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quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

A Casa Maluca (1990)

 

A Casa Maluca (1990). Madhouse. Mark (John Larroquette) e Jessie Bannister (Kirstie Alley) têm um problema. Na verdade, vários problemas. Ou seja, seus primos, sua irmã/sobrinho, e os vizinhos ao lado resolveram passar alguns dias de verâneio na residência do jovem casal. Somado a isso, surgem problemas no trabalho, e um gato maluco, que volta sempre da morte. "Madhouse" é uma comédia leve, com um humor garantido pela presença de seus dois atores principais - Laroquette e Alley. Ambos possuem química juntos, e criam os contrapesos necessários para uma comédia de situação. Esta é a história de um casal californiano, que acaba de comprar uma casa em Los Angeles. Em pouco tempo, Mark recebe a notícia de que seu primo fracote, e sua esposa irritante (John Deihl e Jessica Lundy) estão vindo visitá-los. 


Por mais pedante que seja essa esposa, essas são as menores preocupações, já que surgirão outros personagens igualmente pertubadores, dos quais os Bannister simplesmente não conseguem se livrar. É uma comédia descompromissada, mas à medida que a situação se torna mais ultrajante, e os visitantes se tornam mais numerosos, os Bannister se desesperam para se livrar de seus hóspedes infernais, que tomaram seu lar confortável, e estão lentamente invadindo e destruindo suas vidas (incluindo o trabalho deles). 




A esta altura, o filme apresenta mais risadas, especialmente quando os Bannister se tornam completamente neuróticos. Os fãs de comédias do final dos anos 80/início dos anos 90 irão adorar essa produção. É um bom filme de soneca, para uma tarde de fim de semana. Foi exibido a exaustão na antiga Sessão da Tarde, garantindo sempre aquela distração saudável. Nota 9.




Direção de Tom Ropelewski.


terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Um Princípie em Nova Iorque (1988)


Coming to America. Estrelando dois astros do humor americano: Eddie Murphy e Arsenio Hall. É o 21º aniversário do príncipe africano (Murphy) de Zamunda, e ele deve se casar com uma mulher que nunca viu antes. Agora, o herdeiro do trono rompe com a tradição e viaja para o Estados Unidos, em busca do amor de sua vida. Talvez o maior êxito na carreira de Murphy, o filme apresenta muitas cenas e personagens hilariantes, especialmente um grupo de idosos obcecados por boxe, que passam seus dias discutindo com um dono de uma barbearia. 


Murphy e Hall, demonstram seus níveis de versatilidade, ao se submeterem a uma maquiagem pesada, e interpretar vários papéis diferentes. A presença de Arsenio Hall (outro gênio cômico, e que possuía seu próprio programa na TV americana) como o segundo protagonista, é responsável pelo sucesso, já que ele literalmente supera todos os outros atores, criando a dupla perfeita de quadrinhos, que esse tipo de história precisa. 


Ainda temos no elenco: James Earl Jones, Madge Sinclair, Shari Headley, John Amos, Eriq La Salle, Louie Anderson etc., todos escolhidos a dedo, para dar suporte a Eddie, razão pela qual, Murphy é um dos atores mais engraçados da história recente de Hollywood. Como uma comédia-romance (e não uma comédia romântica) o filme tem algumas situações previsíveis, mas oferece o que é esperado: humor, um final feliz (?), e muitas cenas de sucesso, que podem ser assistidas, independentemente de seu contexto. 


Uma ótima produção para se ver, e re-assistir; seu status clássico não pode ser negado, mesmo após 30 anos depois de seu lançamento, a imagem de Murphy como o Velho Judeu, e Arsenio Hall como mulher, será para sempre associada aos anos 80, uma década em que os filmes eram feitos apenas por diversão, e apenas para diversão. Nota 10.

Direção de John Landis.


quinta-feira, 30 de julho de 2020

Top Gang! Ases Muito Loucos (1991)

 Top Gang! Ases Muito Loucos (1991). Topper Harley (Charlie Sheen), um piloto de caça, é convocado para servir no SS Essess. A missão de Topper é destruir as usinas nucleares de Saddam Hussein. Infelizmente, Topper é psicologicamente desequilibrado e com certeza acabará "comprometendo" a missão. Aqui está a fórmula básica para dissecar este filme: "Se apertem os cintos..." gerasse um único filho, (em vez de um gênero inteiro), você teria "Top Gang". Charlie Sheen, Valeria Golino, Cary Elwes e Lloyd Bridges fornecem os papéis principais, e estão todos hilários em suas respectivas cenas. 


Para algumas pessoas, esse tipo de humor é infantil e não provoca muito mais do que uma simples risada. Para outros, no entanto, as  visões tolas e a hilariante comédia física, o farão rir. A química entre Sheen (Top) e Golino (Ramada) é incrível; Elwes está no seu melhor papel, enquanto Bridges basicamente rouba a cena, como o velho general cômico que sempre parece salvar o dia. 


Charlie Sheen apresenta uma performance verdadeiramente hilária como Topper - um homem em uma missão, de várias maneiras. As cenas de SUPERMAN e DANÇA COM LOBOS são inspiradoramente engraçadas, e o filme vai bem no geral. Eu recomendo isso para quem gosta não só de comédias, mas obviamente de paródias (TOP GUN é claro). Jim Abrahams, o diretor e co-roteirista deste filme, é conhecido por suas aventuras cômicas completamente malucas, com protagonistas anti-heróis, e personagens/vilões absolutamente estereotipados, com destaque para as séries APERTEM OS CINTOS.... e CORRA QUE A POLÍCIA VEM AI. 


Trata-se de uma produção difícil de se explicar na simples descrição. Você realmente precisa sentar, e assistir para determinar se é o tipo de comédia para você, e assim perceberá dentro dos primeiros minutos rsrs. Nota 8,5.

Direção de  Jim Abrahams.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Uma Mistura Especial 2 (1990)

Zapped Again!. Sequência do clássico ZAPPED, de 1982. O jovem problemático Kevin (Todd Eric Andrews), se muda para uma nova escola. Em pouco tempo de convívio, ele se torna inimigo número um, dos alunos ricos e esnobes. Como consolo, ele passa a andar com os estudantes menos populares e decide entrar para o falido "Clube da Ciência'. Mas quando Kevin encontra uma poção mágica (um suco de ameixa, escondido em um cofre na escola), ele passa a ter poderes telecinéticos. Agora, ele terá a chance de se vingar dos populares, além de se divertir um pouco. 


Andrews está brilhante neste filme (apesar de ser muito descolado, para ser um nerd), interpretando um personagem muito espirituoso e carismático. Sua presença não é apenas suficiente para compensar uma trama boba, e um romance previsível com a garota nerd Lucy (Kelli Williams), mas ele também é capaz de elevar essa sequência, a um nível quase semelhante ao do primeiro filme. 


São vários momentos divertidos, e eles são realmente engraçados desta vez, com personagens agradáveis, mesmo que muito bobos, e Andrews claro, liderando o elenco. Assim como no primeiro filme, não espere cenas eróticas, apesar de conter alguma nudez. Também não é de se esperar algum tipo de conhecimento científico, porque toda a ciência por aqui, não é examinada profundamente (ou levada a sério). 


Outra parte curiosa, é a participação da atriz Linda Blair (O EXORCISTA), infelizmente ela não estava em um momento muito bom de sua carreira, por isso a colocaram em um papel pequeno, como a professora sexy do colégio. Apesar de não ser tão bom como o primeiro filme, é uma produção feita para assistir por diversão e de maneira descompromissada, sendo um dos filmes mais exibidos na antiga Sessão da Tarde. Nota 8,5.

Direção de Doug Campbell e Jake Hooker.

American Pie: A Primeira Vez é Inesquecível (1999)

Jim (Jason Biggs), Oz (Chris Klein), Finch (Eddie Kaye Thomas) e Kevin (Thomas Ian Nicholas) são quatro amigos que fazem um pacto: antes de se formarem, devem todos perder a virgindade. A parte mais difícil agora é, como atingir esse objetivo na noite do baile. Oz decide cantar para chamar a atenção e Kevin tenta convencer sua namorada; Finch resolve espalhar boatos, enquanto Jim falha miseravelmente em suas presepadas. Estes párias conseguirão seu objetivo de transar nesta data especial? Ou eles aprenderão algum tipo de lição moralista? American Pie é a continuação natural da típica comédia adolescente, já explicitada em clássicos como PORKYS e A VINGANÇA DOS NERDS, trazendo uma nova roupagem para os "modernos" anos 90. 


Aqui já não temos mais os jovens caretas de "camisa para dentro da calça", como nos anos 70, e nem os adolescentes (atores) com mais de 30 anos, como nas chanchadas oitentistas. American Pie é uma franquia levemente interessante, com bom humor e um enredo engraçado. Para uma comédia adolescente moderna, é melhor do que as outras demais. O roteiro é meio estúpido, e os personagens são extremamente imaturos para a idade, mas é isso que a torna engraçada, e definitivamente melhor do que suas sequências. 


Em alguns momentos, o filme pode ser obsceno e rude, mas com certeza é divertido. Difícil é alguém não curtir as performances "estelares" dos quatro personagens principais. 


Todos eles têm maneiras diferentes de alcançar seu objetivo final, o que os leva a encrencas hilárias. No fim das contas, eles alcançam sua meta, como em todas as comédias da natureza americana. Podemos finalizar dizendo que, American Pie está longe de ser genial, mas, sua importância está no fato de trazer de volta, o gênero das comédias sacanas novamente para dentro dos cinemas. Nota 8.

Direção de Paul Weitz.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Quero ser grande (1988)

Quero ser grande (1988). BIG. Depois de querer "ser grande", um adolescente acorda na manhã seguinte, e se vê misteriosamente no corpo de um adulto. Mais uma vez, estamos falando sobre a troca de corpos, por aqui. Neste clássico, Tom Hanks (Josh) retrata um menino preso no corpo de um homem. Imagine uma manhã, encontrar-se preso em um corpo desconhecido? Hanks desempenha um papel convincente, como um menino de 13 anos, que tem que lidar com a confusão dessa mudança súbita. Há cenas bem escritas aqui, sem mencionar a performance de Hanks, que deveria ter sido premiada. Ele parece ser o único ator contemporâneo, que foi capaz de desempenhar o papel de um adolescente de 13 anos, que se torna adulto, de um dia para o outro. 


David Moscow (Jovem Josh), Elizabeth Perkins (Susan) e especialmente John Heard (Paul), formam um forte elenco de apoio, e desta vez eles realmente reforçam o trabalho de Hanks. Este filme aborda temas mais importantes, como a perda da inocência, amizade e o primeiro amor, e não apenas conta uma história sobre um menino na cidade grande. Este foi o papel de protagonista de Hanks, depois de uma série de comédias estúpidas em meados dos anos 80, e ele merecidamente se tornou uma das maiores estrelas da década seguinte. 


E não se esqueça, este foi seu primeiro filme em sua série "outsider", ele fez seus maiores sucessos interpretando figuras estranhas: Filadélfia, Forrest Gump, Naufrágo. Este clássico, durante muitos anos, foi recorde de exibição na sessão da tarde, não possui contra-indicação. 


Pode assistir, você não ficará desapontado, mesmo se você achar que perdeu a criança dentro de você ... com a ajuda deste filme, você vai encontrá-la. Nota 9,5.

Direcão de Penny Marshall.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

A Garota de Rosa-Shocking (1986)

A Adolescente Andie (a musa teen Molly Ringwald ) é uma das meninas menos populares do ensino médio. Ela geralmente sai com seus amigos Iona (Annie Potts, do filme CAÇA-FANTASMAS) e Duckie (Jon Cryer - do seriado DOIS HOMENS E MEIO). Duckie sempre teve uma queda por ela, mas agora ela conheceu um cara novo na escola, Blane (o grande Andrew McCarthy!). Ele é um dos caras ricos e populares. Será que esse conto-de-fadas pode ter um final feliz?. "Pretty in Pink" é um daqueles ótimos filmes para teens, que dominaram toda uma década.  Eu gosto dele por muitas razões. 


Molly Ringwald é a rainha dos filmes adolescentes nos anos 80. Ela é a causa, de todos esses filmes se tornarem clássicos. Eu também curti o fato, de poder ver aqui, estrelas como Kristy Swanson (A MALDIÇÃO DE SAMANTHA) e Gina Gershon (SHOWGIRLS) em começo de carreira. Nenhuma delas tinham diálogos, mas elas estavam nele. Certifique-se de ver essa comédia, se você tiver uma chance (na verdade, é um drama-romance, mas enfim). 


Romance ou não, é um bom filme.Tem uma trilha sonora fantástica, pessoas legais, grandes protagonistas (até James Spader, faz uma ponta aqui, como o amigo fresco de Blane), e um enredo inteligente, com algumas das cenas mais românticas daquele período. 


Ele define os anos do ensino médio oitentista, com suas turminhas esnobes, que ainda estão por aí até hoje, e os problemas que ocorrem, quando você se apaixona pela pessoa diferente, que pertence as outras "castas" mais altas. Temos também a curiosa participação de mais dois astros: Emily Longstreth e Andrew Dice Clay, ambos estrelaram em 1985, uma das melhores comédias da década, FÉRIAS DO BARULHO, ao lado de Johnny Depp. Nota 10.

Direção de Howard Deutch .

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Te Pego Lá Fora (1987)

Um nerd do ensino médio, Jerry Mitchell (Casey Siemaszko) é encarregado de escrever uma reportagem, para o jornal escolar, sobre o novo aluno Buddy Revell (Richard Tyson), que aparenta ser um maluco psicopata. Quando Jerry, no banheiro, acidentalmente toca no novato encrenqueiro, Buddy fica furioso, e afirma que acabará com a raça de Jerry, em uma briga, no estacionamento do colégio, às 3 da tarde. Jerry desesperado, agora fará praticamente qualquer coisa para evitar o confronto. Nenhum outro filme, consegue captar esse senso de individualidade da década oitentista, quanto em THREE O'CLOCK HIGH. 


Esta produção brilhante, apresenta um herói e um vilão, ambos são solitários. O herói, interpretado por Siemaszko, é um perdedor nato, aquele que não consegue falar em público e enfrenta o riso de todas as outras garotas. O vilão, um jovem Richard Tyson, que nasceu para desempenhar esse papel, é o psicopata bandido que nunca diz uma palavra e nunca permite que alguém o toque. 


Os dois solitários têm um encontro infeliz uma manhã e, quando Jerry Mitchell pede desculpas, ele acidentalmente toca na jaqueta de Buddy Revell. É aí que o drama começa, e logo toda a escola saberá a novidade: porrada às três horas. Buddy Revell vs Jerry Mitchell. THREE O 'CLOCK HIGH é dirigido e editado com sagacidade suprema. Cada segundo do dia é torturante. Cada tique do relógio, aproxima o público da desgraça, com um zoom mais perto, da testa suada de Jerry. Qualquer um, que puser os pés em uma escola ou colégio, sempre se lembrará das cenas. Ao interpretar em excesso, as coisas que vê ao seu redor, o medo de Jerry Mitchell se estende pela tela, e faz cócegas em seu estômago (e nos nossos também, é claro). 


Nenhum outro papel patético de perdedor, foi interpretado tão bem, desde então, na minha opinião. Destaque também para a atriz Stacey Glick, que interpreta a irmã de Jerry, e que infelizmente abandonou a carreira de atriz, depois desse filme. Outro grande clássico inesquecível da Sessão da Tarde, e que vale a pena ser visto, por todas as suas cenas cômicas e trágicas também. Nota 9.

Direção de Phil Joanou.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Tal Pai, Tal Filho (1987)

Dr. Jack Hammond (Dudley Moore), tem grandes chances de se tornar um respeitado superintendente médico, em sua clínica. Então, ele está completamente absorvido em seu trabalho e não entende os problemas escolares do filho adolescente Chris (Kirk Cameron). Por acaso, um dos dois bebe um soro mágico, que promove a troca de cérebros, e muda suas identidades. Isso leva, é claro, a complicações no colégio e no trabalho, mas também à compreensão dos problemas e sentimentos um do outro. O astro Dudley Moore, obviamente, é um comediante muito superior a tudo isso. Está fantástico, como um adolescente preso, no corpo de um adulto. 


Ele tem muitas cenas engraçadas, a minha favorita é o incidente da pastilha elástica/cigarro. Os olhares nos rostos de seus colegas são inestimáveis. Observe também o encontro de Moore com a atriz Margaret Colin (que não está muito bem no papel) e quando ele faz as rondas no hospital. Infelizmente, existem algumas falhas. Há uma quantia razoável de palavrões e referências sexuais (o que torna o filme, um pouco inadequado para crianças). 


Ele desperdiça o talento de Catherine Hicks (como Dr Amy) em um papel surpreendentemente inútil e desnecessário; e Sean Astin (astro de OS GOONIES) como o super-irritante melhor amigo Trigger, seu companheiro "maluco". "Like Father, Like Son" é provavelmente a mais atraente história sobre troca de papéis dos anos 80, apresentando conflitos típicos do período jovial, e também trazendo os astros adolescentes daquela época: Kirk Cameron e Sean Astin. 


As crianças menores podem apreciá-lo simplesmente pela história (apesar da falta de novidade), de um jovem recebendo todos os privilégios de ser um adulto, tendo apenas que mudar de aparência e não de atitude. No fim das contas, temos um bom e divertido filme, mesmo com todos os defeitos de produção. A trilha sonora também é bem legal, com bastante funky e flashback, além de muitos penteados e acessórios cafonas, da década de 80. Nota 7,5.

Direção de Rod Daniel.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

O Médico Erótico (1983)

Neste clássico meio terror, meio humor, Steve Martin é um hilário e brilhante neuro cirurgião cerebral, chamado Dr. Hfuhruhurr (pronuncia-se assim mesmo). Ele está infeliz, casado com Dolores, uma verdadeira "mulher do diabo" (a sensual Kathleen Turner, em perfeita sintonia com o papel), como não encontra felicidade no casamento, ele se apaixona por um cérebro-feminino, dentro de um jarro! (que ele somente escuta a voz, dublada pela atriz Sisi Spacek). Este é um filme para os entusiastas de Steve Martin, mas tem a marca do seu próprio humor: a comédia louca e selvagem. No filme há ironia, selvageria, risos, palavrões e é claro, muita diversão. 


Este é o terceiro, de quatro filmes, que o ator fez, com o diretor Carl Reiner, os outros filmes são O IDIOTA (1979), UM ESPIRITO BAIXOU EM MIM (1984) e CLIENTE MORTO NÃO PAGA (1982). Aqui, Martin interpreta em seu estilo peculiar, como sempre. Kathleen Turner, depois de sua atuação em “CORPOS ARDENTES” (1981), repete o papel de esposa casada, malvada e sem amor. Existe uma classificação para o filme, por causa de sua nudez parcial, um pouco de violência e também profanação.


Temos uma espécie de enigma ... o humor idiota serve para pessoas inteligentes? Com Steve Martin e suas piadas, nem precisa pensar muito sobre isso. Há um humor estúpido e, em seguida, um humor mais profundo, mais sombrio e engraçado para aqueles que desejam mergulhar e recuperá-lo depois. 


No elenco, temos também David Warner, Paul Benedict, Merv Griffin, Sissy Spacek (voz), Peter Hobbs, Bob Harks etc. Não há mais, o que se dizer deste clássico, você deve assisti-lô, para o seu bem, ou para o seu mal. Nota 9. 

Direção de Carl Reiner.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Um Vagabundo na Alta Roda (1986)

Um casal de Beverly Hills, Barbara (Bette Midler) e Dave Whiteman (Richard Dreyfuss), são muito ricos, mas não são felizes. Dave é um ocupado homem de negócios, enquanto que sua esposa só está interessada em ioga, aeróbica e outras aulas de meditação. Para piorar, ele está tendo um caso com a empregada doméstica. Seu filho adolescente está confuso sobre sua sexualidade, e sua filha está sofrendo de distúrbios alimentares. Enquanto celebram o dia de ação de graças com muita comida, o mendigo Jerry (Nick Nolte, um ator bem versátil) está faminto, sem teto, dormindo mal e sem seu cachorro. 


Jerry decide terminar sua vida, se afogando na piscina destes ricos. Dave o resgata, e o convida para morar com eles, por um tempo. Será que esse estranho mudará o estilo de vida dessa confusa família? Este não é um dos melhores e mais sérios filmes do diretor Mazursky, mas é bem divertido e ainda permanece na memória. É uma versão norte-americana, do clássico frânces "Boudu sauve des eaux" de Renoir e, no papel do vagabundo patife, tem o grande Nick Nolte, que parece mais um urso desgrenhado neste papel. 


Ele é o personagem resgatado pelo empresário de Beverly Hills, Dreyfuss, que é genial, suave e irradia bondade. O mesmo não pode ser dito de sua esposa, Bette Midler, que é impetuosa, lasciva e que parece estar usando vestidos muito apertados para ela. Midler se move como um mini-tornado, e sua performance tem muito da energia, de seus shows como cantora. Esse três: Nolte, Dreyfuss e Midler trazem inteligência e o talento necessário para toda a trama. Eles parecem estar se divertindo na frente das câmeras, e isso é bem contagiante. 


É claro que possui alguns defeitos, como a moda da época (roupas, cabelos, maquiagem), bem como o excesso de rebeldia, ou bondade de seus personagens. No mais, ainda é um clássico a ser lembrado, pela diversão e química inegável de seus três protagonistas. Nota 9.

Direção de Paul Mazursky. 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Arthur, o Milionário Sedutor (1981)

Arthur (o lendário Dudley Moore ) é um bêbado feliz, sem pretensões, ou qualquer ambição na vida. Ele também é o herdeiro de uma vasta fortuna, que só será dele, se ele se casar com Susan (Jill Eikenberry). Ele não ama Susan, mas ela é tudo aquilo que a família dele espera para uma esposa. Arthur aceita, mas depois conhece uma garçonete sem dinheiro (Linda, interpretada pela então talentosíssima Liza Minnelli - a química entre os dois atores aqui, é fantástica), pela qual ele realmente acaba se apaixonando. Esta produção ainda brilha, graças ao diretor Steve Gordon (infelizmente morreu jovem, com apenas um filme no currículo), e das estrelas Dudley, Liza e John Gielgud, no papel de Hobson. 


Ele produziu uma comédia "screwball", no mesmo estilo daquelas da década de 1930, adaptada para os gostos contemporâneos da época. É claro que as novas gerações nunca entenderiam esse tipo de humor (aliás, ninguém deve se importar com a opinião deles), mas precisam entender que ele existiu e fez muito sucesso, sem esquecer de citar o papel do dublador brasileiro, do personagem principal, que o transformou em uma figura extremamente debochada e carismática. 


A única exceção ruim, é a veterana atriz Geraldine Fitzgerald, que exagera nas excentricidades como a avó Martha. Outra particularidade, é a trilha sonora de Christopher Cross (Arthur's Theme), que inevitavelmente  ganhou o Oscar, pela melhor música daquele ano. Infelizmente, o DVD de 1997, certamente por causa da remasterização, não tem material extra digno de ser citado, exceto algumas fotos e notas de produção. 


Este clássico pode estar esquecido, mas foi exibido por muitos anos na sessão da tarde, mesmo contendo algum tipo de conteúdo adulto. Tristemente, Dudley morreu jovem, em 2002, aos 66 anos. Por aqui, nunca o esqueceremos e nem o "seu" debochado Arthur. Nota 8.

Direção de Steve Gordon

domingo, 14 de abril de 2019

Surfe no Havaí (1987)

Simplesmente um dos maiores clássicos do gênero, recheado de várias estrelas do surfe da época. Antes de entrar na escola de arte, Rick Kane (Matt Adler - GAROTO DO FUTURO; ÁGUAS PERIGOSAS) sai para surfar na temporada de ondas grandes, na costa norte do Havaí, depois de ganhar uma competição de surfe em uma piscina artificial, no Arizona, em sua terra natal. Uma vez no Havaí, ele imediatamente descobre que não sabe nada sobre os hábitos locais, costumes ou hierarquia, que lhe causam alguns problemas iniciais. Depois de ser roubado pela gangue de surfe local, ele tem a chance de conhecer um famoso artesão de pranchas, o shaper Chandler (Gregory Harrison - grande ator de seriados e filmes B, como A JUÍZA), e depois descobre que eles têm uma conexão artística. 


O shaper oferece a Rick um lugar para dormir e algo para comer. Chandler ensina a ele como "ler" as grandes ondas e a diferença entre os "surfistas de alma" e aqueles que surfam por fama e dinheiro. Rick também consegue chamar a atenção de uma jovem e bela camponesa, Kiani, (Nia Peeples, famosa cantora e atriz da época, conhecida pela música TROUBLE) que aumenta ainda mais a encrenca com os "nativos" do pedaço. 


Além disso, ele faz amizade com o descolado Tartaruga (John Philbin - CAÇADORES DE EMOÇÃO; COLHEITA MALDITA), que apesar de não gostar de novatos, acaba o ajudando com conselhos, para Rick encontrar coragem e determinação, contra os outros competidores e as ondas grandes, como havia sonhado que poderia. 


Diversão garantida, estilo sessão da tarde, sem nenhuma restrição de idade, é aquele filme para se assistir sempre em qualquer situação. Esse, marcou a vida, e as férias daquela galera na faixa dos 40 anos. Nota 10.

Direção de William Phelps.