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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Arthur, o Milionário Sedutor (1981)

Arthur (o lendário Dudley Moore ) é um bêbado feliz, sem pretensões, ou qualquer ambição na vida. Ele também é o herdeiro de uma vasta fortuna, que só será dele, se ele se casar com Susan (Jill Eikenberry). Ele não ama Susan, mas ela é tudo aquilo que a família dele espera para uma esposa. Arthur aceita, mas depois conhece uma garçonete sem dinheiro (Linda, interpretada pela então talentosíssima Liza Minnelli - a química entre os dois atores aqui, é fantástica), pela qual ele realmente acaba se apaixonando. Esta produção ainda brilha, graças ao diretor Steve Gordon (infelizmente morreu jovem, com apenas um filme no currículo), e das estrelas Dudley, Liza e John Gielgud, no papel de Hobson. 


Ele produziu uma comédia "screwball", no mesmo estilo daquelas da década de 1930, adaptada para os gostos contemporâneos da época. É claro que as novas gerações nunca entenderiam esse tipo de humor (aliás, ninguém deve se importar com a opinião deles), mas precisam entender que ele existiu e fez muito sucesso, sem esquecer de citar o papel do dublador brasileiro, do personagem principal, que o transformou em uma figura extremamente debochada e carismática. 


A única exceção ruim, é a veterana atriz Geraldine Fitzgerald, que exagera nas excentricidades como a avó Martha. Outra particularidade, é a trilha sonora de Christopher Cross (Arthur's Theme), que inevitavelmente  ganhou o Oscar, pela melhor música daquele ano. Infelizmente, o DVD de 1997, certamente por causa da remasterização, não tem material extra digno de ser citado, exceto algumas fotos e notas de produção. 


Este clássico pode estar esquecido, mas foi exibido por muitos anos na sessão da tarde, mesmo contendo algum tipo de conteúdo adulto. Tristemente, Dudley morreu jovem, em 2002, aos 66 anos. Por aqui, nunca o esqueceremos e nem o "seu" debochado Arthur. Nota 8.

Direção de Steve Gordon

domingo, 4 de novembro de 2018

A última festa de solteiro (1984)

Lendária comédia estrelada por Tom Hanks em começo de carreira. Rick Gassko (Hanks) está prestes a se casar com Debbie Thompson (a musa Tawny Kitaen). Seus sogros e o antigo namorado de Debbie, odeiam ele. Todos eles têm dinheiro, enquanto Rick não passa de um motorista de ônibus escolar católico. Seus colegas decidem dar a ele, a maior despedida de solteiro de todas as já realizadas, em um hotel caro, com direito a bebidas, filmes adultos e prostitutas. Seu grupo de amigos consiste em um bando bem eclético, com playboys, alcoólatras, viciados em sexo etc. Entre eles, se destaca o fanfarrão Riko, interpretado pelo ator Michael Dudikoff (estrela da série "American Ninja" e de outros filmes de ação de baixo orçamento). 


Esta é uma daquelas típicas comédias dos anos 80, que trazem muitos tipos de humor adolescente, nudez e piadas sexuais. Dá para chamá-la de clássica, e dizer que cumpre o seu propósito de entretenimento. Essa produção apresenta dezenas de personagens bobos e exagerados, que são a principal razão pela qual é tão divertida de se assistir. Ela traz Hanks em um papel cômico e na verdade, é uma pena que ele não faça mais filmes como este, já que certamente era muito talentoso nisso. 


O filme também tenta apresentar alguns elementos mais sérios, que se concentram no sentido de "ser casado". Não que isso atrapalhe, mas é claro que também distrai um pouco sobre o objetivo dele; ser uma comédia simples e imatura. Além disso há muito pouca história de fato, demonstrando mais a estrutura irresponsável de uma despedida de solteiro. 


É uma produção divertida e simplista, e claro que você acaba se entretendo com ela, não importando o quão ruim e brega seja em algumas cenas (como a participação de um jumento na festa; ou o caso amoroso de um de seus amigos com um travesti). Boa parte dos momentos cômicos são simplesmente ótimos. Uma verdadeira comédia estilosa dos anos 80, estrelada por um jovem e talentoso Tom Hanks. Nota 10.

Direção de Neal Israel.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Porky's - O Filme (1982)

Simplesmente o maior clássico da sacanagem "soft" juvenil. Se você viveu nos anos 80/90 no Brasil, deve ter assistido muito nas madrugadas da rede Globo. Porky's - A Casa do Amor e do Riso, narra aventuras dos jovens, que frequentam o fictício colégio de Angel Beach, na Flórida, em 1954. Os amigos Pee Wee (Dan Monahan), Billy (Mark Herrier), Tommy (Wyatt Knight) e Mickey (Roger Wilson) têm de enfrentar quatro dolorosos anos na Angel Beach High School. 


Mas a vida escolar está em segundo plano, pois o principal interesse deles é a boa e velha sacanagem. Assim, eles passam boa parte do tempo observando as garotas no chuveiro e atormentando seus professores. Também, estão sempre sendo perseguidos por Beulah Balbricker (Nancy Parsons), a professora de ginástica. Acabam indo ao Porky's, um clube noturno, cabaré e bordel, onde o dono - Porky (Chuck Mitchell) lhes arrumará uma rapariga por uma quantia razoável. Porky resolve então, armar uma cilada para os garotos, pegando o dinheiro deles, e os expulsando para fora, em um pântano. É claro que os jovens não deixam barato e prometem se vingar. Mas isto não será fácil, pois o xerife Wallace (Alex Karras) é irmão de Porky, e a boa gangue terá que unir forças esquecendo suas diferenças pessoais (um integrante da turma é judeu, e não é totalmente aceito) para poder derrotar Porky e sua quadrilha imunda. Diversão total, ainda tem a bela Kim cattrall interpretando a miss Lassie Honeywell e o ator greco-ítalo-americano Tony Ganios, representando o inesquecível "BIFE". 


O filme ainda obteve mais três sequências: Porky's II: O Dia Seguinte (1983), Porky's Contra-Ataca (1985) e Pimpin' Pee Wee (2009). 

Dirigido por Bob Clark.