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terça-feira, 5 de abril de 2022

Meus Vizinhos são um Terror (1989)


The Burbs. Em um bairro típico dos EUA, uma nova família se muda, ao lado do desconfiado vizinho Ray Peterson (Tom Hanks). Essas novas pessoas são realmente estranhas; ninguém os vê, sua casa é uma verdadeira bagunça, e durante a noite você pode ouvir barulhos suspeitos no porão. A única coisa que se sabe é o nome deles: Klopeks. Um dia, o personagem Walter (Gale Gordon), um velho do bairro, desaparece subitamente e todos começam a suspeitar dos Klopeks. 


O enredo não é tão relevante neste filme, mas sim os personagens que se enredam nele. No elenco fantástico, temos Tom Hanks, que interpreta o vizinho cético, da nova família no quarteirão (um monte de excêntricos que nunca saem de casa); Rick Ducommun, que interpreta Art, o amigo guloso de Hanks, convencido de que os novos vizinhos são assassinos que sugam cérebros; Bruce Dern, é Mark, o ex-soldado que ainda não deixou suas raízes militares para trás; e por último, mas não menos importante, Corey Feldman, que interpreta Rick, o vizinho idiota adolescente, que basicamente assiste os eventos do filme se desenrolarem, no conforto de sua varanda da frente. 


Esses personagens são tão bem-humorados e tão malucos, que você só precisa acreditar que há um bairro em algum lugar, com pessoas como essas. A química entre todos os personagens é simplesmente impressionante, e muito do humor do filme, vêm da maneira ridícula, em que o diretor retrata suas interações. Eu desafio qualquer pessoa que tenha visto esse filme nos anos 90 (passava direto na Globo), a assisti-lo novamente, desta vez prestando pouca atenção à história, e concentrando-se nos personagens soberbamente interpretados. 


Apesar de alguns pequenos problemas, continua sendo um filme extremamente engraçado, com um diálogo fantástico e performances muito boas de seu elenco. Para os fãs de humor negro, "Meus vizinhos..." é um antídoto perfeito, para o excesso atual de comédias desagradáveis ​​de Hollywood. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante.


quarta-feira, 17 de junho de 2020

Uma Mistura Especial 2 (1990)

Zapped Again!. Sequência do clássico ZAPPED, de 1982. O jovem problemático Kevin (Todd Eric Andrews), se muda para uma nova escola. Em pouco tempo de convívio, ele se torna inimigo número um, dos alunos ricos e esnobes. Como consolo, ele passa a andar com os estudantes menos populares e decide entrar para o falido "Clube da Ciência'. Mas quando Kevin encontra uma poção mágica (um suco de ameixa, escondido em um cofre na escola), ele passa a ter poderes telecinéticos. Agora, ele terá a chance de se vingar dos populares, além de se divertir um pouco. 


Andrews está brilhante neste filme (apesar de ser muito descolado, para ser um nerd), interpretando um personagem muito espirituoso e carismático. Sua presença não é apenas suficiente para compensar uma trama boba, e um romance previsível com a garota nerd Lucy (Kelli Williams), mas ele também é capaz de elevar essa sequência, a um nível quase semelhante ao do primeiro filme. 


São vários momentos divertidos, e eles são realmente engraçados desta vez, com personagens agradáveis, mesmo que muito bobos, e Andrews claro, liderando o elenco. Assim como no primeiro filme, não espere cenas eróticas, apesar de conter alguma nudez. Também não é de se esperar algum tipo de conhecimento científico, porque toda a ciência por aqui, não é examinada profundamente (ou levada a sério). 


Outra parte curiosa, é a participação da atriz Linda Blair (O EXORCISTA), infelizmente ela não estava em um momento muito bom de sua carreira, por isso a colocaram em um papel pequeno, como a professora sexy do colégio. Apesar de não ser tão bom como o primeiro filme, é uma produção feita para assistir por diversão e de maneira descompromissada, sendo um dos filmes mais exibidos na antiga Sessão da Tarde. Nota 8,5.

Direção de Doug Campbell e Jake Hooker.

American Pie: A Primeira Vez é Inesquecível (1999)

Jim (Jason Biggs), Oz (Chris Klein), Finch (Eddie Kaye Thomas) e Kevin (Thomas Ian Nicholas) são quatro amigos que fazem um pacto: antes de se formarem, devem todos perder a virgindade. A parte mais difícil agora é, como atingir esse objetivo na noite do baile. Oz decide cantar para chamar a atenção e Kevin tenta convencer sua namorada; Finch resolve espalhar boatos, enquanto Jim falha miseravelmente em suas presepadas. Estes párias conseguirão seu objetivo de transar nesta data especial? Ou eles aprenderão algum tipo de lição moralista? American Pie é a continuação natural da típica comédia adolescente, já explicitada em clássicos como PORKYS e A VINGANÇA DOS NERDS, trazendo uma nova roupagem para os "modernos" anos 90. 


Aqui já não temos mais os jovens caretas de "camisa para dentro da calça", como nos anos 70, e nem os adolescentes (atores) com mais de 30 anos, como nas chanchadas oitentistas. American Pie é uma franquia levemente interessante, com bom humor e um enredo engraçado. Para uma comédia adolescente moderna, é melhor do que as outras demais. O roteiro é meio estúpido, e os personagens são extremamente imaturos para a idade, mas é isso que a torna engraçada, e definitivamente melhor do que suas sequências. 


Em alguns momentos, o filme pode ser obsceno e rude, mas com certeza é divertido. Difícil é alguém não curtir as performances "estelares" dos quatro personagens principais. 


Todos eles têm maneiras diferentes de alcançar seu objetivo final, o que os leva a encrencas hilárias. No fim das contas, eles alcançam sua meta, como em todas as comédias da natureza americana. Podemos finalizar dizendo que, American Pie está longe de ser genial, mas, sua importância está no fato de trazer de volta, o gênero das comédias sacanas novamente para dentro dos cinemas. Nota 8.

Direção de Paul Weitz.

terça-feira, 3 de março de 2020

O Homem da Califórnia (1992)

Estrelando Sean Astin (OS GOONIES) e Pauly Shore (famoso apresentador da MTV Americana). Stoney (Shore) e Dave (Astin) encontram um homem das cavernas (Brendan Fraser - OS CABEÇAS DE VENTO) preso no gelo. Eles resolvem descongela-lô, e dar uma volta pela cidade com ele. Embora este ser primitivo, seja lento para entender os conceitos básicos da vida do século 20, ele não tem problemas em impressionar as garotas, e assim ajudar Stoney e Dave, a se dar bem em seus esquemas. Esta produção não têm meio termo, pode ser hilária, ou pode ser absolutamente horrível. Eu sou alguém que curte. 


Eu até entendo as pessoas que não gostam. Provavelmente, não gostam do roteiro, da atuação, e do fato de que isso não é realista. Mas pessoas como nós, adoram esse filme porque é engraçado, e acreditamos ser uma história verossímil (para falar a verdade, boa parte da curtição, não está na "realidade do roteiro"). Pauly Shore está bem engraçado. Isto não é como seus filmes ruins, que ele fez a vida toda. 

Então, no final, você pode gostar, como eu, ou você pode odiá-lo, como a maioria das pessoas. Eu curto! É tolo, mas possui aquela magia clássica do cinema adolescente, dos anos 80-90. Este é um ótimo trabalho. O elenco é bom, os personagens e atuação são ótimos, e a história é boba, mas boa, ao mesmo tempo. Há até algumas cenas comoventes aqui e ali (há uma forte moral no filme sobre a individualidade, e sobre o que é realmente ser "Cool"). 


Se você gosta de algum dos atores mencionados acima, não deixe de conferir, ou se você simplesmente curte uma boa e boba comédia, esta é a escolha certa para você. Espero que você goste, tanto quanto eu. Nota 9.

Direção de Les Mayfield.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

As Grandes Aventuras de Pee-wee (1985)

Pee-Wee's Big Adventure. O caricato personagem infantil Pee-wee Herman (o lendário ator Paul Reubens), sai em uma grande aventura, quando sua amada e nova bicicleta é roubada por seu inimigo Francis Buxton (Mark Holton), um irritante garoto rico do bairro. Pee-wee inicia uma jornada obsessiva pelo país, determinada a recuperá-la. As tentativas desajeitadas e infantis de Pee-wee, podem resultar na perda de sua amada amiga de duas rodas, para sempre. Esta produção não é o melhor, quando se trata de comédia, algumas piadas são um pouco chatas, e o filme no final, pode parecer uma confusa loucura. 


No entanto, o roteiro é bom e simpático, você não apenas tem as atuações, mas também uma história interessante, sobre um cara que ama tanto a sua bike, que tem que viajar para encontrá-la. O humor de Paul Reubens (BATMAN; QUASE HERÓIS) pode não ser do gosto de todos, mas aqui ele está bem engraçado. Ele é acompanhado por um grande elenco, incluindo Elizabeth Daily, Cassandra Peterson (a intérprete de ELVIRA) e a até a lendária banda de heavy-metal Twisted Sister. 


A produção parece razoável, com ótimas locações e cinematografia. A trilha sonora de Danny Elfman é brilhante. Tim Burton dirige maravilhosamente também, e o roteiro é bem cômico, enquanto a história é envolvente e tem muitos momentos divertidos (muitos para citar na verdade); o filme se move rapidamente, com poucos momentos entediantes. Burton, sempre será lembrado por um longo tempo, por fazer seus filmes góticos e muito sombrios; que embora sejam na maioria humorísticos, eles nunca aparentam tanto como este. 


Pee-wee não é exatamente obscuro,  e apresenta uma história de fácil assimilação, não é necessariamente infantil, porém os mais jovens também podem gostar dele. Nota 8,5.
Direção de Tim Burton.

sábado, 16 de novembro de 2019

Em Busca do Prazer (1984)

Em Busca do Prazer (1984). Where the boys are. Nesta versão feminina de PORKS, quatro alunas da faculdade: a ingênua Jennie (a cantora/atriz Lisa Hartman), a extrovertida Carole (Lorna Luft), a rica e mimada Sandra (Wendy Schaal) e a eufórica Laurie (Lynn-Holly Johnson), viajam para o Spring Break/Flórida, se envolvendo em uma série de aventuras e desventuras, que incluem Jennie sendo perseguida pelo músico escocês Scott (Russell Todd) e Sandra, pelo músico Camden (Daniel McDonald). 


Enquanto isso, Carole está buscando uma ruptura em seu relacionamento com o invejoso Chip (Howard McGillin) que a segue até a Flórida. Sandra também tenta um romance com o policial local, que a prende na primeira noite por estar bêbada, enquanto Laurie procura qualquer homem em quem possa pôr as mãos. Eu costumava assistir esse filme em VHS, nos anos 90. 


É um filme de praia meio grosseiro, feito para fazer você se divertir, com algumas boas risadas. As performances são sinceras, não realmente muito boas, mas você acaba gostando do grupo de atrizes, principalmente de Lisa Hartman, que também canta algumas faixas da trilha sonora. Os cenários naturais, e as cenas de festa são agradáveis, de uma forma trash, e é bem interessante ver os ricos personagens de classe alta, como Barbara e Camden, tão fora de lugar, em toda a loucura do Spring Break; ou melhor dizendo, quem visita seus amigos de família no Spring Break? 


O enredo deste filme é irrelevante, porque a sua diversão está justamente na sua falta de sentido. Recomendável para quem admira as comédias-praianas, com suas coelhinhas seminuas e suas piadas baratas. Um bom passatempo. Nota 8.

Direção de Hy Averback.

sábado, 19 de outubro de 2019

Loucademia de Polícia Feminina (1989)

Loucademia de Polícia Feminina (1989). Vice Academy. Franquia-Paródia do clássico LOUCADEMIA DE POLICIA. Duas policiais femininas disfarçam-se para se aventurar no mundo do crime. Vários cadetes treinam em uma academia para ingressar no esquadrão de Hollywood. A esperta Didi (a sempre adorável Linnea Quigley, em boa forma), a idiota Shawnee (a bela morena Karen Russell) e Dwayne (Ken Abraham). Eles não apenas se infiltram em uma operação pornográfica, mas também em um esquema de prostituição notória. Enquanto a direção e o roteiro sem sentido, são pouco sofisticados, este filme ainda possui um certo ar agradável e que é impossível não gostar. 


Além disso, o elenco interpreta seus papéis com energia: Ginger Lynn Allen interpreta a mimada Holly Wells; Jayne Hamil é a instrutora rigorosa Miss Thelma Louise Devonshire; Stephen Steward é o bonitão pornô Chucky Long; Jean Carol é a malvada rainha Bee; Stephanie Bishop é a exigente diretora-pornô Desiree; Christian Barr é a ex-estrela pornô Cherry Pop, entre outros. 


Em algumas partes, dá a impressão de que o filme foi destinado a crianças, mas é muito atrevido para elas; ao mesmo tempo, não é atrevido o suficiente para os adultos - há talvez 1 minuto de nudez no total. É um filme sem muito brilho e audiência. Em um de seus primeiros papéis não-pornô, Ginger Lynn Allen mostra algum charme e deveria ter tido mais tempo na tela. 


O resto do filme é um pastiche de cenários baratos, atuação regular e guarda-roupa precário, um verdadeiro tumulto....mas ainda sim divertido como toda comédia-sacana deve ser. Ainda gerou mais cinco continuações, antes de desaparecer completamente das vídeo-locadoras. Nota 7,5.

Direção de Rick Sloane

sábado, 21 de setembro de 2019

Clube dos Cinco (1985)

Breakfast Club. Além de estar na mesma classe, Andrew (Emilio Stevez), John (Judd Nelson), Brian (Anthony Michael Hall) e Allison (Ally Sheedy), têm pouco em comum, e, com exceção de Claire (Molly Ringwald) e Andrew; não se conhecem na escola. Na melhor definição, Claire é uma princesa, Andrew um atleta, John um criminoso, Brian um cérebro e Allison uma pessoa obscura. Mas uma coisa que eles têm em comum, é uma detenção de nove horas na biblioteca, no sábado, sob a direção de Vernon (Paul Gleason), supervisionando tudo de seu escritório, do outro lado do corredor. Cada um deve escrever um texto auto-crítico, de no mínimo mil palavras durante o castigo. 


É claro, que as coisas não vão acontecer da maneira como o diretor planejava. O que torna o filme único, é que cada personagem conta sua própria história com credibilidade e persistência. Andrew Clark está sob pressão de seu pai, para apresentar bons resultados. O nerd Brian se destaca academicamente, mas está falhando nas aulas. 


Nem ele, nem sua família podem aceitar uma nota baixa. O delinquente John Bender, embora seja um bad boy por fora, mascara uma vida familiar difícil. A rainha do baile Claire, possui problemas com a unidade dos pais. Allison é solitária, tem poucos amigos, se veste de preto, e tem problemas semelhantes em casa. Este vínculo emocional, compartilhado na detenção será duradouro? Apesar de seus personagens estereotipados, representando inúmeros exemplos da vida real, este "drama/comédia" traz uma variedade de temas (e sem mi mi mi) ao seu contexto: preconceito, discriminação, aceitação, tolerância, diversidade, diferenças de classe, status, assuntos familiares, dinâmica de grupo, etc. 


Ele também nos incentiva a olhar para os outros, e para nós mesmos, além das aparências superficiais. BREAKFAST CLUB possui boa trilha sonora com SIMPLE MINDS ("Don't You (Forget about Me)), exibindo os valores culturais da década do "eu" (1980). Isso nos lembra que realmente existe diversidade em todos nós. Somos diferentes, mas somos todos "iguais", de uma maneira bizarra ou de outra rsrs. Nota 9,5

Direção de John Hughes.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Gatinhas e Gatões (1984)

A vida de Samantha (a genial Molly Ringwald; CLUBE DOS CINCO, GAROTA DE ROSA SHOCKING) está indo ladeira abaixo rapidamente. A jovem garota tem uma queda pelo rapaz mais popular do colégio, porém, o garoto mais nerd da escola está afim dela. Sua irmã vai se casar, e sua família não tem tempo para se lembrar de seu aniversário. Além disso, ela tem que lidar com um par de avós embaraçosos, um estudante de intercâmbio chamado Long Duk Dong (Gedde Watanabe), e muitos outros contratempos. Com tudo isso, temos a combinação perfeita para uma odisséia hilária juvenil. Produções como esta, personificam o que foi a década de oitenta. 


E se você foi criança naquela década, provavelmente vai se identificar com esse filme, muito mais do que a geração atual. A história é bastante simples, mas funciona bem. Molly Ringwald é particularmente profissional nisso, e ela é quase insubstituível no roteiro. Há vários rostos familiares, incluindo pequenas participações de muitas das atuais estrelas de cinema, como John & Joan Cusack, Jami Gertz e Anthony Michael Hall. 


Gatinhas...é um dos melhores filmes que John Hughes nos deu, nos anos 80. O elenco jovem, cheio de tantos talentos extraordinários, nos fornece uma cena memorável após a outra. Anthony M. Hall (MULHER NOTA MIL) esta particularmente eficaz, como líder dos alunos mais nerds do campus. O filme é bem-humorado, nunca se arrasta, e tem grandes personagens. Os avós detestáveis ​​de Samantha são particularmente especiais, é claro rsrsr.


Gatinhas...pode não ser considerado um clássico ainda, mas oferece algo atemporal para quem decide assisti-lo. Foi mais um título exibido na antiga Sessão da Tarde, batendo recordes de exibição, em algum lugar distante dos anos 80,90. Nota 9.

Direção de John Hughes.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Ernest em....A TRILHA DO BRAVO (1987)

Neste filme em particular, o lendário ator de comerciais Ernest (Jim Varney, excelente falecido humorista) é o solitário faz-tudo, em um acampamento de verão para garotos jovens, cuja premissa é baseada em antigos princípios e tradições dos nativos americanos. Ernest gosta muito do seu trabalho e da sua vida simples, mas deseja ser promovido ao cargo de conselheiro do campo, para que ele possa "moldar mentes jovens, em uma visão de mundo direcionada". Então um belo dia, Ernest recebe sua chance. O governador do estado, ordena que o local participe de seu programa "Second Chance", que permitirá que um grupo de delinquentes juvenis do Instituto Estadual de Meninos, participe das atividades do acampamento.


Mas nem tudo será fácil, pois um malvado vilão, o conselheiro Ross Stennis (Eddy Schumacher), tentará boicotar os garotos e atrapalhar os planos de Ernest. Enquanto muitos desprezam os filmes da série ERNEST, eu sempre tive um lugar especial na minha coleção de filmes para ele, em particular. Claro, não é uma produção digna de Oscar, e nem tem muito roteiro, mas rapidamente nos apresentou um ícone, que pode ser considerado, um dos personagens favoritos, desse tipo de comédia física. 


Jim Varney era um bom ator, e seus filmes eram sempre legais e engraçados. Jim sabia o que o povo queria ver, e colocou sua alma em seus filmes. Eles são emocionais e divertidos ao mesmo tempo. O personagem Ernest P. Worrel, incorporava simplicidade, sensatez e simpatia. Além disso, esta produção encarna a velha história do perdedor ensinando uma lição ao valentão, que é um paradigma de história para o qual sempre aguardamos. 


No mais, temos um enredo simples, sobre aquecer corações, distrair mentes jovens, e que era sempre uma boa distração, em um período pré-internet/smartphones. Nota 8.

Direção de John R. Cherry III .

segunda-feira, 8 de abril de 2019

O Garoto do Futuro (1984)

Michael J. Fox interpreta um tipico estudante do ensino médio, que descobre possuir um pedigree familiar incomum, que acaba o transformando em um lobisomem juvenil. Eu acho que as pessoas podem se identificar com esta produção de muitas maneiras, certos personagens apesar de serem clichês, apresentam os mesmos problemas de popularidade, solidão, intimidação, relacionamentos, etc ... coisas comuns de adolescentes. Com toda a justiça, este filme não difere muito do vasto leque de produções descartáveis sobre o ensino médio, e a figura do lobisomem é apenas uma representação diferente da angústia juvenil. 


Não é realmente um filme perfeito, e o que você vê não é original, e não há efeitos especiais deslumbrantes (quando Fox se transforma no "lobo adolescente" vestido com seu uniforme de basquete, ele parece um cruzamento entre o Chewbacca e o lendário ator Gene Wilder), é mais uma fantasia baseada em personagens escolares. Fox está brilhante aqui - engraçado, natural e uma estrela em início de carreira. 


Há performances atraentes por toda a parte, especialmente a de Jerry Levine (ÁGUIA DE AÇO) como Stiles, e a de Matt Adler (SURFE NO HAVAI) como Lewis. Tudo isso aliado a uma trilha sonora interessante, fizeram desta produção, uma sólida jóia cult. Ainda gerou uma continuação, GAROTO DO FUTURO 2, de 1987. 


Curiosidade: o titulo brasileiro, faz menção ao fato do ator Michael J. Fox ter participado da trilogia DE VOLTA PARA O FUTURO, ou seja, apenas uma maneira caça-níquel que as produtoras de video arranjaram de divulgar o filme, pois de futuro, a história não tem absolutamente nada. Recomendável. Nota 8,5.

Direção de Rod Daniel.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Mulher Nota-Mil (1985)

Dois estudantes nerds, Gary (Anthony Michael Hall) e Wyatt (Ilan Mitchell-Smith), decidem criar uma mulher cibernética-perfeita (Kelly Lebrok), em seus computadores. A princípio tudo dá certo, mas logo que a garota entra em contato social, tudo termina em confusão. Esta é uma história de dois garotos, que criam uma mulher super-legal. O mais engraçado, é que esses rapazes são perdedores totais e oprimidos pela sociedade. Lisa - a super mulher (Lebrok, em seu melhor papel)  - ensina como se tornarem populares e realçar suas melhores qualidades. Um bom enredo, combinado com excelentes piadas, e situações constrangedoras, criando um ambiente muito agradável para uma verdadeira comédia. 


Os personagens são bem "construídos" (um dos melhores papéis, é o de Bill Paxton, interpretando o opressivo militar/praticante de bullying, irmão mais velho de Wyatt). "Mulher..." é o que os americanos gostam de chamar de "Cheese Classic" (algo como "farofada"). Foi necessário o mínimo de talento para montá-lo, mas há um elemento de diversão infinita, que pode ser encontrado no filme, que o torna ótimo.


Desde os sutiãs nas cabeças de Wyatt e Gary durante o processo de criação da garota, passando pela festinha adolescente sendo invadida pelo elenco de "mad max", até inúmeras linhas de diálogo inexplicáveis ​​e hilárias ("Wyatt, sua cozinha é azul? ..."), "Mulher..." é um verdadeiro clássico da comédia (ainda temos um jovem Robert Downey Jr em começo de carreira, interpretando um dos amigos invejosos dos dois nerds). 


Uma das características mais importantes do filme, são suas boas lições, e como ele ensina as pessoas a serem corajosas também. Ainda gerou um seriado, com outros atores, que também foi exibido na rede globo no início dos anos 90...e a trilha sonora também é inesquecível: OINGOBOINGO - Werd Science. Nota 9. 

Direção de John Hughes.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Sem Licença para Dirigir (1988)

Comédia juvenil, estrelada por dois ícones dos 80, Corey Haim e Corey Feldman....Anderson (Corey Haim) completou 16 anos e está desesperado para obter sua carteira de motorista. Mas infelizmente, algo dá muito errado (isso acontece muito na vida de determinadas pessoas), e ele acaba reprovado no exame. Então, resolve mentir para seus amigos sobre a coisa toda, esperando que tudo esteja resolvido, até que possa fazer o exame novamente. Quando seus pais descobrem que ele mentiu, o colocam em um rigoroso castigo de duas semanas. Mas, Anderson não pretende aceitar isso, afinal, ele tem um encontro de sexta à noite, com sua garota dos sonhos, Mercedes Lane (a belíssima loira Heather Graham). 


Ele decide usar escondido, o Caddillac de seu avô, para seu encontro noturno selvagem.....bom, o resto não dá para contar, tem que ser conferido. Ainda temos no elenco Corey Feldman como o melhor amigo Dean, Carol Kane (OS FANTASMAS CONTRA-ATACAM) como mãe, Richard Masur (NEGÓCIO ARRISCADO) como pai, Nina Siemaszko (OS CABEÇAS DE VENTO) como Natalie e James Avery (o eterno tio Phil, de MALUCO NO PEDAÇO) como instrutor de trânsito. 


É bom ver uma jovem Heather Graham em um de seus primeiros bons papéis, como a garota "superior-fora-de-alcance", que Haim se apaixona. O filme possui ótima trilha sonora, com grandes nomes dos anos oitenta, Billy Ocean, Belinda Carlisle etc. Este roteiro é ainda mais hilário, pelo fato de Corey Haim (infelizmente, morreu a alguns anos) ter percorrido Los Angeles, sem uma carteira de motorista por anos, quando estava em sua adolescência selvagem. Claro que é previsível, mas é apenas uma simples comédia dos anos 80. 


É um filme sobre arriscar, embora você provavelmente consiga descobrir, do começo ao fim, como o enredo está indo e como ele terminará. No mais, é divertido porque é anos 80. Nota 9. 

Direção de Greg Beeman.