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quarta-feira, 7 de junho de 2023

Deu a louca nos monstros (1987)


The Monster Squad. Nesta comédia/paródia de terror, Drácula (Duncan Regehr) está vivo novamente. Na verdade, ele planeja governar o mundo e é por isso que ele procura a ajuda de outros monstros lendários, como Frankenstein e a criatura do lago. No entanto, várias crianças consideradas "nerds" descobrem o plano macabro, e se preparam para defender sua cidade natal.



Este grupo de jovens, possuem um clube na casa da árvore, e se autoproclamam fanáticas por terror. Mal sabem que o entusiasmo no gênero, se tornará útil quando sua cidade for subitamente invadida por Drácula e alguns outros vilões de terror memoráveis. O vampiro começa a aterrorizar as ruas, tentando localizar um poderoso amuleto, com potencial para causar desastres graves.




Quando ninguém mais acredita nas crianças, ou quando os métodos tradicionais de combate ao crime não funcionam (prender o Lobisomen em uma cadeia normal, nos parece um pouco estúpido, não é?), a patrulha monstro (com a ajuda do vizinho "alemão assustador" e de Frankenstein, que resolve mudar de lado e ajudar os garotos) assume as coisas para salvar o dia. Este filme foi ótimo porque, embora os monstros possam parecer toscos (sem esquecer que é tecnicamente um filme de terror familiar), ele ainda tem grandes qualidades. As crianças são realmente muito legais (especialmente Rudy, mesmo que ele use as calças excessivamente apertadas). "The Monster Squad" é uma produção cult muito divertida, com uma história engraçada que envolve aventura, comédia sombria e horror.



 

Uma bela trilha sonora, um grande elenco (Andre Gower, Robby Kiger, Ryan Lambert, Stephen Macht e Jon Gries) e muita diversão! Os fãs de filmes obscuros dos anos 80, certamente terão um ótimo material por aqui e sem contra-indicação. Nota 9.

Direção de Fred Dekker. Nota 8. 

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Top Gang! Ases Muito Loucos (1991)

 Top Gang! Ases Muito Loucos (1991). Topper Harley (Charlie Sheen), um piloto de caça, é convocado para servir no SS Essess. A missão de Topper é destruir as usinas nucleares de Saddam Hussein. Infelizmente, Topper é psicologicamente desequilibrado e com certeza acabará "comprometendo" a missão. Aqui está a fórmula básica para dissecar este filme: "Se apertem os cintos..." gerasse um único filho, (em vez de um gênero inteiro), você teria "Top Gang". Charlie Sheen, Valeria Golino, Cary Elwes e Lloyd Bridges fornecem os papéis principais, e estão todos hilários em suas respectivas cenas. 


Para algumas pessoas, esse tipo de humor é infantil e não provoca muito mais do que uma simples risada. Para outros, no entanto, as  visões tolas e a hilariante comédia física, o farão rir. A química entre Sheen (Top) e Golino (Ramada) é incrível; Elwes está no seu melhor papel, enquanto Bridges basicamente rouba a cena, como o velho general cômico que sempre parece salvar o dia. 


Charlie Sheen apresenta uma performance verdadeiramente hilária como Topper - um homem em uma missão, de várias maneiras. As cenas de SUPERMAN e DANÇA COM LOBOS são inspiradoramente engraçadas, e o filme vai bem no geral. Eu recomendo isso para quem gosta não só de comédias, mas obviamente de paródias (TOP GUN é claro). Jim Abrahams, o diretor e co-roteirista deste filme, é conhecido por suas aventuras cômicas completamente malucas, com protagonistas anti-heróis, e personagens/vilões absolutamente estereotipados, com destaque para as séries APERTEM OS CINTOS.... e CORRA QUE A POLÍCIA VEM AI. 


Trata-se de uma produção difícil de se explicar na simples descrição. Você realmente precisa sentar, e assistir para determinar se é o tipo de comédia para você, e assim perceberá dentro dos primeiros minutos rsrs. Nota 8,5.

Direção de  Jim Abrahams.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

As Grandes Aventuras de Pee-wee (1985)

Pee-Wee's Big Adventure. O caricato personagem infantil Pee-wee Herman (o lendário ator Paul Reubens), sai em uma grande aventura, quando sua amada e nova bicicleta é roubada por seu inimigo Francis Buxton (Mark Holton), um irritante garoto rico do bairro. Pee-wee inicia uma jornada obsessiva pelo país, determinada a recuperá-la. As tentativas desajeitadas e infantis de Pee-wee, podem resultar na perda de sua amada amiga de duas rodas, para sempre. Esta produção não é o melhor, quando se trata de comédia, algumas piadas são um pouco chatas, e o filme no final, pode parecer uma confusa loucura. 


No entanto, o roteiro é bom e simpático, você não apenas tem as atuações, mas também uma história interessante, sobre um cara que ama tanto a sua bike, que tem que viajar para encontrá-la. O humor de Paul Reubens (BATMAN; QUASE HERÓIS) pode não ser do gosto de todos, mas aqui ele está bem engraçado. Ele é acompanhado por um grande elenco, incluindo Elizabeth Daily, Cassandra Peterson (a intérprete de ELVIRA) e a até a lendária banda de heavy-metal Twisted Sister. 


A produção parece razoável, com ótimas locações e cinematografia. A trilha sonora de Danny Elfman é brilhante. Tim Burton dirige maravilhosamente também, e o roteiro é bem cômico, enquanto a história é envolvente e tem muitos momentos divertidos (muitos para citar na verdade); o filme se move rapidamente, com poucos momentos entediantes. Burton, sempre será lembrado por um longo tempo, por fazer seus filmes góticos e muito sombrios; que embora sejam na maioria humorísticos, eles nunca aparentam tanto como este. 


Pee-wee não é exatamente obscuro,  e apresenta uma história de fácil assimilação, não é necessariamente infantil, porém os mais jovens também podem gostar dele. Nota 8,5.
Direção de Tim Burton.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Meu Amante é de Outro Mundo (1988)

Comédia estrelada por Jim Carrey e Geena Davis. Três alienígenas peludos (e bizarros: Mac - Jeff Goldblum; Wiploc - Jim Carrey; e Zeebo - Damon Wayans) viajam pelo universo em uma espaçonave, quando recebem uma transmissão, com imagens de fêmeas humanas. Eles ficam fascinados por essas criaturas bem-feitas, e descobrem que a transmissão veio do sul da Califórnia, na Terra. Enquanto isso, a garota Valerie Gail (Geena Davis - O PEQUENO STUART LITTLE) sente que seu noivo distante, Dr. Ted Gallagher (Charles Rocket - DEBI E LÓIDE), está fugindo e decide seduzi-lo. Porém, ela o pega traindo-a com uma enfermeira. Então, decide jogá-lo para fora, esmagar suas coisas, e recusa-se a vê-lo novamente. Em meio a tudo isso, a nave espacial dos aliens, cai na piscina de Valerie. 


Ela os leva para dentro de sua casa. Os aliens revelam ser aprendizes rápidos, absorvendo a cultura e a linguagem populares americanas, através da televisão. Uma produção interessante, com um já talentoso Jim Carrey. Os efeitos especiais aqui são toscos, trata-se de uma paródia dos filmes B, dos anos 50. Quando a nave espacial chega, tenta-se reproduzir um autêntico efeito de 1950, não uma reprodução pobre, de tecnologia FX dos anos 80. 


De resto, temos bons valores de produção e direção cinematográfica, dando suporte a um grande elenco (aqui ainda temos um jovem Damon Wayans de EU, A PATROA E AS CRIANÇAS; além de Julie Brown - LOUCADEMIA DE POLÍCIA 2). 


Tudo isso produziu uma das mais esquizofrênicas comédias da década de 80, e que infelizmente acabou não tendo a merecida atenção, devido ao grande números de títulos bons, lançados naquele ano. Nota 8.

Direção de Julien Temple. 

sábado, 15 de junho de 2019

Reformatório de Mulheres (1986)

Estrelando 3 musas dos filmes B americanos: Linda Carol (CRIMES DO DESEJO), Wendy O Williams (falecida roqueira e vocalista dos PLASMATICS) e Sybil Danning (HERCULES). A garota Jenny (Linda Carol) é enviada para uma escola-reformatório de mulheres. O local é dirigido pelo cruel diretor e sua mulher Edna (Pat Ast). Jenny terá um longo caminho até tentar escapar, porém ela também terá que lidar com "Charlie" (Wendy OW), a valentona. "Reform School Girls" é tecnicamente um filme estilo Women-in-Prison, mas não espere nada muito pesado/erótico como nos filmes de Jess Franco. O diretor Tom DeSimone quis dar um toque mais leve aqui, projetado para ser divertido e não ofensivo. 


Embora ele forneça a maioria dos ingredientes-padrão do trash/sexy americano - como lutas eróticas, cenas de duchas comunitárias, vestuário mínimo e abuso físico - tudo é feito de forma consciente e amenizada. As mulheres peitudas passeiam em seu dormitório em lingerie sexy, os detentos mais sujos e os membros da equipe são caricaturas grotescas, o diálogo é deliberadamente insípido ('Eu pensei que cheirava peixe'), e o enredo é tão extravagante quanto poderia ser. 


Sejamos sinceros: qualquer filme que tenha Wendy O. Williams (RIP), no topo de um ônibus, em rota de colisão com uma matrona sádica, gorda, com cara de espingarda, chamada Edna, jamais poderá ser levado a sério. 'Reformatório..." é um clássico cult, sobre prisões femininas (milhares de filmes com essa temática, foram feitos ao longo dos anos) e que é prazeroso de se assistir. Wendy O W está completamente hipnotizante, embora sua atuação seja muito ruim para dizer o mínimo. 


Ainda assim, o filme consegue entreter com sua premissa completamente inacreditável. Pat Ast e Linda Carol, fazem desse filme o que ele é, e afinal....por que Sybil Danning aparece na capa do DVD???, eu nunca vou saber, ela mal aparece no filme rsrs. Nota 7,5.

Direção de Tom DeSimone.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Uma Noite de Aventuras (1987)

Chris Parker (Elisabeth Shue) concorda em ser babá, enquanto passa por um relacionamento complicado, com o namorado. Esperando uma noite monótona, Chris toma conta de três crianças, para uma noite em frente da TV ... e muito tédio. Mas quando sua amiga frenética Brenda (Penelope Ann Miller - UM TIRA NO JARDIM DE INFÂNCIA) liga e implora para ser resgatada da estação de ônibus, no centro de Chicago, a noite explode em um turbilhão de aventuras arrepiantes. A Babá e as crianças deixam seus arredores suburbanos seguros, e seguem para o coração da cidade grande, nunca imaginando como essa expedição se tornará terrivelmente inesquecível. 


Elizabeth Shue interpreta Chris Parker, que é babá uma noite, mas devido a certas circunstâncias, acaba levando as crianças para fora da cidade, a fim de encontrar uma de suas amigas. O que se segue, são todos os tipos de aventuras envolvendo bandidos, ladrões e gangues. Trata-se de uma produção divertida de se assistir e tem algumas cenas realmente boas. Duas das melhores cenas são: uma luta de território, entre duas gangues em um trem; e uma cena envolvendo o deus do Trovão Thor (bem, não o Thor que você estaria esperando), dentro de uma oficina mecânica. 


É aquele clássico inesquecível, típico dos anos 1980. Seria legal, se ainda pudessem fazer produções assim agora. Os anos 80 foram a melhor década para filmes de todos os gêneros, e este aqui, é apenas um dos muitos feitos na época. 


Ah, e a propósito, acho que Elizabeth Shue e a Penelope Ann Miller estão lindas, e acredito que estão interpretando bons papéis, ambas em começo de carreiras. Nota 8.

Direção de Chirs Columbus.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Crocodilo Dundee (1986)

Mick "Crocodile" Dundee (Paul Hogan) é um caçador de répteis australiano, que vive no interior da Austrália, e dirige um negócio de safári com seu amigo e mentor de confiança Walter Reilly (John Meillon). Depois de sobreviver a um ataque de crocodilo, Mick é entrevistado por uma jornalista de Nova York chamado Sue (Linda Kozlowski). Ela quer saber como ele sobreviveu, e quer aprender mais sobre este homem rude. Depois de passar um tempo na floresta, Sue convida Mick para visitar Nova York, já que Mick nunca esteve em uma cidade. Ao chegar na grande cidade, Mick acha a cultura e a vida de Nova York muito diferente de sua casa, causando algumas encrencas por lá. Nesse meio tempo, ele acaba se apaixona pela jornalista. 


"Crocodilo..." é uma grande comédia de 1986, que pode ser apreciada após repetidas sessões. Ao longo dos anos, ouvi muitas críticas sobre este filme e não consigo entendê-las. Se você não gosta, então algo deve estar errado. É ótimo ver o durão, mas ingênuo Dundee - representado de forma excelente por Paul Hogan (outro bem inestimável,  é o desempenho do simpático John Meillon como Walter. 


O elenco de apoio inclui Mark Blum (Richard), Michael Lombard (Sam), Steve Rackman (Donk), Reginald VelJohnson (Gus) e Sue, interpretada pela bela Linda Koslowski. Koslowski e Hogan fizeram uma grande parceria neste clássico (inclusive se casaram de verdade, depois dele). Como todas as comédias, eu não vou estragar as cenas para quem não viu, a minha particularmente  preferida, é quando dois jovens tentam assaltar Dundee com uma faca. 


Você com certeza, vai rir do que acontece a seguir. Depois de tudo somado, podemos afirmar: uma ótima comédia!. Ignore qualquer crítica que você tenha ouvido sobre esse filme, e curta essa bela produção. Nota 8,5.

Direção de Peter Faiman.

sábado, 23 de março de 2019

Os Deuses devem estar loucos (1980)

Comédia, um tanto exótica e absurda, sobre um bosquímano africano (o simpático selvagem Nixau), que encontra a civilização moderna e seus aspectos estranhos, incluindo um cientista desajeitado e um bando de revolucionários. O filme começa com um olhar sobre os bosquímanos, e um narrador (Paddy O'Byrne) nos diz que tipo de pessoas eles são; amigáveis e sem qualquer conhecimento sobre o mundo, além do deserto de Kalahari. Quando vêem um avião, pensam que é um pássaro estranho ou até mesmo um Deus. Um dia, um piloto joga uma garrafa de vidro do avião e a coisa é encontrada pelos bosquímanos. Eles nunca viram nada que seja suave e duro como esse objeto e acham muito útil. 


Eles acreditam ser um presente dos deuses. O problema é que os deuses deram apenas um objeto, e agora eles têm que compartilhar algo que é muito difícil de compartilhar. Pela primeira vez, eles sentem emoções como raiva e ciúme. É decidido que a coisa é uma "Coisa do Mal", e deve ser lançada da terra, e Xixo (NiXau, um não ator e verdadeiro bosquímano) é o único a fazer isso. 



Essas cenas dão uma visão muito engraçada, de como o homem branco civilizado se tornou o que ele é hoje. O filme em si, tem uma premissa interessante, misturar atores profissionais, com pessoas simples, de uma tribo afastada....e por incrível que pareça, isso foi um sucesso, gerando mais 4 produções, além dessa. "Os Deuses...", com seu humor simples, funciona muito melhor que a maioria das comédias modernas. A maneira como os bosquímanos falam é engraçada o suficiente, para gostar desse clássico. 


Felizmente, há muito mais, incluindo uma pequena mensagem, desafiando sutilmente a crença de que a civilização branca tem todas as respostas, ridicularizando gentilmente muitas de nossas suposições ocidentais. Uma produção única, com uma brilhante combinação de humor sútil, música agradável, vida selvagem e cenários exclusivos, tudo lindamente entrelaçado em um filme quase "estilo de estrada", em torno das aventuras de um simpático homem das selvas. Nota 9.

Direção de Jamie Uys.

domingo, 17 de março de 2019

Dois Loucos na Noite (1994)

Mais uma comédia musical, no mesmo estilo de "Wayne's World" e "Bill&Ted". Os roqueiros Buddies Hubbs (Bradford Tatum) e Joe (Michael Kopelow), estão dirigindo por aí, procurando por álcool e garotas legais, quando ouvem falar especialmente, sobre duas delas. Eles decidem visitá-las, apesar de elas pertencerem a um criminoso enlouquecido. THE STONED AGE é um filme aparentemente tosco, mas isso realmente não importa, porque é muito divertido. O elenco é excelente, e o diretor mantém as coisas em um interessante movimento. Há sexo e nudez, muita bebida, travessuras maldosas, e uma grande trilha sonora, de rock dos anos 70. 


Muitas pessoas chamam esta produção, de uma versão estúpida de "Jovens, Loucos e Rebeldes", o que não é verdade, porque ambos os filmes se propuseram a fazer algo completamente diferente. Com isso dito, este aqui tem tantos momentos hilários, que é impossível não curti-lo. Eu acho que muito da curtição vem de Tatum e do Joe, que é um pouco tolo, quando eles entram em uma situação ruim, após a outra. Ou, devo dizer, que Joe entra em uma situação ruim após a outra, e você só quer ver o cara sair ileso. O roteiro certamente, não é nada inovador, mas é muito legal e temos ótimas risadas ao longo do caminho. 


A química entre os dois protagonistas é bem memorável, e eu sinto muito falta disso, nas produções atuais (curiosidade, China Kantner, filha de Grace Slick do Jefferson Airplane, aparece aqui, no papel de Jill). O nível de entretenimento provavelmente será ainda maior, se você puder sentir alguma empatia, por esses dois caras. 


A encrenca com a polícia, à procura de gatas, o puro rock'nroll e todas as outras confusões, faz deste filme um estilo de vida, que  nunca envelhece. Está na vanguarda da comédia intuitiva e pensativa. Para aqueles que possuem esse exemplo de vida mundano, esperamos que isso, os encoraje a continuar sempre! Nota 9.

Direção de James Melkonian.

sábado, 9 de março de 2019

Quem é essa garota (1987).

Depois de ficar quatro anos, injustamente presa, Nikki Finn (ninguém menos que Madonna), se prepara para sair e limpar seu nome, tendo como rota a Big Apple, para sua nova aventura. Embora não seja uma ótima comédia, a história é genuína e a atuação se sustenta. Surpreendentemente, Madonna não usa sua sexualidade, tanto quanto no passado e em filmes futuros. Sua graça e charme, acaba conquistando o público. Embora ela estivesse bem sexy na época, não usa isso, como colírio para atrair atenção, uma prova de amadurecimento, no sentido de que Madonna estava crescendo, e tentando se separar de seu passado. 


No final, o filme mostra ela como atriz e não como cantora. Apesar do fraco PROCURA-SE SUSAN DESESPERADAMENTE, dois anos antes, neste aqui, ela teve a chance de se promover fora do palco (música), e para a tela grande como uma atriz cômica. Esta produção paródia tudo: pessoas ricas, personagens desprezíveis do Harlem, carrões Rolls-Royce, policiais gays que seguem Madonna e o personagem Loudon (Griffin Dunne) pela cidade; e a noiva dele, Wendy, que supostamente dormiu com todos os taxistas de Nova York (interpretada por Haviland Morris). 


Hilário! Além disso, Loudon também é responsável por uma raça rara de leopardos (ou alguma coisa nesse sentido). Sem contar que, Madonna tinha um ótimo cabelo platino-loiro anos 80, além da excelente trilha sonora desta produção. Madonna deveria ter feito mais comédia, e foi uma pena que ela não tenha escolhido fazer. Mais tarde, ela se tornou muito mais polêmica, e se envolveu em papéis sombrios e carregados de sexo, nos notórios filmes "CORPO EM EVIDÊNCIA" e "OLHOS DE SERPENTE". Algumas pessoas dizem que Madonna não pode atuar, e isso é bom, as pessoas têm direito a sua opinião, mas acredito que o problema real, é que não conseguem ver a diferença entre Madonna interpretar um personagem no filme, em vez disso, só vêem simplesmente Madonna... e essa é a principal razão pela qual ela é mais respeitada por sua música, do que pelo cinema. 


Ainda é uma comédia divertida dos anos 80. Não para todos, tenho certeza que alguns de vocês não gostarão, então eu recomendaria principalmente para os fãs, mas você nunca sabe, pode se surpreender e gostar! Nota interessante: Um dos amigos de Madonna, de começo de carreira em Nova York, Coati Mundi, aparece no filme interpretando Raoul; ele também foi membro das bandas "Kid Creole e The Coconuts" e "Savannah Band". Nota 8.
Direção de James Foley.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Mong e Lóide (1995)

Mong e Lóide (1995). Comédia clássica estrela por David Spade, e pelo lendário cômico Chis Farley (Infelizmente morreu precocemente aos 33 anos, depois de uma overdose de drogas). Tommy JR. (Farley) é um cara desajeitado que recentemente se formou na faculdade, depois de  sete anos. Seu pai, Big Tom Callahan (Brian Dennehy), é dono de uma fábrica de autopeças em Ohio. Quando Tommy chega em casa, ele descobre que tem uma vaga na fábrica esperando por ele. Seu pai encaminha Tommy, para o setor de pastilhas de freio da fábrica; e apresenta sua futura madrasta, Beverly (a belíssima Bo Derek), e seu filho Paul (Rob Lowe). 


Mas quando Big Tom morre, a fábrica ameaça fechar, a menos que as novas pastilhas de freio sejam vendidas. Portanto, Tommy deve ir a luta para vendê-las, junto com a ajuda de Richard (Spade), o braço direito de Big Tom. Será que Tommy vai salvar a empresa e a cidade da provável falência?. 


Eu vi esse filme sem saber absolutamente nada sobre ele e seus atores, Chris Farley e David Spade; tenho que dizer que é um bom exemplo de humor simplista. É tão estúpido às vezes, e bem hilário também. Farley é brilhante como o idiota desajeitado que pega a estrada com o homem de confiança de seu pai (o igualmente excelente Spade), para encontrar fundos para salvar o negócio da família. Relaxe, coloque seu cérebro no piloto automático e aproveite a diversão. 


Um grande elenco de apoio também aparece por aqui, como Brian Dennehy (do filme "Cocoon"), Rob Lowe ("Wayne's World"), Bo Derek ("Mulher Nota 10") e Dan Aykroid ("Os Caça-Fantasmas"). Altamente recomendado para uma boa risada e uma tarde de distração passageira. Nota 8.

Direção de Peter Segal.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Mister Bean: O Filme (1997)

Aqui temos Mr Bean, famoso personagem criado pelo humorista britânico Rowan Atkinson, nos mesmos moldes do cinema mudo do gênio Charlie Chaplin. Nesta comédia, Bean trabalha como zelador na Galeria Royal-National, da Grã-Bretanha, mas seus chefes querem demiti-lo, porque ele dorme no trabalho o tempo todo. Porém não conseguem, porque o presidente do conselho da galeria, o defende. Ele é enviado então, aos Estados Unidos, para a pequena galeria de arte de Los Angeles, onde terá que participar da inauguração da maior obra de arte dos EUA (chamada de "Mãe de Whistler"). Se você já assistiu ao show do Mr Bean, você sabe que Rowan Atkinson tem talento. 


Ele possui o estilo cômico e os detalhes do personagem para torná-lo um idiota quase profissional. A versão do filme é razoável, mas não tem o impacto de seu show. Atkinson coloca seu coração nisso, e isso definitivamente é notável. Às vezes parece muito bobo, mesmo para o Sr. Bean, mas trata-se de uma comédia leve, sem muitas exigências. 


Esta produção é mais direcionada às crianças do que aos adultos, e é uma excelente maneira de entretê-las. Os mais velhos que curtem a série, provavelmente encontrarão uma risada, ou duas, no máximo. O humor de Bean, é predominantemente juvenil, e eles são os que realmente apreciam isso. Do ponto de vista técnico, é  boa a cinematografia, atuação e composição. 


Ainda tem no elenco Peter MacNicol como David, John Mills como o homem da cadeira, e a atriz Pamela Reed como Alison. Se você ainda aprecia uma comédia física na mesma linha de um "Gordo e Magro", ou de um "Três Patetas", esse filme não vai te decepcionar. Nota 7. 

Direção de Mel Smith.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Curtindo a Vida Adoidado (1986)

Talvez um dos maiores clássicos da década de 80. O enredo é bem simples. Um garoto do ensino médio chamado Ferris (Mattew Broderick), está determinado a matar aula no colégio, junto de seu melhor amigo Cameron (Alan Ruck), e de sua namorada Sloane (Mia Sara), apesar do diretor (Jeffrey Jones) estar na sua cola. Broderick era brilhante naquela época. A música e os acessórios presentes no filme, podem até distrair e simbolizar um período de gosto duvidoso, mas é a maneira simples que um rapaz esperto deseja abandonar a escola, é que fez deste um estrondoso blockbuster. 


Tudo sobre essa produção é encantador, as "conversas" pós-modernas com a câmera, as artimanhas de Ferris, passando pelas historinhas paralelas que ajudam a moldar a tela geral do filme. Enquanto Mia Sara era muito nova para seu papel, Alan Ruck era bem maduro, se mostrando frio e crítico do comportamento de Ferris, quando necessário. 


Ainda temos Jennifer Grey, interpretando a irmã dedo-duro de Ferris, e Charlie Sheen, no papel do bandido garanhão da delegacia. O trio de amigos basicamente cruza a cidade, usando a Ferrari do pai de Cameron (sem autorização dele, é claro), e dessa maneira, vivem a vida ao máximo. A direção de John Hughes (que também foi roteirista) é bem executada, embora não seja particularmente notável. 


A trilha sonora é típica dos anos 80, preenchida com muita new wave e pop. Dá para finalizar dizendo que os valores da produção são positivos, mas isso só será útil, caso você consiga se conectar com os personagens. Enfim, dá para ficar horas e horas falando sobre esse filme, mas vou parar por aqui por enquanto rsrs. Inesquecível.

Direção de John Hughes.