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terça-feira, 5 de abril de 2022

Meus Vizinhos são um Terror (1989)


The Burbs. Em um bairro típico dos EUA, uma nova família se muda, ao lado do desconfiado vizinho Ray Peterson (Tom Hanks). Essas novas pessoas são realmente estranhas; ninguém os vê, sua casa é uma verdadeira bagunça, e durante a noite você pode ouvir barulhos suspeitos no porão. A única coisa que se sabe é o nome deles: Klopeks. Um dia, o personagem Walter (Gale Gordon), um velho do bairro, desaparece subitamente e todos começam a suspeitar dos Klopeks. 


O enredo não é tão relevante neste filme, mas sim os personagens que se enredam nele. No elenco fantástico, temos Tom Hanks, que interpreta o vizinho cético, da nova família no quarteirão (um monte de excêntricos que nunca saem de casa); Rick Ducommun, que interpreta Art, o amigo guloso de Hanks, convencido de que os novos vizinhos são assassinos que sugam cérebros; Bruce Dern, é Mark, o ex-soldado que ainda não deixou suas raízes militares para trás; e por último, mas não menos importante, Corey Feldman, que interpreta Rick, o vizinho idiota adolescente, que basicamente assiste os eventos do filme se desenrolarem, no conforto de sua varanda da frente. 


Esses personagens são tão bem-humorados e tão malucos, que você só precisa acreditar que há um bairro em algum lugar, com pessoas como essas. A química entre todos os personagens é simplesmente impressionante, e muito do humor do filme, vêm da maneira ridícula, em que o diretor retrata suas interações. Eu desafio qualquer pessoa que tenha visto esse filme nos anos 90 (passava direto na Globo), a assisti-lo novamente, desta vez prestando pouca atenção à história, e concentrando-se nos personagens soberbamente interpretados. 


Apesar de alguns pequenos problemas, continua sendo um filme extremamente engraçado, com um diálogo fantástico e performances muito boas de seu elenco. Para os fãs de humor negro, "Meus vizinhos..." é um antídoto perfeito, para o excesso atual de comédias desagradáveis ​​de Hollywood. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante.


quinta-feira, 30 de julho de 2020

Top Gang! Ases Muito Loucos (1991)

 Top Gang! Ases Muito Loucos (1991). Topper Harley (Charlie Sheen), um piloto de caça, é convocado para servir no SS Essess. A missão de Topper é destruir as usinas nucleares de Saddam Hussein. Infelizmente, Topper é psicologicamente desequilibrado e com certeza acabará "comprometendo" a missão. Aqui está a fórmula básica para dissecar este filme: "Se apertem os cintos..." gerasse um único filho, (em vez de um gênero inteiro), você teria "Top Gang". Charlie Sheen, Valeria Golino, Cary Elwes e Lloyd Bridges fornecem os papéis principais, e estão todos hilários em suas respectivas cenas. 


Para algumas pessoas, esse tipo de humor é infantil e não provoca muito mais do que uma simples risada. Para outros, no entanto, as  visões tolas e a hilariante comédia física, o farão rir. A química entre Sheen (Top) e Golino (Ramada) é incrível; Elwes está no seu melhor papel, enquanto Bridges basicamente rouba a cena, como o velho general cômico que sempre parece salvar o dia. 


Charlie Sheen apresenta uma performance verdadeiramente hilária como Topper - um homem em uma missão, de várias maneiras. As cenas de SUPERMAN e DANÇA COM LOBOS são inspiradoramente engraçadas, e o filme vai bem no geral. Eu recomendo isso para quem gosta não só de comédias, mas obviamente de paródias (TOP GUN é claro). Jim Abrahams, o diretor e co-roteirista deste filme, é conhecido por suas aventuras cômicas completamente malucas, com protagonistas anti-heróis, e personagens/vilões absolutamente estereotipados, com destaque para as séries APERTEM OS CINTOS.... e CORRA QUE A POLÍCIA VEM AI. 


Trata-se de uma produção difícil de se explicar na simples descrição. Você realmente precisa sentar, e assistir para determinar se é o tipo de comédia para você, e assim perceberá dentro dos primeiros minutos rsrs. Nota 8,5.

Direção de  Jim Abrahams.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

The Vals - Festa de Fantasmas. (1983)

 The Vals - Festa de Fantasmas. (1983). Sam (Jill Carroll), Trish (Elena Stratheros), Beth (Michele Laurita) e Annie (Gina Calabrese), são quatro "garotas do vale", entediadas com shoppings e festas de fraternidade. Elas conhecem o gentil Sr. Stanton (o premiadíssimo ator John Carradine), que está administrando uma casa para meninos órfãos, que ​​corre o risco de ser desativada, se não conseguirem o dinheiro do aluguel. Além disso, um dos orfãos se envolveu com tráfico de drogas. Quando o Mercedes de Trish é perdido em uma aposta, onde suas rivais de Beverly Hills trapaceiam, o caos se instala na vida das garotas. 


Com a ajuda de seus namorados, as garotas do Vale querem salvar a casa do Sr. Stanton, e se vingar dos ladrões-de-carro arrogantes de Beverly Hills, em uma revanche. A atuação parece bem ruim e extravagante aqui (com exceção de Jill Carol, as outras três atrizes desapareceram completamente da mídia). Há duas versões diferentes deste filme, uma é a versão censurada, e a outra é uma versão de vídeo "X-rated", com alguma nudez e palavrões. 


Na versão rated, há uma cena de festa, onde Gina Calabrese está se divertindo com vários estudantes, em um quarto. Bem, não se mostra muita nudez, poderia ter tido mais. O filme ficou disponível nas prateleiras de 83 a 86, quando sua licença venceu... agora está fora de catálogo ... e não aparecerá novamente....(ainda bem que existe youtube!). Sobre a trilha sonora, se destaca a música "Girls In The Valley" de Frankie Bleu, que parece ser a faixa de destaque. 


Os créditos finais dizem "trilha disponível na gravadora Unicorn", mas dificilmente acho que algum disco foi lançado na época. O resto das músicas é do tipo "ouça ou não", mas eu adoraria ser capaz de conseguir "Girls In The Valley", em uma versão de melhor qualidade algum dia. É uma típica produção oitentista ruim, mas com um belo elenco de atrizes. Vale a pena dar uma espiada. Nota 8.

Direção de James Polakoff.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

WACKO - Uma Comédia Maluca (1982)


Um filme paródia, ou uma paródia em forma de filme (?). Um psicopata chamado "The Lawnmower Killer", que usa uma abóbora na cabeça, e mata pessoas comuns, aterroriza uma cidade pequena. Cabe ao detetive Dick Harbinger (Joe Don Baker), impedir a matança e detê-lo. Com certeza, um dos piores filmes da história, com um dos melhores elencos de Hollywood (George Kennedy, Stella Stevens, Julia Duffy, Anthony James, Elizabeth Daily, Sonny Carl Davis, David Drucker, Charles Napie, Andrew Dice Clay). 


O principal problema com esse filme, é que para cada piada divertida ou elemento engenhoso de paródia, há uma média de duas dúzias de piadas ruins mal colocadas, patéticas e bem ultrapassadas. Algumas delas são tão deploráveis, ​​que você vai se sentir envergonhado, pelos atores envolvidos. No entanto, este é uma pequena produção obscura, com um elenco peculiar e um punhado de sequências intrigantes (curiosas e ruins). 


Treze anos depois, de ter testemunhado sua irmã ser cortada pelo assassino da cortadora de grama, Mary (Julia Duffy) está se preparando para ir ao baile de Halloween com o seu namorado, Norman Bates (Scott McGinnis). Na mesma manhã, no entanto, um louco suspeito de ser o assassino, escapa do manicômio próximo, para dar início, a uma nova matança......O roteirista/diretor Greydon Clark fez um punhado de filmes notavelmente excêntricos e memoráveis, como "Líderes de torcida satânicas", "Sem Aviso", e o ridiculamente atroz "Lâmbada, a dança proibida". Todos os três, eram na verdade mais interessante do que o "Wacko". É realmente estranho, que Clark conseguiu reunir um elenco tão respeitável. "Wacko" é estrelado por veteranos como Joe Don Baker (CABO DO MEDO), Stella Stevens (O DESTINO DO POSEIDON) e George Kennedy (REBELDIA INDOMÁVEL). 


Há também atores com mais de 30 anos de idade, que desempenham o papel de adolescentes do ensino médio, como Andrew Dice Clay (FÉRIAS DO BARULHO), em uma paródia curiosa de John Travolta. É recomendável, para quem tiver coragem e estômago, portanto, não é muito recomendável rsrs. Nota 6,5.

Direção de  Greydon Clark.

sábado, 16 de novembro de 2019

Em Busca do Prazer (1984)

Em Busca do Prazer (1984). Where the boys are. Nesta versão feminina de PORKS, quatro alunas da faculdade: a ingênua Jennie (a cantora/atriz Lisa Hartman), a extrovertida Carole (Lorna Luft), a rica e mimada Sandra (Wendy Schaal) e a eufórica Laurie (Lynn-Holly Johnson), viajam para o Spring Break/Flórida, se envolvendo em uma série de aventuras e desventuras, que incluem Jennie sendo perseguida pelo músico escocês Scott (Russell Todd) e Sandra, pelo músico Camden (Daniel McDonald). 


Enquanto isso, Carole está buscando uma ruptura em seu relacionamento com o invejoso Chip (Howard McGillin) que a segue até a Flórida. Sandra também tenta um romance com o policial local, que a prende na primeira noite por estar bêbada, enquanto Laurie procura qualquer homem em quem possa pôr as mãos. Eu costumava assistir esse filme em VHS, nos anos 90. 


É um filme de praia meio grosseiro, feito para fazer você se divertir, com algumas boas risadas. As performances são sinceras, não realmente muito boas, mas você acaba gostando do grupo de atrizes, principalmente de Lisa Hartman, que também canta algumas faixas da trilha sonora. Os cenários naturais, e as cenas de festa são agradáveis, de uma forma trash, e é bem interessante ver os ricos personagens de classe alta, como Barbara e Camden, tão fora de lugar, em toda a loucura do Spring Break; ou melhor dizendo, quem visita seus amigos de família no Spring Break? 


O enredo deste filme é irrelevante, porque a sua diversão está justamente na sua falta de sentido. Recomendável para quem admira as comédias-praianas, com suas coelhinhas seminuas e suas piadas baratas. Um bom passatempo. Nota 8.

Direção de Hy Averback.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Uma professora muito especial (1981)

E para comemorar a centésima publicação do blog, temos talvez, o maior clássico do gênero.........PRIVATE LESSONS. Comédia erótica juvenil, e primeiro filme da trilogia PRIVATE (os outros dois são: ESCOLA MUITO ESPECIAL PARA GAROTAS e FÉRIAS DO BARULHO). Phillip Filmore (Eric Brown) é um garoto ingênuo de 15 anos, interessado em garotas, que se apaixona por sua jovem empregada francesa Nicole Mallow (a atriz holandesa Sylvia Kristel, musa de filmes eróticos como EMMANUELLE, e que infelizmente faleceu em 2012), designada para cuidar dele, quando seu pai estiver fora da cidade durante o verão. 


Mas Lester Lewis (o grande ator Howard Hesseman), o motorista inescrupuloso, contrata Nicole, para um plano macabro, onde a babá fingirá sua própria morte (colocando a culpa em Philip), em um esquema de chantagem (Lester pede dinheiro a Philip, em troca de ajuda no desaparecimento do falso cadáver), destinado a roubar o fundo financeiro do garoto. Embora o assunto seja realmente sério, muitos momentos no filme são hilários. O ator Patrick Piccininni (infelizmente abandonou o cinema, e desapareceu da mídia) está impagável, como o melhor amigo gordinho de Phillip. 


Eric Brown é ainda melhor como Phillip, que não sabe ao certo como responder ao assédio de sua governanta atraente. "PRIVATE LESSONS", é mais do que apenas, uma versão invertida de "Lolita" - e bem mais divertido de assistir. No entanto, ele se junta a uma série de filmes adolescentes previsíveis, com a temática "garoto e professora/governanta sexy", como em "Minha professora de francês". O que eu mais gosto nessa produção, porém, é que ela não tem o ar pesado, do julgamento moral alheio. Os personagens são retratados, como donos de suas próprias vontades, o que é extremamente saudável.


Vale a pena pesquisar por esse excelente, embora envelhecido filme, em alguma loja de Dvds (se é, que elas ainda existem). Definitivamente, não é uma obra de alto nível, mas essa história do relacionamento sério, de um jovem de 15 anos, com sua sexy governanta francesa, foi um grande êxito na época de seu lançamento. Nota 8,5.

Direção de Alan Myerson.

domingo, 30 de junho de 2019

Procura-se Malucos (1989)

Um anúncio no jornal procura estudantes irresponsáveis para trabalhar num spa de prazer. Alguns malucos se candidatam, e tem início a temporada de loucuras. Liderando os malucos, está Jack (James Summer, que atuou em "Loucademia de Polícia 4"). Muita diversão, risadas à vontade e lindas mulheres. Entre as frequentadoras do spa, estão algumas das mais belas modelos da revista Penthouse, esbanjando sensualidade em doses cavalares. Temos aqui, basicamente o enredo típico desse tipo de comédia, ou seja, um grupo de universitários procurando aventuras sensuais, e momentos de distração, onde tudo faz parte do trabalho que se espera em um resort, durante o verão. Este filme é sobre garotas, diversão ao sol, e se distrair nas férias escolares. 


Filmado em um local bonito (Miami, Florida), alguns jovens conseguem a vaga e então se rivalizam, fazendo uma grande festa no final, com uma música que diz: "você tem o poder de fazer o que quiser". É claro, não foi feito para ganhar Oscar ou prêmios de academia, mas para uma comédia dos anos 80 estilo-screwball, sem atores de peso, ela faz bem o seu trabalho. 


Na parte de elenco temos James Summer e George Ortuzar; no cast feminino, as lindas Amy Lynn Baxter, Sherrie Rose, e Chantal. O diretor Paul Madden também é famoso pelo clássico "Procura-se garotas gostosas" (MIAMI MODELS), de 1994. Esta é uma produção ótima, para assistir em uma noite de sábado, para rir e ter um bom passatempo. 


Uma dos aspectos sobre este filme, é que você pode ser livre como ele, e assisti-lo é uma boa opção. Você não vai se arrepender. Nota 8.

Direção de Paul Madden.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Loverboy, o Garoto-de-Programa (1989)

Randy (Patrick Dempsey - NAMORADA DE ALUGUEL) ainda está deslocado depois de 2 anos na faculdade. Para piorar, seu pai não vai mais pagar a mensalidade, e Randy acaba tendo que arranjar um emprego como entregador de pizzas. Várias mulheres atraentes pagam US $ 200 pela entrega de pizza, e "serviços secretos prestados". Será que isso terminará bem? Dempsey foi mestre neste tipo de filme, na década oitentista. Ele interpreta o desajeitado e desengonçado rapaz jovem, que sem querer, se torna um "loverboy", pronto para realizar todos os desejos femininos. Este clássico é muito divertido! É uma situação cômica após a outra. 


Kate Jackson, Carrie Fisher, Kirstie Alley e Barbara Carrera estão muito bem em seus papéis. É interessante porque Randy tem que esconder sua nova reputação de seus pais, e quase todos os outros conhecidos. Algumas conclusões são apressadamente tiradas, sobre o que Randy pode estar fazendo (alguns chegam a duvidar de sua sexualidade rsrs). Além disso, Randy, um cara de aparência frágil, também deve se esconder dos maridos traídos que querem destruí-lo, assim que descobrem o motivo de suas esposas ficarem alegres de repente. 


É muito triste ver que esse filme não tenha o reconhecimento merecido. Definitivamente não é um primor, mas não é de todo ruim. Eu gostaria de sugerir a você, que está acostumado aos filmes que não parecem muito promissores. Tem um bom elenco, com algumas figuras bem conhecidas, que talvez não se orgulhem dele em seus currículos (afinal, o que a Princesa Léia está fazendo aqui?). 


E quem não se lembra das chamadas do SBT ao som de "Game of Love", de Wayne Fontana? Enfim, não tenha medo de experimentar, você vai gostar! Nota 8,5. 

Direção de Joan Micklin Silver.

sábado, 15 de junho de 2019

Reformatório de Mulheres (1986)

Estrelando 3 musas dos filmes B americanos: Linda Carol (CRIMES DO DESEJO), Wendy O Williams (falecida roqueira e vocalista dos PLASMATICS) e Sybil Danning (HERCULES). A garota Jenny (Linda Carol) é enviada para uma escola-reformatório de mulheres. O local é dirigido pelo cruel diretor e sua mulher Edna (Pat Ast). Jenny terá um longo caminho até tentar escapar, porém ela também terá que lidar com "Charlie" (Wendy OW), a valentona. "Reform School Girls" é tecnicamente um filme estilo Women-in-Prison, mas não espere nada muito pesado/erótico como nos filmes de Jess Franco. O diretor Tom DeSimone quis dar um toque mais leve aqui, projetado para ser divertido e não ofensivo. 


Embora ele forneça a maioria dos ingredientes-padrão do trash/sexy americano - como lutas eróticas, cenas de duchas comunitárias, vestuário mínimo e abuso físico - tudo é feito de forma consciente e amenizada. As mulheres peitudas passeiam em seu dormitório em lingerie sexy, os detentos mais sujos e os membros da equipe são caricaturas grotescas, o diálogo é deliberadamente insípido ('Eu pensei que cheirava peixe'), e o enredo é tão extravagante quanto poderia ser. 


Sejamos sinceros: qualquer filme que tenha Wendy O. Williams (RIP), no topo de um ônibus, em rota de colisão com uma matrona sádica, gorda, com cara de espingarda, chamada Edna, jamais poderá ser levado a sério. 'Reformatório..." é um clássico cult, sobre prisões femininas (milhares de filmes com essa temática, foram feitos ao longo dos anos) e que é prazeroso de se assistir. Wendy O W está completamente hipnotizante, embora sua atuação seja muito ruim para dizer o mínimo. 


Ainda assim, o filme consegue entreter com sua premissa completamente inacreditável. Pat Ast e Linda Carol, fazem desse filme o que ele é, e afinal....por que Sybil Danning aparece na capa do DVD???, eu nunca vou saber, ela mal aparece no filme rsrs. Nota 7,5.

Direção de Tom DeSimone.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Hotel dos Prazeres (1985)

Um grupo de quatro caras sacanas, conseguem emprego em um resort nas praias caribenhas, mas preferem passar mais tempo correndo atrás das hóspedes gatas, evitar o chefe, e deixar o trabalho de lado. Basicamente Marty (Tom Parsekian, modelo-ator que participou de poucas produções), Kenny (Michael Berz, é mais conhecido como dublador e diretor), Brad (Bronson Pinchot, lendário ator de NEGÓCIO ARRISCADO) e Chuck (Dan Schneider, MINHA VIDA É UM DESASTRE), querem se dar bem a todo custo; enquanto Marty, está apaixonado pela bela morena Liza (Debra Kelly, AS PANTERAS; curiosamente ela se casou com Parsekian, algum tempo depois), ficando a todo custo atrás da moça. 


A coisa realmente boa sobre essa produção, é a completa falta de moral. Ao contrário da maioria dos filmes de hoje em dia, e especialmente filmes para adolescentes, "Hot resort" não tenta fazer o espectador ter algum tipo de percepção profunda. A missão dos personagens é simples e pura: pegue garotas, faça amor, encha a cara, consiga dinheiro, e finalmente divirta-se com os hóspedes esnobes. O lance aqui, não significa necessariamente encontrar o amor da sua vida. "Hot resort" está claramente tentando aproveitar a onda dos filmes adolescentes dos anos 80, e ganhar dinheiro mostrando garotas nuas na tela. Então, algumas pessoas podem chamar isso de apelativo. 


No entanto, a abordagem livre de moral, na minha opinião, transforma este filme de algo barato, para 90 minutos bem passados ​​de diversão descomplicada, típica daquele período. Não vou comparar este filme a uma obra-prima como "Porks", mas acho que tem o mesmo espírito anarquista. 


Altamente recomendado, se você gosta de clássicos como FÉRIAS DO BARULHO, FÉRIAS DA PESADA, HOTEL SCREWBALL e FEBRE DE VERÃO. Nota 9.

Direção de John Robins.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

O Monstro (1994)

Um maníaco-sexual está à solta, e o ingênuo jardineiro paisagista e vendedor de vitrine Loris (Roberto Benigni - A VIDA É BELA), é o principal suspeito, graças ao seu infeliz hábito de ser pego em situações comprometedoras (para o qual há sempre uma explicação totalmente inocente). A policial disfarçada Jessica (Nicoletta Braschi - esposa de Benigni na vida real), é designada pela excêntrica psicóloga policial Taccone (Dominique Lavanant), a seguir Loris, e fornecer evidências para sua prisão - mas as coisas não saem como planejado ....Um bom exemplo de comédia européia, "Monstro" trabalha bem em cima do senso de humor italiano. 


Muitos comparam Roberto Benigni com Charlie Chaplin, o que é um pouco forçado, é claro, mas temos em Benigni uma referência forte, fora dos Estados Unidos. É mais fácil você curti-lo, se já esteve na Itália, mas isso não é obrigatório. Como Fellini e os irmãos Bertolucci, Benigni reflete muito da cultura italiana. "Monstro" apresenta literalmente Roberto, como são ditas suas palavras, a linguagem corporal, e seu domínio cênico. 


Você pode se apaixonar pela cultura deste país, e depois aprender a língua, se quiser. Uma produção muito divertida, mas indicada apenas para os adultos, pois apresenta situações sexuais e insinuações, em abundância. 


No geral, "The Monster" é um ótimo filme, e os fãs de Benigni vão gostar muito, pois traz o ator em seus melhores momentos. Nota 8.

Direção de Roberto Benigni.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Sem Licença para Dirigir (1988)

Comédia juvenil, estrelada por dois ícones dos 80, Corey Haim e Corey Feldman....Anderson (Corey Haim) completou 16 anos e está desesperado para obter sua carteira de motorista. Mas infelizmente, algo dá muito errado (isso acontece muito na vida de determinadas pessoas), e ele acaba reprovado no exame. Então, resolve mentir para seus amigos sobre a coisa toda, esperando que tudo esteja resolvido, até que possa fazer o exame novamente. Quando seus pais descobrem que ele mentiu, o colocam em um rigoroso castigo de duas semanas. Mas, Anderson não pretende aceitar isso, afinal, ele tem um encontro de sexta à noite, com sua garota dos sonhos, Mercedes Lane (a belíssima loira Heather Graham). 


Ele decide usar escondido, o Caddillac de seu avô, para seu encontro noturno selvagem.....bom, o resto não dá para contar, tem que ser conferido. Ainda temos no elenco Corey Feldman como o melhor amigo Dean, Carol Kane (OS FANTASMAS CONTRA-ATACAM) como mãe, Richard Masur (NEGÓCIO ARRISCADO) como pai, Nina Siemaszko (OS CABEÇAS DE VENTO) como Natalie e James Avery (o eterno tio Phil, de MALUCO NO PEDAÇO) como instrutor de trânsito. 


É bom ver uma jovem Heather Graham em um de seus primeiros bons papéis, como a garota "superior-fora-de-alcance", que Haim se apaixona. O filme possui ótima trilha sonora, com grandes nomes dos anos oitenta, Billy Ocean, Belinda Carlisle etc. Este roteiro é ainda mais hilário, pelo fato de Corey Haim (infelizmente, morreu a alguns anos) ter percorrido Los Angeles, sem uma carteira de motorista por anos, quando estava em sua adolescência selvagem. Claro que é previsível, mas é apenas uma simples comédia dos anos 80. 


É um filme sobre arriscar, embora você provavelmente consiga descobrir, do começo ao fim, como o enredo está indo e como ele terminará. No mais, é divertido porque é anos 80. Nota 9. 

Direção de Greg Beeman.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Irmãos Cara-de-Pau (1980).

Depois da saída de Jake Blues (John Belushi, lendário falecido humorista) da prisão, ele e o irmão Elwood (Dan Aykroyd) vão visitar "The Penguin" (Kathleen Freeman), a última das freiras que os criaram em um colégio interno. Eles descobrem que a Arquidiocese vai parar de sustentar a escola, e vender o local para a Autoridade da Educação. A única maneira de manter o local aberto, é se o imposto de US $ 5000 da propriedade for pago no prazo de 11 dias. Os irmãos querem ajudar, e decidem juntar sua banda de blues e levantar o dinheiro com um grande show. 


Quando partem para a "missão de Deus", eles arrumam muitos inimigos ao longo do caminho. Eles conseguirão arranjar o dinheiro a tempo? ...Com uma ótima trilha sonora, performances e personagens, The Blues Brothers é um excelente pedaço da história do cinema. Esta produção é um manual de como construir uma comédia bem trabalhada, e extremamente divertida. O período em que foi editado e seus idealizadores, deram controle criativo total para a equipe por trás do filme, que lhes permitiram praticamente fazer o que quisessem (Múltiplos acidentes de carro, explosões, etc.). 


Há partes que não possuem sentido, mas esses pequenos problemas são facilmente dissociáveis, fazendo parte da brincadeira. Eu recomendaria este filme para todos os críticos e espectadores comuns, que gostariam de conhecer mais sobre um dos maiores gênios do humor, o americano John Belushi (uma das estrelas do Saturday Nigh Live e que infelizmente morreu de overdose em 1982; sendo também irmão de outro astro, James Belushi ), além disso a música é fenomenal, o elenco é incrível (temos aqui John Candy, Carrie Fisher, Steve Lawrence, a modelo Twiggy, Frank Oz, John Landis, Paul Reubens, Steve Spielberg etc.) e a história é ótima. 


As lendas da música neste filme também são ótimas (John Lee Hooker, Chaka Khan, Matt Murphy, Donald Dunn, Aretha Franklin, Ray Charles etc.). Elas não são apenas um nome aleatório extra, muitos deles desempenham um papel importante em toda trama. Em conclusão, eu recomendo esta produção, se você quiser ouvir um som, ver uma bela dança, bem como dar boas risadas. Nota 10.

Direção de John Landis.