (Julia Duffy) está se preparando para ir ao baile de Halloween com o seu namorado, Norman Bates (Scott McGinnis). Na mesma manhã, no entanto, um louco suspeito de ser o assassino, escapa do manicômio próximo, para dar início, a uma nova matança......O roteirista/diretor Greydon Clark fez um punhado de filmes notavelmente excêntricos e memoráveis, como "Líderes de torcida satânicas", "Sem Aviso", e o ridiculamente atroz "Lâmbada, a dança proibida". Todos os três, eram na verdade mais interessante do que o "Wacko". É realmente estranho, que Clark conseguiu reunir um elenco tão respeitável. "Wacko" é estrelado por veteranos como Joe Don Baker (CABO DO MEDO), Stella Stevens (O DESTINO DO POSEIDON) e George Kennedy (REBELDIA INDOMÁVEL). 


Há também atores com mais de 30 anos de idade, que desempenham o papel de adolescentes do ensino médio, como Andrew Dice Clay (FÉRIAS DO BARULHO), em uma paródia curiosa de John Travolta. É recomendável, para quem tiver coragem e estômago, portanto, não é muito recomendável rsrs. Nota 6,5.

Direção de  Greydon Clark.

terça-feira, 3 de março de 2020

O Homem da Califórnia (1992)

Estrelando Sean Astin (OS GOONIES) e Pauly Shore (famoso apresentador da MTV Americana). Stoney (Shore) e Dave (Astin) encontram um homem das cavernas (Brendan Fraser - OS CABEÇAS DE VENTO) preso no gelo. Eles resolvem descongela-lô, e dar uma volta pela cidade com ele. Embora este ser primitivo, seja lento para entender os conceitos básicos da vida do século 20, ele não tem problemas em impressionar as garotas, e assim ajudar Stoney e Dave, a se dar bem em seus esquemas. Esta produção não têm meio termo, pode ser hilária, ou pode ser absolutamente horrível. Eu sou alguém que curte. 


Eu até entendo as pessoas que não gostam. Provavelmente, não gostam do roteiro, da atuação, e do fato de que isso não é realista. Mas pessoas como nós, adoram esse filme porque é engraçado, e acreditamos ser uma história verossímil (para falar a verdade, boa parte da curtição, não está na "realidade do roteiro"). Pauly Shore está bem engraçado. Isto não é como seus filmes ruins, que ele fez a vida toda. 

Então, no final, você pode gostar, como eu, ou você pode odiá-lo, como a maioria das pessoas. Eu curto! É tolo, mas possui aquela magia clássica do cinema adolescente, dos anos 80-90. Este é um ótimo trabalho. O elenco é bom, os personagens e atuação são ótimos, e a história é boba, mas boa, ao mesmo tempo. Há até algumas cenas comoventes aqui e ali (há uma forte moral no filme sobre a individualidade, e sobre o que é realmente ser "Cool"). 


Se você gosta de algum dos atores mencionados acima, não deixe de conferir, ou se você simplesmente curte uma boa e boba comédia, esta é a escolha certa para você. Espero que você goste, tanto quanto eu. Nota 9.

Direção de Les Mayfield.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

As Grandes Aventuras de Pee-wee (1985)

Pee-Wee's Big Adventure. O caricato personagem infantil Pee-wee Herman (o lendário ator Paul Reubens), sai em uma grande aventura, quando sua amada e nova bicicleta é roubada por seu inimigo Francis Buxton (Mark Holton), um irritante garoto rico do bairro. Pee-wee inicia uma jornada obsessiva pelo país, determinada a recuperá-la. As tentativas desajeitadas e infantis de Pee-wee, podem resultar na perda de sua amada amiga de duas rodas, para sempre. Esta produção não é o melhor, quando se trata de comédia, algumas piadas são um pouco chatas, e o filme no final, pode parecer uma confusa loucura. 


No entanto, o roteiro é bom e simpático, você não apenas tem as atuações, mas também uma história interessante, sobre um cara que ama tanto a sua bike, que tem que viajar para encontrá-la. O humor de Paul Reubens (BATMAN; QUASE HERÓIS) pode não ser do gosto de todos, mas aqui ele está bem engraçado. Ele é acompanhado por um grande elenco, incluindo Elizabeth Daily, Cassandra Peterson (a intérprete de ELVIRA) e a até a lendária banda de heavy-metal Twisted Sister. 


A produção parece razoável, com ótimas locações e cinematografia. A trilha sonora de Danny Elfman é brilhante. Tim Burton dirige maravilhosamente também, e o roteiro é bem cômico, enquanto a história é envolvente e tem muitos momentos divertidos (muitos para citar na verdade); o filme se move rapidamente, com poucos momentos entediantes. Burton, sempre será lembrado por um longo tempo, por fazer seus filmes góticos e muito sombrios; que embora sejam na maioria humorísticos, eles nunca aparentam tanto como este. 


Pee-wee não é exatamente obscuro,  e apresenta uma história de fácil assimilação, não é necessariamente infantil, porém os mais jovens também podem gostar dele. Nota 8,5.
Direção de Tim Burton.

Popeye (1980)

O marinheiro Popeye (Robin Williams) chega em uma cidade à beira-mar chamada Sweethaven. Lá ele conhece Dudu (Paul Dooley), um homem amante de hambúrguer; Olivia Palito (Shelley Duvall), o futuro amor de sua vida; e Brutus (Paul L. Smith - uma espécie de sósia de Bud Spencer), um enorme e malvado pirata, que está disposto a destruir Sweethaven. Popeye também descobre seu Pai, há muito tempo perdido no meio de tudo. Então, com seus novos amigos, Popeye sai para enfrentar Brutus, usando o poder do sagrado espinafre. Essa é aquela típica produção naturalmente tosca e sem muito nexo. Deve ser desfrutada, assim mesmo. Como Popeye, é o que é. E para muitos, uma obra prima. 


Este foi o primeiro papel "sério" de Robin Williams, e ele trouxe muita humanidade e emoção para esse personagem, por isso se tornou um grande astro. Shelly Duval (O ILUMINADO - infelizmente se afastou do cinema, para tratar problemas psiquiátricos) nasceu para interpretar Olivia, e não desperdiçou a chance de interpretar esse grande personagem. 


E em um papel menor, também temos Bill Irwin como Ham, um ex-namorado trapalhão. A trilha sonora de Harry Nilssons, é perfeita e suas canções ajudam a esboçar os motivos e emoções dos personagens ("He Needs Me", cantado por Duvall, é uma delas). Uma produção datada e minimalista, mas bem carismática. 


A verdadeira estrela do show, no entanto, é a atmosfera que o diretor evoca, trazendo para as telas, uma das melhores e mais simples, histórias em quadrinhos do mundo. Nota 9.

Direção de Robert Altman.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Quase igual aos outros (1985)

Just One Of The Guys. A garota Terry Griffith (Joyce Hyser) tem tudo - aparência, popularidade, o namorado perfeito da faculdade, e uma grande chance de ganhar um estágio de verão, no jornal local ... ou assim ela pensa. Quando o professor de jornalismo de Terry, invalida seu artigo, em favor de outros textos escritos por garotos, Terry está convencida de que o sexismo é o culpado. Determinada a ganhar o estágio a qualquer custo, Terry se disfarça de homem, em uma escola secundária rival, para ter seu artigo aceito.... Mas Terry enfrentará mais do que ela esperava: conflito com um típico valentão, assédio de uma nova amiga do sexo feminino, e paixão por seu novo amigo Rick (Clayton Rohner).


Esse na minha opinião, pode ser o mais subestimado filme da década, também um dos melhores. Tem comédia, drama e romance. A melhor coisa sobre ele, é ser de fácil assimilação. Em um momento ou outro, todos nós encontramos o valentão, o amigo com quem convivemos, o cara/menina que realmente gostamos, e todas essas encrencas relacionadas a escola. 


Um bom filme cômico dos anos 80, no melhor estilo High School  (OK, não vai ganhar um Oscar - e nem precisa). É mais engraçado para os caras, eu acho. Billy Jacoby como o irmão Buddy, rouba o filme como um adolescente semi-tarado. Ele tem muitas cenas hilárias e boas falas. 


Não perca, se você gosta de comédias oitentistas (ou de qualquer era). Ainda temos no elenco William Zabka (KARATE KID; DE VOLTA AS AULAS), no papel de Greg. A estrela, Joyce Hyser também é uma agradável surpresa. Apenas um filme incrível, que todos deveriam ver e que durante anos, bateu recordes de exibição na sessão da tarde. Nota 8,5.

Direção de Lisa Gottlieb.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Quero ser grande (1988)

Quero ser grande (1988). BIG. Depois de querer "ser grande", um adolescente acorda na manhã seguinte, e se vê misteriosamente no corpo de um adulto. Mais uma vez, estamos falando sobre a troca de corpos, por aqui. Neste clássico, Tom Hanks (Josh) retrata um menino preso no corpo de um homem. Imagine uma manhã, encontrar-se preso em um corpo desconhecido? Hanks desempenha um papel convincente, como um menino de 13 anos, que tem que lidar com a confusão dessa mudança súbita. Há cenas bem escritas aqui, sem mencionar a performance de Hanks, que deveria ter sido premiada. Ele parece ser o único ator contemporâneo, que foi capaz de desempenhar o papel de um adolescente de 13 anos, que se torna adulto, de um dia para o outro. 


David Moscow (Jovem Josh), Elizabeth Perkins (Susan) e especialmente John Heard (Paul), formam um forte elenco de apoio, e desta vez eles realmente reforçam o trabalho de Hanks. Este filme aborda temas mais importantes, como a perda da inocência, amizade e o primeiro amor, e não apenas conta uma história sobre um menino na cidade grande. Este foi o papel de protagonista de Hanks, depois de uma série de comédias estúpidas em meados dos anos 80, e ele merecidamente se tornou uma das maiores estrelas da década seguinte. 


E não se esqueça, este foi seu primeiro filme em sua série "outsider", ele fez seus maiores sucessos interpretando figuras estranhas: Filadélfia, Forrest Gump, Naufrágo. Este clássico, durante muitos anos, foi recorde de exibição na sessão da tarde, não possui contra-indicação. 


Pode assistir, você não ficará desapontado, mesmo se você achar que perdeu a criança dentro de você ... com a ajuda deste filme, você vai encontrá-la. Nota 9,5.

Direcão de Penny Marshall.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

OSCAR (1991)

O filme de humor que quase destruiu a carreira de Sylvester Stallone. Na década de 20, Angelo "Snaps" Provolone (Stallone) fez ao pai moribundo, uma promessa em seu leito de morte: deixaria o mundo do crime e se tornaria um homem de negócios honesto. Apesar de não ter experiência em ganhar dinheiro de forma legal, Snaps se prepara para cumprir sua promessa. Ele se depara com inúmeros problemas: capangas que não sabem nada além de crime, a polícia que está convencida de que ele está planejando algo ruim, e Oscar (Jim Mulholland), que acabou de engravidar sua filha Lisa (Marisa Tomei). 


Stallone está no seu auge, nesta comédia de erros, com um toque mafioso. Cada cena é embalada por diálogos memoráveis, ​​que você vai adorar usar com seus amigos e familiares. O elenco foi feito sob encomenda, com grandes atuações de Tim Curry (CONGO), Marisa Tomei (CORAÇÃO INDOMÁVEL), Yvonne De Carlo (OS MONSTROS), Don Ameche (Cocoon) e muitos outros rostos talentosos, que você reconhecerá rapidamente. 


Eu não sei o que mais, as pessoas esperam deste filme. OSCAR me parece uma comédia muito boa. Injustamente esquecida pelos críticos, determinados a condenar Stallone, por não ter sucesso em papéis cômicos. Posssui um bom ritmo, boas performances, diálogos inteligentes, e o roteiro é digno de grandes mestres da comédia, dos anos 50. O trabalho do diretor John Landis é, como de costume, direcionar atuações perfeitas. 


Ele está cercado por uma constelação de grandes atores e atrizes, que conferem um ambiente positivo ao desenvolvimento das ações. Se você for capaz de esquecer seu preconceito sobre Stallone, vai desfrutar desta magnífica e sólida produção, que bateu recordes de exibição na antiga Sessão da Tarde global. Nota 8,5.

Direção de John Landis.

Amantes de Verão (1982)

Summer Lovers. Um jovem casal americano, Michael (Peter Gallagher; SEXO, MENTIRAS E VIDEOTAPE) e Cathy (Daryl Hannah; SPLASH!), que acabaram de se formar na faculdade, se conhecem há cerca de 10 anos e estão em Santorini, uma ilha grega, para o verão. Lá, eles ficam deslumbrados com a beleza e a desinibição das pessoas que os rodeiam. Michael se encontra e começa um caso com Lina (Valérie Quennessen; atriz que infelizmente morreu jovem, em um acidente de carro em 1989), uma arqueóloga francesa que trabalha em uma escavação. Cathy descobre isso e vai confrontar a outra mulher. 


Lina admira muito o trabalho fotográfico de Cathy, e os três se tornam muito próximos, iniciando um curioso triângulo amoroso. O melhor aspecto do filme inclui o cenário convidativo, a trilha sonora ultra-pop e as performances surpreendentemente naturais dos atores principais. Outra vantagem, para muitos telespectadores, é o desfile ininterrupto de corpos, do jovem elenco internacional de figurantes. 


As falhas seriam o roteiro bem fraco, e uma edição ocasional que parece ter sido feita com algum tipo de "tesoura moral". A produção se beneficia extraordinariamente do local de filmagem. Se tivesse sido gravado em qualquer outro lugar, ele se tornaria o filme erótico mais brega de todos os tempos. Gallagher e Hannah obviamente tornaram as coisas muito melhores por aqui. Infelizmente, Quennessen morreu alguns anos depois de um acidente, e o ator holandês Hans Van Tongeren (no papel de Jan) se suicidou com um tiro, naquele mesmo ano. 


Essa produção é uma viagem no tempo ... um período de liberdade sexual, que inexplicavelmente permanece bastante inocente, apesar de toda sua polêmica, em um momento pré - doenças sexualmente transmissíveis. Nota 9.

Direção de Randal Kleiser.

sábado, 16 de novembro de 2019

Em Busca do Prazer (1984)

Em Busca do Prazer (1984). Where the boys are. Nesta versão feminina de PORKS, quatro alunas da faculdade: a ingênua Jennie (a cantora/atriz Lisa Hartman), a extrovertida Carole (Lorna Luft), a rica e mimada Sandra (Wendy Schaal) e a eufórica Laurie (Lynn-Holly Johnson), viajam para o Spring Break/Flórida, se envolvendo em uma série de aventuras e desventuras, que incluem Jennie sendo perseguida pelo músico escocês Scott (Russell Todd) e Sandra, pelo músico Camden (Daniel McDonald). 


Enquanto isso, Carole está buscando uma ruptura em seu relacionamento com o invejoso Chip (Howard McGillin) que a segue até a Flórida. Sandra também tenta um romance com o policial local, que a prende na primeira noite por estar bêbada, enquanto Laurie procura qualquer homem em quem possa pôr as mãos. Eu costumava assistir esse filme em VHS, nos anos 90. 


É um filme de praia meio grosseiro, feito para fazer você se divertir, com algumas boas risadas. As performances são sinceras, não realmente muito boas, mas você acaba gostando do grupo de atrizes, principalmente de Lisa Hartman, que também canta algumas faixas da trilha sonora. Os cenários naturais, e as cenas de festa são agradáveis, de uma forma trash, e é bem interessante ver os ricos personagens de classe alta, como Barbara e Camden, tão fora de lugar, em toda a loucura do Spring Break; ou melhor dizendo, quem visita seus amigos de família no Spring Break? 


O enredo deste filme é irrelevante, porque a sua diversão está justamente na sua falta de sentido. Recomendável para quem admira as comédias-praianas, com suas coelhinhas seminuas e suas piadas baratas. Um bom passatempo. Nota 8.

Direção de Hy Averback.

Um Grande Garoto (2002)

O personagem Marcus Brewer (Nicholas Hoult - MAD MAX 4), de 12 anos, mora com sua mãe solteira-deprimida, Fiona Brewer (Toni Collette - O SEXTO SENTIDO). Marcus fará tudo o que puder para deixar sua mãe feliz, incluindo apresentar pessoas para ela. Infelizmente, ele percebe que é diferente da maioria das crianças, e não consegue estabelecer contatos saudáveis. Enquanto isso, Will Freeman (o canastrão Hugh Grant), de trinta e oito anos, é um preguiçoso que vive confortavelmente, dos royalties de uma canção, escrita por seu falecido pai e, como tal, nunca teve que trabalhar um dia em sua vida. Ele é um homem solitário, e que se coloca como a primeira e única prioridade na vida. 


Will se depara com a ideia, de que namorar mães solteiras, satisfaria suas necessidades carnais egoístas. É nessa realidade que ele conhece Marcus, "filho" de uma das mães solteiras dos esquemas de Will. É muito difícil alguém que admira cinema, gostar dos filmes de Hugh Grant. Eles costumam ser ruins, do começo ao fim. Mas, eis que surge UM GRANDE GAROTO, com sua simplicidade e o poder de seus protagonistas. 


Nenhuma cena é desperdiçada aqui; cada uma nos conta uma riqueza sobre os personagens, e isso leva à autodescoberta e amadurecimento de Will, juntamente com o desempenho agradável de Hoult, e apoiado por uma grande atuação de Collette, como mãe. Tudo isso, faz de "About a Boy" um dos filmes mais interessantes, divertidos e emocionantes do começo dos anos 2000. 


É um ótimo filme familiar, altamente recomendado, especialmente para os fãs de Hugh Grant, ou para qualquer pessoa que já tenha simpatizado com Marcus, e sua situação familiar complicada. Um belo achado. Nota 8,5.

Direção de Chris Weitz e Paul Weitz.

sábado, 19 de outubro de 2019

Loucademia de Polícia Feminina (1989)

Loucademia de Polícia Feminina (1989). Vice Academy. Franquia-Paródia do clássico LOUCADEMIA DE POLICIA. Duas policiais femininas disfarçam-se para se aventurar no mundo do crime. Vários cadetes treinam em uma academia para ingressar no esquadrão de Hollywood. A esperta Didi (a sempre adorável Linnea Quigley, em boa forma), a idiota Shawnee (a bela morena Karen Russell) e Dwayne (Ken Abraham). Eles não apenas se infiltram em uma operação pornográfica, mas também em um esquema de prostituição notória. Enquanto a direção e o roteiro sem sentido, são pouco sofisticados, este filme ainda possui um certo ar agradável e que é impossível não gostar. 


Além disso, o elenco interpreta seus papéis com energia: Ginger Lynn Allen interpreta a mimada Holly Wells; Jayne Hamil é a instrutora rigorosa Miss Thelma Louise Devonshire; Stephen Steward é o bonitão pornô Chucky Long; Jean Carol é a malvada rainha Bee; Stephanie Bishop é a exigente diretora-pornô Desiree; Christian Barr é a ex-estrela pornô Cherry Pop, entre outros. 


Em algumas partes, dá a impressão de que o filme foi destinado a crianças, mas é muito atrevido para elas; ao mesmo tempo, não é atrevido o suficiente para os adultos - há talvez 1 minuto de nudez no total. É um filme sem muito brilho e audiência. Em um de seus primeiros papéis não-pornô, Ginger Lynn Allen mostra algum charme e deveria ter tido mais tempo na tela. 


O resto do filme é um pastiche de cenários baratos, atuação regular e guarda-roupa precário, um verdadeiro tumulto....mas ainda sim divertido como toda comédia-sacana deve ser. Ainda gerou mais cinco continuações, antes de desaparecer completamente das vídeo-locadoras. Nota 7,5.

Direção de Rick Sloane

sábado, 21 de setembro de 2019

Clube dos Cinco (1985)

Breakfast Club. Além de estar na mesma classe, Andrew (Emilio Stevez), John (Judd Nelson), Brian (Anthony Michael Hall) e Allison (Ally Sheedy), têm pouco em comum, e, com exceção de Claire (Molly Ringwald) e Andrew; não se conhecem na escola. Na melhor definição, Claire é uma princesa, Andrew um atleta, John um criminoso, Brian um cérebro e Allison uma pessoa obscura. Mas uma coisa que eles têm em comum, é uma detenção de nove horas na biblioteca, no sábado, sob a direção de Vernon (Paul Gleason), supervisionando tudo de seu escritório, do outro lado do corredor. Cada um deve escrever um texto auto-crítico, de no mínimo mil palavras durante o castigo. 


É claro, que as coisas não vão acontecer da maneira como o diretor planejava. O que torna o filme único, é que cada personagem conta sua própria história com credibilidade e persistência. Andrew Clark está sob pressão de seu pai, para apresentar bons resultados. O nerd Brian se destaca academicamente, mas está falhando nas aulas. 


Nem ele, nem sua família podem aceitar uma nota baixa. O delinquente John Bender, embora seja um bad boy por fora, mascara uma vida familiar difícil. A rainha do baile Claire, possui problemas com a unidade dos pais. Allison é solitária, tem poucos amigos, se veste de preto, e tem problemas semelhantes em casa. Este vínculo emocional, compartilhado na detenção será duradouro? Apesar de seus personagens estereotipados, representando inúmeros exemplos da vida real, este "drama/comédia" traz uma variedade de temas (e sem mi mi mi) ao seu contexto: preconceito, discriminação, aceitação, tolerância, diversidade, diferenças de classe, status, assuntos familiares, dinâmica de grupo, etc. 


Ele também nos incentiva a olhar para os outros, e para nós mesmos, além das aparências superficiais. BREAKFAST CLUB possui boa trilha sonora com SIMPLE MINDS ("Don't You (Forget about Me)), exibindo os valores culturais da década do "eu" (1980). Isso nos lembra que realmente existe diversidade em todos nós. Somos diferentes, mas somos todos "iguais", de uma maneira bizarra ou de outra rsrs. Nota 9,5

Direção de John Hughes.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Uma professora muito especial (1981)

E para comemorar a centésima publicação do blog, temos talvez, o maior clássico do gênero.........PRIVATE LESSONS. Comédia erótica juvenil, e primeiro filme da trilogia PRIVATE (os outros dois são: ESCOLA MUITO ESPECIAL PARA GAROTAS e FÉRIAS DO BARULHO). Phillip Filmore (Eric Brown) é um garoto ingênuo de 15 anos, interessado em garotas, que se apaixona por sua jovem empregada francesa Nicole Mallow (a atriz holandesa Sylvia Kristel, musa de filmes eróticos como EMMANUELLE, e que infelizmente faleceu em 2012), designada para cuidar dele, quando seu pai estiver fora da cidade durante o verão. 


Mas Lester Lewis (o grande ator Howard Hesseman), o motorista inescrupuloso, contrata Nicole, para um plano macabro, onde a babá fingirá sua própria morte (colocando a culpa em Philip), em um esquema de chantagem (Lester pede dinheiro a Philip, em troca de ajuda no desaparecimento do falso cadáver), destinado a roubar o fundo financeiro do garoto. Embora o assunto seja realmente sério, muitos momentos no filme são hilários. O ator Patrick Piccininni (infelizmente abandonou o cinema, e desapareceu da mídia) está impagável, como o melhor amigo gordinho de Phillip. 


Eric Brown é ainda melhor como Phillip, que não sabe ao certo como responder ao assédio de sua governanta atraente. "PRIVATE LESSONS", é mais do que apenas, uma versão invertida de "Lolita" - e bem mais divertido de assistir. No entanto, ele se junta a uma série de filmes adolescentes previsíveis, com a temática "garoto e professora/governanta sexy", como em "Minha professora de francês". O que eu mais gosto nessa produção, porém, é que ela não tem o ar pesado, do julgamento moral alheio. Os personagens são retratados, como donos de suas próprias vontades, o que é extremamente saudável.


Vale a pena pesquisar por esse excelente, embora envelhecido filme, em alguma loja de Dvds (se é, que elas ainda existem). Definitivamente, não é uma obra de alto nível, mas essa história do relacionamento sério, de um jovem de 15 anos, com sua sexy governanta francesa, foi um grande êxito na época de seu lançamento. Nota 8,5.

Direção de Alan Myerson.