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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Ernest em....A TRILHA DO BRAVO (1987)

Neste filme em particular, o lendário ator de comerciais Ernest (Jim Varney, excelente falecido humorista) é o solitário faz-tudo, em um acampamento de verão para garotos jovens, cuja premissa é baseada em antigos princípios e tradições dos nativos americanos. Ernest gosta muito do seu trabalho e da sua vida simples, mas deseja ser promovido ao cargo de conselheiro do campo, para que ele possa "moldar mentes jovens, em uma visão de mundo direcionada". Então um belo dia, Ernest recebe sua chance. O governador do estado, ordena que o local participe de seu programa "Second Chance", que permitirá que um grupo de delinquentes juvenis do Instituto Estadual de Meninos, participe das atividades do acampamento.


Mas nem tudo será fácil, pois um malvado vilão, o conselheiro Ross Stennis (Eddy Schumacher), tentará boicotar os garotos e atrapalhar os planos de Ernest. Enquanto muitos desprezam os filmes da série ERNEST, eu sempre tive um lugar especial na minha coleção de filmes para ele, em particular. Claro, não é uma produção digna de Oscar, e nem tem muito roteiro, mas rapidamente nos apresentou um ícone, que pode ser considerado, um dos personagens favoritos, desse tipo de comédia física. 


Jim Varney era um bom ator, e seus filmes eram sempre legais e engraçados. Jim sabia o que o povo queria ver, e colocou sua alma em seus filmes. Eles são emocionais e divertidos ao mesmo tempo. O personagem Ernest P. Worrel, incorporava simplicidade, sensatez e simpatia. Além disso, esta produção encarna a velha história do perdedor ensinando uma lição ao valentão, que é um paradigma de história para o qual sempre aguardamos. 


No mais, temos um enredo simples, sobre aquecer corações, distrair mentes jovens, e que era sempre uma boa distração, em um período pré-internet/smartphones. Nota 8.

Direção de John R. Cherry III .

sábado, 23 de março de 2019

Os Deuses devem estar loucos (1980)

Comédia, um tanto exótica e absurda, sobre um bosquímano africano (o simpático selvagem Nixau), que encontra a civilização moderna e seus aspectos estranhos, incluindo um cientista desajeitado e um bando de revolucionários. O filme começa com um olhar sobre os bosquímanos, e um narrador (Paddy O'Byrne) nos diz que tipo de pessoas eles são; amigáveis e sem qualquer conhecimento sobre o mundo, além do deserto de Kalahari. Quando vêem um avião, pensam que é um pássaro estranho ou até mesmo um Deus. Um dia, um piloto joga uma garrafa de vidro do avião e a coisa é encontrada pelos bosquímanos. Eles nunca viram nada que seja suave e duro como esse objeto e acham muito útil. 


Eles acreditam ser um presente dos deuses. O problema é que os deuses deram apenas um objeto, e agora eles têm que compartilhar algo que é muito difícil de compartilhar. Pela primeira vez, eles sentem emoções como raiva e ciúme. É decidido que a coisa é uma "Coisa do Mal", e deve ser lançada da terra, e Xixo (NiXau, um não ator e verdadeiro bosquímano) é o único a fazer isso. 



Essas cenas dão uma visão muito engraçada, de como o homem branco civilizado se tornou o que ele é hoje. O filme em si, tem uma premissa interessante, misturar atores profissionais, com pessoas simples, de uma tribo afastada....e por incrível que pareça, isso foi um sucesso, gerando mais 4 produções, além dessa. "Os Deuses...", com seu humor simples, funciona muito melhor que a maioria das comédias modernas. A maneira como os bosquímanos falam é engraçada o suficiente, para gostar desse clássico. 


Felizmente, há muito mais, incluindo uma pequena mensagem, desafiando sutilmente a crença de que a civilização branca tem todas as respostas, ridicularizando gentilmente muitas de nossas suposições ocidentais. Uma produção única, com uma brilhante combinação de humor sútil, música agradável, vida selvagem e cenários exclusivos, tudo lindamente entrelaçado em um filme quase "estilo de estrada", em torno das aventuras de um simpático homem das selvas. Nota 9.

Direção de Jamie Uys.