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sexta-feira, 2 de julho de 2021

O Balconista (1994)

CLERKS. Comédia norte-americana. Estrelada por Brian O'Halloran como Dante Hicks, e Jeff Anderson como Randal Graves. O filme mostra um dia na vida de dois balconistas tolos e atrapalhados. Clerks foi o primeiro filme no estilo "View Askewniverse" (é um universo ficcional criado pelo escritor/diretor Kevin Smith , apresentado em vários filmes, quadrinhos e série de televisão), introduzindo vários personagens e locações, que dariam base para os próximos filmes.  Dante é o balconista no Quick Stop, uma loja de conveniência em New Jersey. No seu dia de folga, ele é chamado para substituir o posto de seu colega, que alega estar doente. Depois de discutir, ele acaba concordando, sob a promessa de ser liberado ao meio-dia, para seu jogo de hóquei. 

Quando ele chega, se depara com vários problemas. Os portões externos não abrem, porque alguém colocou goma de mascar nas fechaduras. Ele é obrigado a escrever "Eu te asseguro, nós estamos abertos", com graxa de sapato em uma folha, e  colocar na frente da loja. Logo depois, um homem entra na loja para comprar café e recomenda que um cliente compre chiclete no lugar de tabaco, após lhe mostrar um pulmão cheio de nicotina. 

Ao mesmo tempo, uma multidão se forma a redor de Dante, acusando-o de estar "vendendo a morte". Depois de Dante ser atacado com cigarros, sua namorada Veronica Loughran (Marilyn Ghigliotti) entra, agindo rapidamente, disparando um extintor de incêndio na multidão. Entre os personagens do filme, estão Jay (Jason Mewes) e Bob Calado (Kevin Smith), que são os verdadeiros astros do filme, apesar de não serem os protagonistas. 

Eles vendem "erva" em frente à loja, onde toda a ação ocorre. Apesar de ser classificado como comédia, O BALCONISTA está longe de ser engraçado, é um filme "referência", onde a graça está toda em comentários sobre STAR WARS ou jogos de Hoquéi. Merece respeito por ser "quase" independente, e trazer um suposto humor inteligente, diferente das produções toscas dos anos 90. Nota 6,5.

Direção de Kevin Smith.


quinta-feira, 30 de julho de 2020

Top Gang! Ases Muito Loucos (1991)

 Top Gang! Ases Muito Loucos (1991). Topper Harley (Charlie Sheen), um piloto de caça, é convocado para servir no SS Essess. A missão de Topper é destruir as usinas nucleares de Saddam Hussein. Infelizmente, Topper é psicologicamente desequilibrado e com certeza acabará "comprometendo" a missão. Aqui está a fórmula básica para dissecar este filme: "Se apertem os cintos..." gerasse um único filho, (em vez de um gênero inteiro), você teria "Top Gang". Charlie Sheen, Valeria Golino, Cary Elwes e Lloyd Bridges fornecem os papéis principais, e estão todos hilários em suas respectivas cenas. 


Para algumas pessoas, esse tipo de humor é infantil e não provoca muito mais do que uma simples risada. Para outros, no entanto, as  visões tolas e a hilariante comédia física, o farão rir. A química entre Sheen (Top) e Golino (Ramada) é incrível; Elwes está no seu melhor papel, enquanto Bridges basicamente rouba a cena, como o velho general cômico que sempre parece salvar o dia. 


Charlie Sheen apresenta uma performance verdadeiramente hilária como Topper - um homem em uma missão, de várias maneiras. As cenas de SUPERMAN e DANÇA COM LOBOS são inspiradoramente engraçadas, e o filme vai bem no geral. Eu recomendo isso para quem gosta não só de comédias, mas obviamente de paródias (TOP GUN é claro). Jim Abrahams, o diretor e co-roteirista deste filme, é conhecido por suas aventuras cômicas completamente malucas, com protagonistas anti-heróis, e personagens/vilões absolutamente estereotipados, com destaque para as séries APERTEM OS CINTOS.... e CORRA QUE A POLÍCIA VEM AI. 


Trata-se de uma produção difícil de se explicar na simples descrição. Você realmente precisa sentar, e assistir para determinar se é o tipo de comédia para você, e assim perceberá dentro dos primeiros minutos rsrs. Nota 8,5.

Direção de  Jim Abrahams.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Uma Mistura Especial 2 (1990)

Zapped Again!. Sequência do clássico ZAPPED, de 1982. O jovem problemático Kevin (Todd Eric Andrews), se muda para uma nova escola. Em pouco tempo de convívio, ele se torna inimigo número um, dos alunos ricos e esnobes. Como consolo, ele passa a andar com os estudantes menos populares e decide entrar para o falido "Clube da Ciência'. Mas quando Kevin encontra uma poção mágica (um suco de ameixa, escondido em um cofre na escola), ele passa a ter poderes telecinéticos. Agora, ele terá a chance de se vingar dos populares, além de se divertir um pouco. 


Andrews está brilhante neste filme (apesar de ser muito descolado, para ser um nerd), interpretando um personagem muito espirituoso e carismático. Sua presença não é apenas suficiente para compensar uma trama boba, e um romance previsível com a garota nerd Lucy (Kelli Williams), mas ele também é capaz de elevar essa sequência, a um nível quase semelhante ao do primeiro filme. 


São vários momentos divertidos, e eles são realmente engraçados desta vez, com personagens agradáveis, mesmo que muito bobos, e Andrews claro, liderando o elenco. Assim como no primeiro filme, não espere cenas eróticas, apesar de conter alguma nudez. Também não é de se esperar algum tipo de conhecimento científico, porque toda a ciência por aqui, não é examinada profundamente (ou levada a sério). 


Outra parte curiosa, é a participação da atriz Linda Blair (O EXORCISTA), infelizmente ela não estava em um momento muito bom de sua carreira, por isso a colocaram em um papel pequeno, como a professora sexy do colégio. Apesar de não ser tão bom como o primeiro filme, é uma produção feita para assistir por diversão e de maneira descompromissada, sendo um dos filmes mais exibidos na antiga Sessão da Tarde. Nota 8,5.

Direção de Doug Campbell e Jake Hooker.

American Pie: A Primeira Vez é Inesquecível (1999)

Jim (Jason Biggs), Oz (Chris Klein), Finch (Eddie Kaye Thomas) e Kevin (Thomas Ian Nicholas) são quatro amigos que fazem um pacto: antes de se formarem, devem todos perder a virgindade. A parte mais difícil agora é, como atingir esse objetivo na noite do baile. Oz decide cantar para chamar a atenção e Kevin tenta convencer sua namorada; Finch resolve espalhar boatos, enquanto Jim falha miseravelmente em suas presepadas. Estes párias conseguirão seu objetivo de transar nesta data especial? Ou eles aprenderão algum tipo de lição moralista? American Pie é a continuação natural da típica comédia adolescente, já explicitada em clássicos como PORKYS e A VINGANÇA DOS NERDS, trazendo uma nova roupagem para os "modernos" anos 90. 


Aqui já não temos mais os jovens caretas de "camisa para dentro da calça", como nos anos 70, e nem os adolescentes (atores) com mais de 30 anos, como nas chanchadas oitentistas. American Pie é uma franquia levemente interessante, com bom humor e um enredo engraçado. Para uma comédia adolescente moderna, é melhor do que as outras demais. O roteiro é meio estúpido, e os personagens são extremamente imaturos para a idade, mas é isso que a torna engraçada, e definitivamente melhor do que suas sequências. 


Em alguns momentos, o filme pode ser obsceno e rude, mas com certeza é divertido. Difícil é alguém não curtir as performances "estelares" dos quatro personagens principais. 


Todos eles têm maneiras diferentes de alcançar seu objetivo final, o que os leva a encrencas hilárias. No fim das contas, eles alcançam sua meta, como em todas as comédias da natureza americana. Podemos finalizar dizendo que, American Pie está longe de ser genial, mas, sua importância está no fato de trazer de volta, o gênero das comédias sacanas novamente para dentro dos cinemas. Nota 8.

Direção de Paul Weitz.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

OSCAR (1991)

O filme de humor que quase destruiu a carreira de Sylvester Stallone. Na década de 20, Angelo "Snaps" Provolone (Stallone) fez ao pai moribundo, uma promessa em seu leito de morte: deixaria o mundo do crime e se tornaria um homem de negócios honesto. Apesar de não ter experiência em ganhar dinheiro de forma legal, Snaps se prepara para cumprir sua promessa. Ele se depara com inúmeros problemas: capangas que não sabem nada além de crime, a polícia que está convencida de que ele está planejando algo ruim, e Oscar (Jim Mulholland), que acabou de engravidar sua filha Lisa (Marisa Tomei). 


Stallone está no seu auge, nesta comédia de erros, com um toque mafioso. Cada cena é embalada por diálogos memoráveis, ​​que você vai adorar usar com seus amigos e familiares. O elenco foi feito sob encomenda, com grandes atuações de Tim Curry (CONGO), Marisa Tomei (CORAÇÃO INDOMÁVEL), Yvonne De Carlo (OS MONSTROS), Don Ameche (Cocoon) e muitos outros rostos talentosos, que você reconhecerá rapidamente. 


Eu não sei o que mais, as pessoas esperam deste filme. OSCAR me parece uma comédia muito boa. Injustamente esquecida pelos críticos, determinados a condenar Stallone, por não ter sucesso em papéis cômicos. Posssui um bom ritmo, boas performances, diálogos inteligentes, e o roteiro é digno de grandes mestres da comédia, dos anos 50. O trabalho do diretor John Landis é, como de costume, direcionar atuações perfeitas. 


Ele está cercado por uma constelação de grandes atores e atrizes, que conferem um ambiente positivo ao desenvolvimento das ações. Se você for capaz de esquecer seu preconceito sobre Stallone, vai desfrutar desta magnífica e sólida produção, que bateu recordes de exibição na antiga Sessão da Tarde global. Nota 8,5.

Direção de John Landis.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

KENAN E KEL, dois caras muito doidos (1996-2000)

Seriado estrelado pelos comediantes Kel Mitchell e Kenan Thompson. Eles interpretam dois melhores amigos, que moram em Chicago, e estão sempre envolvidos nos esquemas de rápido enriquecimento de Kenan, enquanto Kel, viciado em refrigerante de laranja, acaba sempre estragando tudo. Esse show é realmente interessante. Muitos acreditam que Kenan&Kel são "descendentes diretos" de Will Smith e Carlton, de MALUCO NO PEDAÇO. É claro, que são situações diferentes, mas o humor é o mesmo. É divertido ver alguém agindo de maneira incrivelmente idiota. Kenan, que é o mais esperto dos dois, sempre inventa esquemas ostensivamente práticos, o que nunca dá certo, principalmente porque Kel se atrapalha todo. 


Note que Kel, geralmente é sempre quem cria confusão em primeiro lugar. Esta série, não é como outras comédias de situação, da época. Pela primeira vez, não há necessidade de se humilhar ninguém, para se extrair algumas risadas da platéia. Por alguma razão, quando Kenan & Kel se reuniam, possuiam química, como os antigos astros da comédia em preto-e-branco. 


Os dois se davam muito bem, e conseguiam entreter seu público-alvo. Esses dois caras, foram estrelas do canal Nick, de 1996 a 1999, e a parceria foi tão boa, que até fizeram um filme juntos: GOOD BURGER (esse não tão bom, quanto o seriado). Eu acho que Kenan e Kel foi uma ótima série, e espero que existam mais séries deles por vir. 


Os dois artistas continuam atuando recentemente, principalmente no humorístico Saturday Night Live, e na animação FRANGO-ROBÔ. O seriado foi exibido por anos na Rede Globo, e hoje está na grade do SBT. Nota 8,5. 

Direção de Kim Fields.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

O Sócio (1996)

Laurel Ayres (Whoopi Goldberg) é uma empresária tentando trabalhar duro, em uma firma de investimento. Mas todos os outros investidores malandros, como Frank Peterson (Tim Daly), levam o seu crédito. Ela então sai, e começa sua própria empresa. Ao tentar encontrar clientes, Laurel finge que tem um parceiro masculino chamado Robert Cutty. E quando ela começa a se sair bem, todos os seus clientes querem conhecer Cutty, o que é difícil, já que ele não existe. Não é muito fácil julgar o estilo de Whoopi, alguns a amam, outros a detestam. Eu prefiro dizer que se trata de uma artista regular, as vezes faz bons papéis como em GHOST, as vezes faz coisas péssimas, como em MUDANÇA DE HÁBITO. 


O SÓCIO é levemente engraçado. Laurel cria um parceiro "silencioso", o Sr. Cutty, que nunca é visto. O mundo financeiro está em um frenesi para conhecê-lo, e sua aparição hilariante no Hotel Plaza, em vez de esclarecer as coisas, contribui para o seu mito. A atriz Dianne Wiest faz um bom papel, como a parceira Sally, uma mulher subestimada. Timothy Daly é perfeito, como o egoísta Frank. O elenco de apoio também é bom. Bebe Neuwirth, Eli Wallach, Austin Pendelton; e Lanie Kazan, como uma divertida escritora de fofocas financeiras. 


Apesar de ser previsível, O SÓCIO oferece alguns momentos engraçados. No geral, o enredo foi bem tratado, com a lição moral predominante, sendo que em todas as esferas da vida, haverá pessoas que são talentosas, mas às vezes passam despercebidas, se não se encaixam no padrão racial (ou outro) usual. A única parte da trama em que as coisas se perdem, foi a aparição do personagem imaginário no hotel; isso foi desleixado e simplesmente não funcionou.


E explodi-lo em um carro - um homem que nem existia - também pareceu um pouco maluco. Mas, além dessas duas questões, o restante está muito bem. Não, não é o maior filme de comédia de todos os tempos, mas é bastante decente, e possui uma bela lição moral. Nota 8,5.

Direção de Donald Petrie.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Viva! A babá morreu (1991)

A Mãe de uma família de quatro filhos, sai de férias para o verão. As crianças são as primeiras a comemorar a liberdade, até descobrirem que a mãe contratou a babá do inferno, para cuidar delas...Aqui temos a lindíssima Christina Applegate no comando (a inesquecível Kelly Band, do seriado UM AMOR DE FAMILIA), interpretando Sue, a mais velha de 3 irmãos - Kenny (Keith Coogan), Walter (Robert Gorman), Zach (Christopher Pettiet); e mais a irmã Melissa (Danielle Harris). Animada com sua mãe saindo para a Austrália, Sue Ellen está esperando ter um ótimo verão - isto é, até que ela descobre que vai ser "torturada" pela malvada Sra. Sturak (Eda Reiss Merin), uma bruxa mal-humorada, que lhe dá livros-relatórios, em vez de deixá-la assistir televisão à noite. 


Então, a Sra. Sturak morre - deixando Sue Ellen e seus quatro irmãos sozinhos para sobreviver; o que leva Sue a conseguir um emprego para sustentá-los, colocar comida na mesa e aprender o verdadeiro significado da responsabilidade. A história é muito boa e original, uma mãe sai de férias e deixa seus filhos em casa, com uma babá que logo morre. Basicamente, 20 minutos depois que a babá morre, essa parte da história é excluída do filme. 


Os atores tiveram desempenhos muito bons, apesar da pouca idade deles. Esta produção pretende ser uma comédia, mas realmente não há muio humor descartável no enredo, o que é bom, porque não precisa só de comédia para ser boa. O final é engraçado, embora o filme pareça ser meio curto. Ele soa datado?, sim, basta olhar as roupas, a maquiagem, a música, o cabelo, mas isso não é algo negativo. 


A única parte ruim é a coloração e tratamento da imagem, algo meio típico também daquela época. Para produções feitas em 1991, eu coloco essa em minha lista de dez melhores. Nota 9.

Direção de Stephen Herek.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

O Monstro (1994)

Um maníaco-sexual está à solta, e o ingênuo jardineiro paisagista e vendedor de vitrine Loris (Roberto Benigni - A VIDA É BELA), é o principal suspeito, graças ao seu infeliz hábito de ser pego em situações comprometedoras (para o qual há sempre uma explicação totalmente inocente). A policial disfarçada Jessica (Nicoletta Braschi - esposa de Benigni na vida real), é designada pela excêntrica psicóloga policial Taccone (Dominique Lavanant), a seguir Loris, e fornecer evidências para sua prisão - mas as coisas não saem como planejado ....Um bom exemplo de comédia européia, "Monstro" trabalha bem em cima do senso de humor italiano. 


Muitos comparam Roberto Benigni com Charlie Chaplin, o que é um pouco forçado, é claro, mas temos em Benigni uma referência forte, fora dos Estados Unidos. É mais fácil você curti-lo, se já esteve na Itália, mas isso não é obrigatório. Como Fellini e os irmãos Bertolucci, Benigni reflete muito da cultura italiana. "Monstro" apresenta literalmente Roberto, como são ditas suas palavras, a linguagem corporal, e seu domínio cênico. 


Você pode se apaixonar pela cultura deste país, e depois aprender a língua, se quiser. Uma produção muito divertida, mas indicada apenas para os adultos, pois apresenta situações sexuais e insinuações, em abundância. 


No geral, "The Monster" é um ótimo filme, e os fãs de Benigni vão gostar muito, pois traz o ator em seus melhores momentos. Nota 8.

Direção de Roberto Benigni.

terça-feira, 26 de março de 2019

Jamaica abaixo de zero (1993)

Baseado em fatos reais. Quatro jamaicanos: Derice, Sanka, Yul e Junior (Leon; Doug E. Doug; Rawle D. Lewis; Malik Yoba) formam a primeira equipe jamaicana da história, de Bobsled (Trenó no gelo), para competir nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno, de 1988. Eles pedem a ajuda a Irv, um decadente ex-vencedor de ouro olímpico (John Candy, brilhante e falecido ator cômico, que dispensa apresentações), para treiná-los com seriedade. No entanto, quando chegam ao Canadá, são tratados como estranhos pelas outras equipes, que temem que eles acabem sendo uma vergonha para o esporte. 


Quem não se lembra de assistir a esse filme na infância? É um daqueles filmes que parecem tolos, ou bregas, mas de alguma forma não merece esse rótulo. Os personagens são engraçados e carismáticos.  John Candy equilibra o lado negativo de seu personagem, junto com o lado inspirador, de forma muito convincente. Doug E Doug (que também esteve muito bem em ALUNOS MUITO LOUCOS) possui alguns diálogos hilários. O enredo faz com que torçamos para o time (com suas enormes dificuldades logísticas), como se fosse uma final de campeonato. 


O diretor fez bem em não se concentrar no aspecto racial apenas (a questão do preconceito fica clara, mas não impede a participação da valente equipe!), e foca bastante na capacidade individual dos garotos (o que também serve como lição de superação, para cada um de nós). Obviamente, você não pode esperar nenhuma atuação brilhante por aqui, mas temos o necessário para uma excelente comédia: John Candy, mais quatro jamaicanos em um trenó de gelo. Nota 9,5.


Direção de Jon Turteltaub.

domingo, 17 de março de 2019

Dois Loucos na Noite (1994)

Mais uma comédia musical, no mesmo estilo de "Wayne's World" e "Bill&Ted". Os roqueiros Buddies Hubbs (Bradford Tatum) e Joe (Michael Kopelow), estão dirigindo por aí, procurando por álcool e garotas legais, quando ouvem falar especialmente, sobre duas delas. Eles decidem visitá-las, apesar de elas pertencerem a um criminoso enlouquecido. THE STONED AGE é um filme aparentemente tosco, mas isso realmente não importa, porque é muito divertido. O elenco é excelente, e o diretor mantém as coisas em um interessante movimento. Há sexo e nudez, muita bebida, travessuras maldosas, e uma grande trilha sonora, de rock dos anos 70. 


Muitas pessoas chamam esta produção, de uma versão estúpida de "Jovens, Loucos e Rebeldes", o que não é verdade, porque ambos os filmes se propuseram a fazer algo completamente diferente. Com isso dito, este aqui tem tantos momentos hilários, que é impossível não curti-lo. Eu acho que muito da curtição vem de Tatum e do Joe, que é um pouco tolo, quando eles entram em uma situação ruim, após a outra. Ou, devo dizer, que Joe entra em uma situação ruim após a outra, e você só quer ver o cara sair ileso. O roteiro certamente, não é nada inovador, mas é muito legal e temos ótimas risadas ao longo do caminho. 


A química entre os dois protagonistas é bem memorável, e eu sinto muito falta disso, nas produções atuais (curiosidade, China Kantner, filha de Grace Slick do Jefferson Airplane, aparece aqui, no papel de Jill). O nível de entretenimento provavelmente será ainda maior, se você puder sentir alguma empatia, por esses dois caras. 


A encrenca com a polícia, à procura de gatas, o puro rock'nroll e todas as outras confusões, faz deste filme um estilo de vida, que  nunca envelhece. Está na vanguarda da comédia intuitiva e pensativa. Para aqueles que possuem esse exemplo de vida mundano, esperamos que isso, os encoraje a continuar sempre! Nota 9.

Direção de James Melkonian.

sábado, 9 de março de 2019

Em busca de confusão (1991).

Bad Attitudes. Filme de ação/comédia familiar. O enredo gira em torno de dois sequestradores do leste europeu (Robert Firth e Maryedith Burrell), que assumem o controle de um avião; A ideia inicial deles, era sequestrar um bilionário, porém, acabam encontrando no caminho, um grupo de crianças inteligentes e com péssimo comportamento. O elenco não é dos mais conhecidos, mas até que funciona bem, ou seja, existe uma química entre os jovens, e os vilões que eles capturam, como por exemplo a vilã Katyana (a experiente atriz Maryedith Burrell). Esse filme trabalha em cima, da paranóia norte-americana de sequestros e terroristas russos. 


Não que isso não aconteça de vez em quando, mas o que se nota por aqui, é que eles preferiram transformar em humor, algo que até pouco tempo atrás, era motivo de muita preocupação por parte do FBI (é só lembrar os acontecimentos trágicos, do 11 de setembro). 


Sobre os atores, temos poucas informações sobre eles, principalmente as crianças (Ellen Blain - sua última aparição foi em PLANTÃO MÉDICO; Eugene Byrd - atuou em ANACONDA 2; Ethan Embry - participou do clássico FÉRIAS FRUSTRADAS EM LAS VEGAS), porém, temos a curiosa participação da atriz Maggie Roswell, famosa por dar voz a dois personagens, no seriado dos SIMPSONS (Helen Lovejoy/Maude FLANDERS); aqui no filme, ela faz o papel da mãe, da melhor personagem, a garota-roqueira-descolada Angela (muito bem interpretada pela atriz mirim Meghann Haldeman, que trabalhou no seriado THE NANNY, ao lado de Fran Dresher); e também temos o ator Raymond Forchion, no papel de Cohn; Ele também interpretou o bartender gente-fina, no clássico absoluto FÉRIAS DO BARULHO, com Johnny Depp. 


Se você está procurando uma comédia leve e engraçada, esta é a escolha! É muito inteligente, divertida e com um pouco de humor negro, bem como uma "bela" mensagem para os pais cuidarem bem de seus filhos ... Um aperitivo para todos! Nota 8.

Direção de Alan Myerson.

terça-feira, 5 de março de 2019

Os Cabeças-de-Vento (1994).

Uma banda amadora de heavy-metal, conhecida como Lone Rangers (três metaleiros idiotas, interpretados por Brandom Fraser, Steve Buscemi e Adam Sandler), entram em um estúdio de rádio, para ter sua fita demo tocada no ar. Quando são recusados, as coisas ficam fora de controle, e eles decidem manter o local, e as pessoas dele, como reféns. Este filme tem um enredo original, com bom humor e boa atuação. Tenha em mente, que se trata do começo de carreira, de todos os três personagens do título. Pessoalmente, eu  vejo uma atuação muito boa de Fraser e Sandler, neste filme, bem melhor do que em alguns que vieram depois. 


É aquele tipo de produção que quando você começar a assistir, vai querer terminá-lo, e também torcer por um final feliz para os três idiotas (já aviso que isso não acontecerá rsrsrs). Este não é um filme intelectual, mas é muito engraçado, com todos os três atores principais interpretando personagens muito diferentes. Brendan Fraser é Chazz, o honrado, Adam Sandler é Pip, tão burro que atrai mulheres que sentem pena dele, e Steve Buscemi é Rex, seu irmão mais velho que carrega a arma. 


É repleto de risadas e aparições, e mostra muitas estações de rádio "hard rock/heavy metal" querendo abrir espaço para outros estilos. Possui uma trilha sonora incrível (RAMONES; WHITE ZOMBIE; MOTORHEAD; além dos próprios Lone Rangers) e tem muitos membros do Saturday Night Live que tornaram o filme realmente agradável, um clássico da comédia dos anos 90. 


Ainda temos no cast Judd Nelson, Michael McKean, Ernie Hudson, Chris Farley, Nina Siemaszko, David Arquette, Joe Mantegna etc. Dê a este filme uma chance. Se você não gostar, pelo menos aproveite a trilha sonora e balance sua cabeça. Nota 8.

Direção de Michael Lehmann.