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domingo, 14 de abril de 2019

Isto é SPINAL TAP (1984)

Comédia musical, estilo falso documentário. Em 1982, a lendária (pseudo) banda de heavy metal inglesa Spinal Tap, tenta uma turnê americana de retorno, acompanhada por um fã que também é cineasta. O (pseudo) documentário resultante, intercala performances musicais poderosas, aliado as letras profundas do conjunto (que concentra um grande elenco: Rob Reiner, Christopher Guest, Michael McKean, Harry Shearer....mais o elenco de apoio: Billy Crystal, Dana Carvey, Fran Drescher, Paul Shaffer, Howard Hesseman, Ed Begley, Jr., Fred Willard, Angelica Huston); além de mostrar abertamente um grupo de rock indo em direção à crise (e talvez ao seu fim), culminando no infame (e hilário) caso do indesejado cenário de Stonehenge, de dezoito polegadas de altura. 


O filme é quase uma "tragédia", de tão bem que narra os fatos envolvendo uma banda profissional (Beatles e LED Zeppelin tiveram finais parecidos). Apesar de, a melhor parte ser os argumentos de bastidores e entrevistas sinceras, o diálogo é fantástico do começo ao fim, e é feito por um elenco excelente, que oferece linhas absurdas, com uma "cara-de-pau" séria. 


McKean, Guest e Shearer são os mais fortes aqui, com a maioria dos melhores textos. O elenco de apoio também é abarrotado de aparições de pessoas como: Bruno Kirby, Billy Crystal, Begley Jr., Macnee, Paul Shaffer, Anjelica Huston etc.. O fato de os membros da banda não serem muito brilhantes torna tudo engraçado. Especialmente a cena, em que o vocalista fala sobre um amplificador que vai para onze em vez de dez e, portanto, produz sons mais altos (ou qualquer tolice nesse sentido). 


Robin Reiner se destaca como diretor, escritor e documentarista. No geral, este é uma ótima produção, tanto foi dito sobre isso que ainda vale a pena conferir na tela, caso não conheça. Embora não seja uma paródia como "Apertem os cintos...", esse filme é mais interessante, já que a comédia vem do diálogo tolo, e da pura imaginação da escrita. Nota 9.

Direção de Robin Reiner.  

quarta-feira, 20 de março de 2019

Monty Python - O Sentido da Vida (1983)

Por que estamos aqui, o que é isso tudo? O grupo britânico de humor "Monty Python" está tentando responder a questão mais importante da Terra: qual é o significado da vida? Eles o fazem, explorando os vários estágios da vida, começando com o nascimento. Um médico parece mais interessado em seu equipamento, do que em entregar o bebê ou cuidar da mãe; um casal católico romano, tem um monte de filhos porque "todo esperma é sagrado" e tudo acaba em um musical. Na parte de crescimento e aprendizagem da vida, os estudantes católicos assistem a um serviço da igreja um tanto estranho, e a uma lição de educação sexual. 


Na guerra, o plano de ataque de um oficial é frustrado por seus subordinados e a perna de um oficial é mordida por um tigre etc....É muito difícil alguém achar graça no Monty Python hoje em dia, mas eles foram muito importantes para a criação do humor moderno, servindo de base para muitos artistas. Aqui no Brasil, nomes como Jô Soares, Chico Anysio e até grupos modernos como Casseta/Planeta e Hermes&Renato, foram influenciados por eles. Mas voltando ao filme, "O Sentido da Vida" é constituído por uma série de esquetes, não sendo um filme narrativo, o que pode ser novidade (e até um incômodo) para muitos que o assistem pela primeira vez. Não dá para negar que, "O significado..." seja uma ótima comédia. 


É grosseira e rude, como o típico humor barato, mas possui uma inteligência, que transforma qualquer aberração, na melhor aula sobre educação sexual do mundo. Talvez, em retrospecto, as falhas deste filme sejam maiores do que a de outras produções do mesmo grupo, mas de uma certa maneira, todas estão no mesmo nível de criatividade, o que faz de "O sentido...", o melhor título já feito pelo Python, na minha opinião, e na maioria dos telespectadores. Nota 8,5.


Direção de Terry Jones, Terry Gilliam.

domingo, 17 de março de 2019

Dois Loucos na Noite (1994)

Mais uma comédia musical, no mesmo estilo de "Wayne's World" e "Bill&Ted". Os roqueiros Buddies Hubbs (Bradford Tatum) e Joe (Michael Kopelow), estão dirigindo por aí, procurando por álcool e garotas legais, quando ouvem falar especialmente, sobre duas delas. Eles decidem visitá-las, apesar de elas pertencerem a um criminoso enlouquecido. THE STONED AGE é um filme aparentemente tosco, mas isso realmente não importa, porque é muito divertido. O elenco é excelente, e o diretor mantém as coisas em um interessante movimento. Há sexo e nudez, muita bebida, travessuras maldosas, e uma grande trilha sonora, de rock dos anos 70. 


Muitas pessoas chamam esta produção, de uma versão estúpida de "Jovens, Loucos e Rebeldes", o que não é verdade, porque ambos os filmes se propuseram a fazer algo completamente diferente. Com isso dito, este aqui tem tantos momentos hilários, que é impossível não curti-lo. Eu acho que muito da curtição vem de Tatum e do Joe, que é um pouco tolo, quando eles entram em uma situação ruim, após a outra. Ou, devo dizer, que Joe entra em uma situação ruim após a outra, e você só quer ver o cara sair ileso. O roteiro certamente, não é nada inovador, mas é muito legal e temos ótimas risadas ao longo do caminho. 


A química entre os dois protagonistas é bem memorável, e eu sinto muito falta disso, nas produções atuais (curiosidade, China Kantner, filha de Grace Slick do Jefferson Airplane, aparece aqui, no papel de Jill). O nível de entretenimento provavelmente será ainda maior, se você puder sentir alguma empatia, por esses dois caras. 


A encrenca com a polícia, à procura de gatas, o puro rock'nroll e todas as outras confusões, faz deste filme um estilo de vida, que  nunca envelhece. Está na vanguarda da comédia intuitiva e pensativa. Para aqueles que possuem esse exemplo de vida mundano, esperamos que isso, os encoraje a continuar sempre! Nota 9.

Direção de James Melkonian.

terça-feira, 5 de março de 2019

Os Cabeças-de-Vento (1994).

Uma banda amadora de heavy-metal, conhecida como Lone Rangers (três metaleiros idiotas, interpretados por Brandom Fraser, Steve Buscemi e Adam Sandler), entram em um estúdio de rádio, para ter sua fita demo tocada no ar. Quando são recusados, as coisas ficam fora de controle, e eles decidem manter o local, e as pessoas dele, como reféns. Este filme tem um enredo original, com bom humor e boa atuação. Tenha em mente, que se trata do começo de carreira, de todos os três personagens do título. Pessoalmente, eu  vejo uma atuação muito boa de Fraser e Sandler, neste filme, bem melhor do que em alguns que vieram depois. 


É aquele tipo de produção que quando você começar a assistir, vai querer terminá-lo, e também torcer por um final feliz para os três idiotas (já aviso que isso não acontecerá rsrsrs). Este não é um filme intelectual, mas é muito engraçado, com todos os três atores principais interpretando personagens muito diferentes. Brendan Fraser é Chazz, o honrado, Adam Sandler é Pip, tão burro que atrai mulheres que sentem pena dele, e Steve Buscemi é Rex, seu irmão mais velho que carrega a arma. 


É repleto de risadas e aparições, e mostra muitas estações de rádio "hard rock/heavy metal" querendo abrir espaço para outros estilos. Possui uma trilha sonora incrível (RAMONES; WHITE ZOMBIE; MOTORHEAD; além dos próprios Lone Rangers) e tem muitos membros do Saturday Night Live que tornaram o filme realmente agradável, um clássico da comédia dos anos 90. 


Ainda temos no cast Judd Nelson, Michael McKean, Ernie Hudson, Chris Farley, Nina Siemaszko, David Arquette, Joe Mantegna etc. Dê a este filme uma chance. Se você não gostar, pelo menos aproveite a trilha sonora e balance sua cabeça. Nota 8.

Direção de Michael Lehmann.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Irmãos Cara-de-Pau (1980).

Depois da saída de Jake Blues (John Belushi, lendário falecido humorista) da prisão, ele e o irmão Elwood (Dan Aykroyd) vão visitar "The Penguin" (Kathleen Freeman), a última das freiras que os criaram em um colégio interno. Eles descobrem que a Arquidiocese vai parar de sustentar a escola, e vender o local para a Autoridade da Educação. A única maneira de manter o local aberto, é se o imposto de US $ 5000 da propriedade for pago no prazo de 11 dias. Os irmãos querem ajudar, e decidem juntar sua banda de blues e levantar o dinheiro com um grande show. 


Quando partem para a "missão de Deus", eles arrumam muitos inimigos ao longo do caminho. Eles conseguirão arranjar o dinheiro a tempo? ...Com uma ótima trilha sonora, performances e personagens, The Blues Brothers é um excelente pedaço da história do cinema. Esta produção é um manual de como construir uma comédia bem trabalhada, e extremamente divertida. O período em que foi editado e seus idealizadores, deram controle criativo total para a equipe por trás do filme, que lhes permitiram praticamente fazer o que quisessem (Múltiplos acidentes de carro, explosões, etc.). 


Há partes que não possuem sentido, mas esses pequenos problemas são facilmente dissociáveis, fazendo parte da brincadeira. Eu recomendaria este filme para todos os críticos e espectadores comuns, que gostariam de conhecer mais sobre um dos maiores gênios do humor, o americano John Belushi (uma das estrelas do Saturday Nigh Live e que infelizmente morreu de overdose em 1982; sendo também irmão de outro astro, James Belushi ), além disso a música é fenomenal, o elenco é incrível (temos aqui John Candy, Carrie Fisher, Steve Lawrence, a modelo Twiggy, Frank Oz, John Landis, Paul Reubens, Steve Spielberg etc.) e a história é ótima. 


As lendas da música neste filme também são ótimas (John Lee Hooker, Chaka Khan, Matt Murphy, Donald Dunn, Aretha Franklin, Ray Charles etc.). Elas não são apenas um nome aleatório extra, muitos deles desempenham um papel importante em toda trama. Em conclusão, eu recomendo esta produção, se você quiser ouvir um som, ver uma bela dança, bem como dar boas risadas. Nota 10.

Direção de John Landis.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Quanto mais idiota melhor (1992)

Wayne's World. Mais um clássico estrelado por um dupla cômica. Nem precisa dizer que este filme, inspirado em um quadro do "Saturday Night Live", foi um dos maiores sucessos de bilheteria. O enredo é bem simples, narra a vida de dois amigos adolescentes retardados e fãs de heavy metal, Wayne (Mike Myers) e Garth (Dana Carvey), que apresentam um programa alternativo, de TV a cabo de acesso público em seu porão. Tudo começa a mudar quando eles resolvem aceitar um patrocinador com "segundas intenções". Paralelo a isso, Wayne se apaixona pela bela musa Cassandra (Tia Carrere), vocalista da banda Escárnio Crucial. 


Um dos aspectos legais, é ver Wayne e Garth conversarem diretamente com a câmera (o que só eles são autorizados a fazer). Quando o produtor maligno Benjamin (Rob Lowe) quer colocar o programa na televisão nacional, Wayne e Garth se recusam a vendê-lo. Enquanto isso, o mesmo Benjamin tenta roubar a namorada de Wayne, Cassandra, durante a gravação do clipe da banda dela. Este filme está cheio de piadas, algumas tolas, outras inteligentes. 


Mike Myers e Dana Carvey mergulham profundamente em seus personagens como Wayne e Garth, e fazem um trabalho inesquecível, provocando risos sem parar. Há várias participações especiais, como os roqueiros Alice Cooper/Meat Loaf, Ed O'Neill (AL Band), o humorista Chris Farley, os caras da banda Cold Sweat e as belas Lara Flynn Boyle e Donna Dixon. 


Em meio a tudo isso, você também encontra paródias de cultura pop, outros convidados especiais, a famosa cena de "Bohemian Rhapsody", e múltiplas escolhas para o fim do mesmo filme. Destacam-se também o humor juvenil com linhas infinitamente citáveis ​​(incluindo um dos primeiros usos da frase "isso é o que ela disse"), e você tem um filme que - mesmo quase trinta anos depois - ainda mexe com os telespectadores, independentemente da idade. 


Ainda no final, quando a necessidade de encerrar a história de forma limpa pode arruinar muitas comédias, 'Wayne's World' mantém seu senso de humor "refinado". 'Wayne's World','Wayne's World' Excelente! - se você já ouviu essa frase, sabe do que estamos falando. 

Direção de Penelope Spheeris.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Feitiço Havaiano (1961)

Blue Hawaii. Talvez a maior estrela dos filmes praianos, Elvis participou de uma boa dose deles na década de 60, durante seu auge como artista. Aqui a trama é bem simplista. Elvis é Chad Gates, um ex-soldado que após sair do exército, volta para sua casa no Hawaii. Porém, prefere ter seu próprio trabalho como guia turístico, do que conviver com sua mãe e trabalhar com o pai, um magnata do ramo das frutas. Presley estava em grande forma quando fez "Blue Hawaii". 


Foi uma produção bem superior, ao lixo que seu empresário Coronel Tom, providenciou para ele fazer mais tarde. Este é um filme muito divertido, com alguns grandes números. Temos "Rock A Hula" - exuberante e sexy, isso é Elvis. 


Também apresenta "Can't Help Falling in Love" e a "Hawaiian Wedding Song". Angela Lansbury tem uma ótima atuação como a mãe de Elvis. Ainda temos no elenco muitas modelos belíssimas, entre elas Jenny Maxwell e Pamela Austin. 


Esta produção, com seu grande orçamento e excelente trilha sonora, serviu de exemplo para seus próximos filmes, feitos mais tarde. Infelizmente, quando seu empresário negociava a porcentagem dos filmes, percebeu que quanto mais rápido e mais barato eles faziam, mais lucro para ele e, por extensão, para Elvis. Com isso, a qualidade das produções posteriores do rei do rock, caíram drasticamente. Mas quando se vê "Blue Hawaii", não devemos nos preocupar com nada disso. Apenas curtir e aproveitar o cenário e o jovem saudável Elvis, com toda a sua vida pós-Exército. 


O futuro seria cruel com ele? sim, mas isso é assunto para outra postagem no blog.

Direção de Norman Taurog.

sábado, 1 de julho de 2017

Bikini Beach (1964)

Bikini Beach é um filme norte-americano de 1964, estrelado por Frankie Avalon e Annette Funicello. Este é o terceiro de uma série de sete filmes produzidos pela American International Pictures (AIP). Mais uma vez chegam as férias; Frankie (Avalon), Dee Dee (Annette Funicello) e a Turma da Praia buscam diversão e muito surfe em seu já costumeiro destino: a Praia dos Biquínis. Mas tudo muda no local com a chegada de Mister Potato Bug: um rico, admirado e famoso inglês que é um cantor de sucesso e exímio piloto de corridas. 


Enquanto Frankie e Potato iniciam uma disputa particular pelo coração de Dee Dee, o editor de um jornal e dono de um resort para idosos faz uma campanha pública contra os surfistas. Ele tentará provar o quão primitivos são os adolescentes americanos, comparando-os ao seu inteligente mascote gorila Clyde;  e isso o torna aliado da Gangue dos Ratos, na tentativa de expulsar a carismática turma da Praia dos Biquinis.

Dirigido por William Asher