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quarta-feira, 7 de junho de 2023

Deu a louca nos monstros (1987)


The Monster Squad. Nesta comédia/paródia de terror, Drácula (Duncan Regehr) está vivo novamente. Na verdade, ele planeja governar o mundo e é por isso que ele procura a ajuda de outros monstros lendários, como Frankenstein e a criatura do lago. No entanto, várias crianças consideradas "nerds" descobrem o plano macabro, e se preparam para defender sua cidade natal.



Este grupo de jovens, possuem um clube na casa da árvore, e se autoproclamam fanáticas por terror. Mal sabem que o entusiasmo no gênero, se tornará útil quando sua cidade for subitamente invadida por Drácula e alguns outros vilões de terror memoráveis. O vampiro começa a aterrorizar as ruas, tentando localizar um poderoso amuleto, com potencial para causar desastres graves.




Quando ninguém mais acredita nas crianças, ou quando os métodos tradicionais de combate ao crime não funcionam (prender o Lobisomen em uma cadeia normal, nos parece um pouco estúpido, não é?), a patrulha monstro (com a ajuda do vizinho "alemão assustador" e de Frankenstein, que resolve mudar de lado e ajudar os garotos) assume as coisas para salvar o dia. Este filme foi ótimo porque, embora os monstros possam parecer toscos (sem esquecer que é tecnicamente um filme de terror familiar), ele ainda tem grandes qualidades. As crianças são realmente muito legais (especialmente Rudy, mesmo que ele use as calças excessivamente apertadas). "The Monster Squad" é uma produção cult muito divertida, com uma história engraçada que envolve aventura, comédia sombria e horror.



 

Uma bela trilha sonora, um grande elenco (Andre Gower, Robby Kiger, Ryan Lambert, Stephen Macht e Jon Gries) e muita diversão! Os fãs de filmes obscuros dos anos 80, certamente terão um ótimo material por aqui e sem contra-indicação. Nota 9.

Direção de Fred Dekker. Nota 8. 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Meus Vizinhos são um Terror (1989)


The Burbs. Em um bairro típico dos EUA, uma nova família se muda, ao lado do desconfiado vizinho Ray Peterson (Tom Hanks). Essas novas pessoas são realmente estranhas; ninguém os vê, sua casa é uma verdadeira bagunça, e durante a noite você pode ouvir barulhos suspeitos no porão. A única coisa que se sabe é o nome deles: Klopeks. Um dia, o personagem Walter (Gale Gordon), um velho do bairro, desaparece subitamente e todos começam a suspeitar dos Klopeks. 


O enredo não é tão relevante neste filme, mas sim os personagens que se enredam nele. No elenco fantástico, temos Tom Hanks, que interpreta o vizinho cético, da nova família no quarteirão (um monte de excêntricos que nunca saem de casa); Rick Ducommun, que interpreta Art, o amigo guloso de Hanks, convencido de que os novos vizinhos são assassinos que sugam cérebros; Bruce Dern, é Mark, o ex-soldado que ainda não deixou suas raízes militares para trás; e por último, mas não menos importante, Corey Feldman, que interpreta Rick, o vizinho idiota adolescente, que basicamente assiste os eventos do filme se desenrolarem, no conforto de sua varanda da frente. 


Esses personagens são tão bem-humorados e tão malucos, que você só precisa acreditar que há um bairro em algum lugar, com pessoas como essas. A química entre todos os personagens é simplesmente impressionante, e muito do humor do filme, vêm da maneira ridícula, em que o diretor retrata suas interações. Eu desafio qualquer pessoa que tenha visto esse filme nos anos 90 (passava direto na Globo), a assisti-lo novamente, desta vez prestando pouca atenção à história, e concentrando-se nos personagens soberbamente interpretados. 


Apesar de alguns pequenos problemas, continua sendo um filme extremamente engraçado, com um diálogo fantástico e performances muito boas de seu elenco. Para os fãs de humor negro, "Meus vizinhos..." é um antídoto perfeito, para o excesso atual de comédias desagradáveis ​​de Hollywood. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante.


sexta-feira, 2 de julho de 2021

O Balconista (1994)

CLERKS. Comédia norte-americana. Estrelada por Brian O'Halloran como Dante Hicks, e Jeff Anderson como Randal Graves. O filme mostra um dia na vida de dois balconistas tolos e atrapalhados. Clerks foi o primeiro filme no estilo "View Askewniverse" (é um universo ficcional criado pelo escritor/diretor Kevin Smith , apresentado em vários filmes, quadrinhos e série de televisão), introduzindo vários personagens e locações, que dariam base para os próximos filmes.  Dante é o balconista no Quick Stop, uma loja de conveniência em New Jersey. No seu dia de folga, ele é chamado para substituir o posto de seu colega, que alega estar doente. Depois de discutir, ele acaba concordando, sob a promessa de ser liberado ao meio-dia, para seu jogo de hóquei. 

Quando ele chega, se depara com vários problemas. Os portões externos não abrem, porque alguém colocou goma de mascar nas fechaduras. Ele é obrigado a escrever "Eu te asseguro, nós estamos abertos", com graxa de sapato em uma folha, e  colocar na frente da loja. Logo depois, um homem entra na loja para comprar café e recomenda que um cliente compre chiclete no lugar de tabaco, após lhe mostrar um pulmão cheio de nicotina. 

Ao mesmo tempo, uma multidão se forma a redor de Dante, acusando-o de estar "vendendo a morte". Depois de Dante ser atacado com cigarros, sua namorada Veronica Loughran (Marilyn Ghigliotti) entra, agindo rapidamente, disparando um extintor de incêndio na multidão. Entre os personagens do filme, estão Jay (Jason Mewes) e Bob Calado (Kevin Smith), que são os verdadeiros astros do filme, apesar de não serem os protagonistas. 

Eles vendem "erva" em frente à loja, onde toda a ação ocorre. Apesar de ser classificado como comédia, O BALCONISTA está longe de ser engraçado, é um filme "referência", onde a graça está toda em comentários sobre STAR WARS ou jogos de Hoquéi. Merece respeito por ser "quase" independente, e trazer um suposto humor inteligente, diferente das produções toscas dos anos 90. Nota 6,5.

Direção de Kevin Smith.


terça-feira, 3 de março de 2020

O Homem da Califórnia (1992)

Estrelando Sean Astin (OS GOONIES) e Pauly Shore (famoso apresentador da MTV Americana). Stoney (Shore) e Dave (Astin) encontram um homem das cavernas (Brendan Fraser - OS CABEÇAS DE VENTO) preso no gelo. Eles resolvem descongela-lô, e dar uma volta pela cidade com ele. Embora este ser primitivo, seja lento para entender os conceitos básicos da vida do século 20, ele não tem problemas em impressionar as garotas, e assim ajudar Stoney e Dave, a se dar bem em seus esquemas. Esta produção não têm meio termo, pode ser hilária, ou pode ser absolutamente horrível. Eu sou alguém que curte. 


Eu até entendo as pessoas que não gostam. Provavelmente, não gostam do roteiro, da atuação, e do fato de que isso não é realista. Mas pessoas como nós, adoram esse filme porque é engraçado, e acreditamos ser uma história verossímil (para falar a verdade, boa parte da curtição, não está na "realidade do roteiro"). Pauly Shore está bem engraçado. Isto não é como seus filmes ruins, que ele fez a vida toda. 

Então, no final, você pode gostar, como eu, ou você pode odiá-lo, como a maioria das pessoas. Eu curto! É tolo, mas possui aquela magia clássica do cinema adolescente, dos anos 80-90. Este é um ótimo trabalho. O elenco é bom, os personagens e atuação são ótimos, e a história é boba, mas boa, ao mesmo tempo. Há até algumas cenas comoventes aqui e ali (há uma forte moral no filme sobre a individualidade, e sobre o que é realmente ser "Cool"). 


Se você gosta de algum dos atores mencionados acima, não deixe de conferir, ou se você simplesmente curte uma boa e boba comédia, esta é a escolha certa para você. Espero que você goste, tanto quanto eu. Nota 9.

Direção de Les Mayfield.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

OSCAR (1991)

O filme de humor que quase destruiu a carreira de Sylvester Stallone. Na década de 20, Angelo "Snaps" Provolone (Stallone) fez ao pai moribundo, uma promessa em seu leito de morte: deixaria o mundo do crime e se tornaria um homem de negócios honesto. Apesar de não ter experiência em ganhar dinheiro de forma legal, Snaps se prepara para cumprir sua promessa. Ele se depara com inúmeros problemas: capangas que não sabem nada além de crime, a polícia que está convencida de que ele está planejando algo ruim, e Oscar (Jim Mulholland), que acabou de engravidar sua filha Lisa (Marisa Tomei). 


Stallone está no seu auge, nesta comédia de erros, com um toque mafioso. Cada cena é embalada por diálogos memoráveis, ​​que você vai adorar usar com seus amigos e familiares. O elenco foi feito sob encomenda, com grandes atuações de Tim Curry (CONGO), Marisa Tomei (CORAÇÃO INDOMÁVEL), Yvonne De Carlo (OS MONSTROS), Don Ameche (Cocoon) e muitos outros rostos talentosos, que você reconhecerá rapidamente. 


Eu não sei o que mais, as pessoas esperam deste filme. OSCAR me parece uma comédia muito boa. Injustamente esquecida pelos críticos, determinados a condenar Stallone, por não ter sucesso em papéis cômicos. Posssui um bom ritmo, boas performances, diálogos inteligentes, e o roteiro é digno de grandes mestres da comédia, dos anos 50. O trabalho do diretor John Landis é, como de costume, direcionar atuações perfeitas. 


Ele está cercado por uma constelação de grandes atores e atrizes, que conferem um ambiente positivo ao desenvolvimento das ações. Se você for capaz de esquecer seu preconceito sobre Stallone, vai desfrutar desta magnífica e sólida produção, que bateu recordes de exibição na antiga Sessão da Tarde global. Nota 8,5.

Direção de John Landis.

sábado, 16 de novembro de 2019

Um Grande Garoto (2002)

O personagem Marcus Brewer (Nicholas Hoult - MAD MAX 4), de 12 anos, mora com sua mãe solteira-deprimida, Fiona Brewer (Toni Collette - O SEXTO SENTIDO). Marcus fará tudo o que puder para deixar sua mãe feliz, incluindo apresentar pessoas para ela. Infelizmente, ele percebe que é diferente da maioria das crianças, e não consegue estabelecer contatos saudáveis. Enquanto isso, Will Freeman (o canastrão Hugh Grant), de trinta e oito anos, é um preguiçoso que vive confortavelmente, dos royalties de uma canção, escrita por seu falecido pai e, como tal, nunca teve que trabalhar um dia em sua vida. Ele é um homem solitário, e que se coloca como a primeira e única prioridade na vida. 


Will se depara com a ideia, de que namorar mães solteiras, satisfaria suas necessidades carnais egoístas. É nessa realidade que ele conhece Marcus, "filho" de uma das mães solteiras dos esquemas de Will. É muito difícil alguém que admira cinema, gostar dos filmes de Hugh Grant. Eles costumam ser ruins, do começo ao fim. Mas, eis que surge UM GRANDE GAROTO, com sua simplicidade e o poder de seus protagonistas. 


Nenhuma cena é desperdiçada aqui; cada uma nos conta uma riqueza sobre os personagens, e isso leva à autodescoberta e amadurecimento de Will, juntamente com o desempenho agradável de Hoult, e apoiado por uma grande atuação de Collette, como mãe. Tudo isso, faz de "About a Boy" um dos filmes mais interessantes, divertidos e emocionantes do começo dos anos 2000. 


É um ótimo filme familiar, altamente recomendado, especialmente para os fãs de Hugh Grant, ou para qualquer pessoa que já tenha simpatizado com Marcus, e sua situação familiar complicada. Um belo achado. Nota 8,5.

Direção de Chris Weitz e Paul Weitz.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Meu Amante é de Outro Mundo (1988)

Comédia estrelada por Jim Carrey e Geena Davis. Três alienígenas peludos (e bizarros: Mac - Jeff Goldblum; Wiploc - Jim Carrey; e Zeebo - Damon Wayans) viajam pelo universo em uma espaçonave, quando recebem uma transmissão, com imagens de fêmeas humanas. Eles ficam fascinados por essas criaturas bem-feitas, e descobrem que a transmissão veio do sul da Califórnia, na Terra. Enquanto isso, a garota Valerie Gail (Geena Davis - O PEQUENO STUART LITTLE) sente que seu noivo distante, Dr. Ted Gallagher (Charles Rocket - DEBI E LÓIDE), está fugindo e decide seduzi-lo. Porém, ela o pega traindo-a com uma enfermeira. Então, decide jogá-lo para fora, esmagar suas coisas, e recusa-se a vê-lo novamente. Em meio a tudo isso, a nave espacial dos aliens, cai na piscina de Valerie. 


Ela os leva para dentro de sua casa. Os aliens revelam ser aprendizes rápidos, absorvendo a cultura e a linguagem populares americanas, através da televisão. Uma produção interessante, com um já talentoso Jim Carrey. Os efeitos especiais aqui são toscos, trata-se de uma paródia dos filmes B, dos anos 50. Quando a nave espacial chega, tenta-se reproduzir um autêntico efeito de 1950, não uma reprodução pobre, de tecnologia FX dos anos 80. 


De resto, temos bons valores de produção e direção cinematográfica, dando suporte a um grande elenco (aqui ainda temos um jovem Damon Wayans de EU, A PATROA E AS CRIANÇAS; além de Julie Brown - LOUCADEMIA DE POLÍCIA 2). 


Tudo isso produziu uma das mais esquizofrênicas comédias da década de 80, e que infelizmente acabou não tendo a merecida atenção, devido ao grande números de títulos bons, lançados naquele ano. Nota 8.

Direção de Julien Temple. 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

O Sócio (1996)

Laurel Ayres (Whoopi Goldberg) é uma empresária tentando trabalhar duro, em uma firma de investimento. Mas todos os outros investidores malandros, como Frank Peterson (Tim Daly), levam o seu crédito. Ela então sai, e começa sua própria empresa. Ao tentar encontrar clientes, Laurel finge que tem um parceiro masculino chamado Robert Cutty. E quando ela começa a se sair bem, todos os seus clientes querem conhecer Cutty, o que é difícil, já que ele não existe. Não é muito fácil julgar o estilo de Whoopi, alguns a amam, outros a detestam. Eu prefiro dizer que se trata de uma artista regular, as vezes faz bons papéis como em GHOST, as vezes faz coisas péssimas, como em MUDANÇA DE HÁBITO. 


O SÓCIO é levemente engraçado. Laurel cria um parceiro "silencioso", o Sr. Cutty, que nunca é visto. O mundo financeiro está em um frenesi para conhecê-lo, e sua aparição hilariante no Hotel Plaza, em vez de esclarecer as coisas, contribui para o seu mito. A atriz Dianne Wiest faz um bom papel, como a parceira Sally, uma mulher subestimada. Timothy Daly é perfeito, como o egoísta Frank. O elenco de apoio também é bom. Bebe Neuwirth, Eli Wallach, Austin Pendelton; e Lanie Kazan, como uma divertida escritora de fofocas financeiras. 


Apesar de ser previsível, O SÓCIO oferece alguns momentos engraçados. No geral, o enredo foi bem tratado, com a lição moral predominante, sendo que em todas as esferas da vida, haverá pessoas que são talentosas, mas às vezes passam despercebidas, se não se encaixam no padrão racial (ou outro) usual. A única parte da trama em que as coisas se perdem, foi a aparição do personagem imaginário no hotel; isso foi desleixado e simplesmente não funcionou.


E explodi-lo em um carro - um homem que nem existia - também pareceu um pouco maluco. Mas, além dessas duas questões, o restante está muito bem. Não, não é o maior filme de comédia de todos os tempos, mas é bastante decente, e possui uma bela lição moral. Nota 8,5.

Direção de Donald Petrie.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

O Médico Erótico (1983)

Neste clássico meio terror, meio humor, Steve Martin é um hilário e brilhante neuro cirurgião cerebral, chamado Dr. Hfuhruhurr (pronuncia-se assim mesmo). Ele está infeliz, casado com Dolores, uma verdadeira "mulher do diabo" (a sensual Kathleen Turner, em perfeita sintonia com o papel), como não encontra felicidade no casamento, ele se apaixona por um cérebro-feminino, dentro de um jarro! (que ele somente escuta a voz, dublada pela atriz Sisi Spacek). Este é um filme para os entusiastas de Steve Martin, mas tem a marca do seu próprio humor: a comédia louca e selvagem. No filme há ironia, selvageria, risos, palavrões e é claro, muita diversão. 


Este é o terceiro, de quatro filmes, que o ator fez, com o diretor Carl Reiner, os outros filmes são O IDIOTA (1979), UM ESPIRITO BAIXOU EM MIM (1984) e CLIENTE MORTO NÃO PAGA (1982). Aqui, Martin interpreta em seu estilo peculiar, como sempre. Kathleen Turner, depois de sua atuação em “CORPOS ARDENTES” (1981), repete o papel de esposa casada, malvada e sem amor. Existe uma classificação para o filme, por causa de sua nudez parcial, um pouco de violência e também profanação.


Temos uma espécie de enigma ... o humor idiota serve para pessoas inteligentes? Com Steve Martin e suas piadas, nem precisa pensar muito sobre isso. Há um humor estúpido e, em seguida, um humor mais profundo, mais sombrio e engraçado para aqueles que desejam mergulhar e recuperá-lo depois. 


No elenco, temos também David Warner, Paul Benedict, Merv Griffin, Sissy Spacek (voz), Peter Hobbs, Bob Harks etc. Não há mais, o que se dizer deste clássico, você deve assisti-lô, para o seu bem, ou para o seu mal. Nota 9. 

Direção de Carl Reiner.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Um Vagabundo na Alta Roda (1986)

Um casal de Beverly Hills, Barbara (Bette Midler) e Dave Whiteman (Richard Dreyfuss), são muito ricos, mas não são felizes. Dave é um ocupado homem de negócios, enquanto que sua esposa só está interessada em ioga, aeróbica e outras aulas de meditação. Para piorar, ele está tendo um caso com a empregada doméstica. Seu filho adolescente está confuso sobre sua sexualidade, e sua filha está sofrendo de distúrbios alimentares. Enquanto celebram o dia de ação de graças com muita comida, o mendigo Jerry (Nick Nolte, um ator bem versátil) está faminto, sem teto, dormindo mal e sem seu cachorro. 


Jerry decide terminar sua vida, se afogando na piscina destes ricos. Dave o resgata, e o convida para morar com eles, por um tempo. Será que esse estranho mudará o estilo de vida dessa confusa família? Este não é um dos melhores e mais sérios filmes do diretor Mazursky, mas é bem divertido e ainda permanece na memória. É uma versão norte-americana, do clássico frânces "Boudu sauve des eaux" de Renoir e, no papel do vagabundo patife, tem o grande Nick Nolte, que parece mais um urso desgrenhado neste papel. 


Ele é o personagem resgatado pelo empresário de Beverly Hills, Dreyfuss, que é genial, suave e irradia bondade. O mesmo não pode ser dito de sua esposa, Bette Midler, que é impetuosa, lasciva e que parece estar usando vestidos muito apertados para ela. Midler se move como um mini-tornado, e sua performance tem muito da energia, de seus shows como cantora. Esse três: Nolte, Dreyfuss e Midler trazem inteligência e o talento necessário para toda a trama. Eles parecem estar se divertindo na frente das câmeras, e isso é bem contagiante. 


É claro que possui alguns defeitos, como a moda da época (roupas, cabelos, maquiagem), bem como o excesso de rebeldia, ou bondade de seus personagens. No mais, ainda é um clássico a ser lembrado, pela diversão e química inegável de seus três protagonistas. Nota 9.

Direção de Paul Mazursky. 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Viva! A babá morreu (1991)

A Mãe de uma família de quatro filhos, sai de férias para o verão. As crianças são as primeiras a comemorar a liberdade, até descobrirem que a mãe contratou a babá do inferno, para cuidar delas...Aqui temos a lindíssima Christina Applegate no comando (a inesquecível Kelly Band, do seriado UM AMOR DE FAMILIA), interpretando Sue, a mais velha de 3 irmãos - Kenny (Keith Coogan), Walter (Robert Gorman), Zach (Christopher Pettiet); e mais a irmã Melissa (Danielle Harris). Animada com sua mãe saindo para a Austrália, Sue Ellen está esperando ter um ótimo verão - isto é, até que ela descobre que vai ser "torturada" pela malvada Sra. Sturak (Eda Reiss Merin), uma bruxa mal-humorada, que lhe dá livros-relatórios, em vez de deixá-la assistir televisão à noite. 


Então, a Sra. Sturak morre - deixando Sue Ellen e seus quatro irmãos sozinhos para sobreviver; o que leva Sue a conseguir um emprego para sustentá-los, colocar comida na mesa e aprender o verdadeiro significado da responsabilidade. A história é muito boa e original, uma mãe sai de férias e deixa seus filhos em casa, com uma babá que logo morre. Basicamente, 20 minutos depois que a babá morre, essa parte da história é excluída do filme. 


Os atores tiveram desempenhos muito bons, apesar da pouca idade deles. Esta produção pretende ser uma comédia, mas realmente não há muio humor descartável no enredo, o que é bom, porque não precisa só de comédia para ser boa. O final é engraçado, embora o filme pareça ser meio curto. Ele soa datado?, sim, basta olhar as roupas, a maquiagem, a música, o cabelo, mas isso não é algo negativo. 


A única parte ruim é a coloração e tratamento da imagem, algo meio típico também daquela época. Para produções feitas em 1991, eu coloco essa em minha lista de dez melhores. Nota 9.

Direção de Stephen Herek.

domingo, 14 de abril de 2019

Isto é SPINAL TAP (1984)

Comédia musical, estilo falso documentário. Em 1982, a lendária (pseudo) banda de heavy metal inglesa Spinal Tap, tenta uma turnê americana de retorno, acompanhada por um fã que também é cineasta. O (pseudo) documentário resultante, intercala performances musicais poderosas, aliado as letras profundas do conjunto (que concentra um grande elenco: Rob Reiner, Christopher Guest, Michael McKean, Harry Shearer....mais o elenco de apoio: Billy Crystal, Dana Carvey, Fran Drescher, Paul Shaffer, Howard Hesseman, Ed Begley, Jr., Fred Willard, Angelica Huston); além de mostrar abertamente um grupo de rock indo em direção à crise (e talvez ao seu fim), culminando no infame (e hilário) caso do indesejado cenário de Stonehenge, de dezoito polegadas de altura. 


O filme é quase uma "tragédia", de tão bem que narra os fatos envolvendo uma banda profissional (Beatles e LED Zeppelin tiveram finais parecidos). Apesar de, a melhor parte ser os argumentos de bastidores e entrevistas sinceras, o diálogo é fantástico do começo ao fim, e é feito por um elenco excelente, que oferece linhas absurdas, com uma "cara-de-pau" séria. 


McKean, Guest e Shearer são os mais fortes aqui, com a maioria dos melhores textos. O elenco de apoio também é abarrotado de aparições de pessoas como: Bruno Kirby, Billy Crystal, Begley Jr., Macnee, Paul Shaffer, Anjelica Huston etc.. O fato de os membros da banda não serem muito brilhantes torna tudo engraçado. Especialmente a cena, em que o vocalista fala sobre um amplificador que vai para onze em vez de dez e, portanto, produz sons mais altos (ou qualquer tolice nesse sentido). 


Robin Reiner se destaca como diretor, escritor e documentarista. No geral, este é uma ótima produção, tanto foi dito sobre isso que ainda vale a pena conferir na tela, caso não conheça. Embora não seja uma paródia como "Apertem os cintos...", esse filme é mais interessante, já que a comédia vem do diálogo tolo, e da pura imaginação da escrita. Nota 9.

Direção de Robin Reiner.  

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Os Fantasmas se Divertem (1988)

Um super-elenco, em uma das melhores comédias de humor-negro, feita em Hollywood. Adam (Alec Baldwin) e Barbara (Geena Davis) são um casal normal ... que infelizmente "morreu". Eles gastaram o seu precioso tempo, para decorar sua casa e torná-la agradável; mas agora, uma outra família está se mudando para ela. Adam e Barbara tentam assustá-los, mas acabam se tornando a principal atração dessa família, para ganhar dinheiro. Eles resolvem chamar Besourosuco (Michael Keaton, em um papel brilhante) para ajudar; ele é uma espécie de entidade-fantasmagórica-patética, porém, ele é mau, e tem outros planos para a casa. Aqui temos um humor estranho, aliado a comédia sombria, mas está tudo bem (afinal, isto aqui não é para crianças). 


Keaton é um ótimo ator cômico, ele foi a escolha perfeita, trazendo a dose certa de arrogância e cinismo para o papel. Também Geena Davis e Alec Baldwin, tiveram uma ótima química, bem como o tipo perfeito de casal, que tem dificuldade em aceitar sua nova realidade, na vida após a morte. Jeffrey Jones (CURTINDO A VIDA ADOIDADO), Catherine O'Hara (ESQUECERAM DE MIM) e Winona Ryder (está linda, e no auge da juventude) ficaram perfeitos como os Deetzes; perturbadores e desajeitados. 



Eu recomendo altamente este clássico, tem excelentes piadas e grandes efeitos especiais. Tim Burton fez um belo trabalho na direção. Ele recebeu um cheque em branco para fazer tudo do seu jeito, e visualmente ficou ótimo. 


O elenco é bom, mas o destaque é Keaton, absolutamente hilário no papel principal. Uma produção muito engraçada e bem feita. Nota 10.

Direção de Tim Burton.