quinta-feira, 11 de abril de 2019

O Monstro (1994)

Um maníaco-sexual está à solta, e o ingênuo jardineiro paisagista e vendedor de vitrine Loris (Roberto Benigni - A VIDA É BELA), é o principal suspeito, graças ao seu infeliz hábito de ser pego em situações comprometedoras (para o qual há sempre uma explicação totalmente inocente). A policial disfarçada Jessica (Nicoletta Braschi - esposa de Benigni na vida real), é designada pela excêntrica psicóloga policial Taccone (Dominique Lavanant), a seguir Loris, e fornecer evidências para sua prisão - mas as coisas não saem como planejado ....Um bom exemplo de comédia européia, "Monstro" trabalha bem em cima do senso de humor italiano. 


Muitos comparam Roberto Benigni com Charlie Chaplin, o que é um pouco forçado, é claro, mas temos em Benigni uma referência forte, fora dos Estados Unidos. É mais fácil você curti-lo, se já esteve na Itália, mas isso não é obrigatório. Como Fellini e os irmãos Bertolucci, Benigni reflete muito da cultura italiana. "Monstro" apresenta literalmente Roberto, como são ditas suas palavras, a linguagem corporal, e seu domínio cênico. 


Você pode se apaixonar pela cultura deste país, e depois aprender a língua, se quiser. Uma produção muito divertida, mas indicada apenas para os adultos, pois apresenta situações sexuais e insinuações, em abundância. 


No geral, "The Monster" é um ótimo filme, e os fãs de Benigni vão gostar muito, pois traz o ator em seus melhores momentos. Nota 8.

Direção de Roberto Benigni.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

O Garoto do Futuro (1984)

Michael J. Fox interpreta um tipico estudante do ensino médio, que descobre possuir um pedigree familiar incomum, que acaba o transformando em um lobisomem juvenil. Eu acho que as pessoas podem se identificar com esta produção de muitas maneiras, certos personagens apesar de serem clichês, apresentam os mesmos problemas de popularidade, solidão, intimidação, relacionamentos, etc ... coisas comuns de adolescentes. Com toda a justiça, este filme não difere muito do vasto leque de produções descartáveis sobre o ensino médio, e a figura do lobisomem é apenas uma representação diferente da angústia juvenil. 


Não é realmente um filme perfeito, e o que você vê não é original, e não há efeitos especiais deslumbrantes (quando Fox se transforma no "lobo adolescente" vestido com seu uniforme de basquete, ele parece um cruzamento entre o Chewbacca e o lendário ator Gene Wilder), é mais uma fantasia baseada em personagens escolares. Fox está brilhante aqui - engraçado, natural e uma estrela em início de carreira. 


Há performances atraentes por toda a parte, especialmente a de Jerry Levine (ÁGUIA DE AÇO) como Stiles, e a de Matt Adler (SURFE NO HAVAI) como Lewis. Tudo isso aliado a uma trilha sonora interessante, fizeram desta produção, uma sólida jóia cult. Ainda gerou uma continuação, GAROTO DO FUTURO 2, de 1987. 


Curiosidade: o titulo brasileiro, faz menção ao fato do ator Michael J. Fox ter participado da trilogia DE VOLTA PARA O FUTURO, ou seja, apenas uma maneira caça-níquel que as produtoras de video arranjaram de divulgar o filme, pois de futuro, a história não tem absolutamente nada. Recomendável. Nota 8,5.

Direção de Rod Daniel.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Mulher Nota-Mil (1985)

Dois estudantes nerds, Gary (Anthony Michael Hall) e Wyatt (Ilan Mitchell-Smith), decidem criar uma mulher cibernética-perfeita (Kelly Lebrok), em seus computadores. A princípio tudo dá certo, mas logo que a garota entra em contato social, tudo termina em confusão. Esta é uma história de dois garotos, que criam uma mulher super-legal. O mais engraçado, é que esses rapazes são perdedores totais e oprimidos pela sociedade. Lisa - a super mulher (Lebrok, em seu melhor papel)  - ensina como se tornarem populares e realçar suas melhores qualidades. Um bom enredo, combinado com excelentes piadas, e situações constrangedoras, criando um ambiente muito agradável para uma verdadeira comédia. 


Os personagens são bem "construídos" (um dos melhores papéis, é o de Bill Paxton, interpretando o opressivo militar/praticante de bullying, irmão mais velho de Wyatt). "Mulher..." é o que os americanos gostam de chamar de "Cheese Classic" (algo como "farofada"). Foi necessário o mínimo de talento para montá-lo, mas há um elemento de diversão infinita, que pode ser encontrado no filme, que o torna ótimo.


Desde os sutiãs nas cabeças de Wyatt e Gary durante o processo de criação da garota, passando pela festinha adolescente sendo invadida pelo elenco de "mad max", até inúmeras linhas de diálogo inexplicáveis ​​e hilárias ("Wyatt, sua cozinha é azul? ..."), "Mulher..." é um verdadeiro clássico da comédia (ainda temos um jovem Robert Downey Jr em começo de carreira, interpretando um dos amigos invejosos dos dois nerds). 


Uma das características mais importantes do filme, são suas boas lições, e como ele ensina as pessoas a serem corajosas também. Ainda gerou um seriado, com outros atores, que também foi exibido na rede globo no início dos anos 90...e a trilha sonora também é inesquecível: OINGOBOINGO - Werd Science. Nota 9. 

Direção de John Hughes.

sábado, 30 de março de 2019

Os Dois Super-Tiras em Miami (1985)

Em 1978, 20 milhões foram roubados, de um banco de Detroit. Um dos ladrões foi pego, um foi encontrado morto e o terceiro desapareceu. O dinheiro nunca foi encontrado. Sete anos depois, o ladrão que foi pego foi libertado da prisão, e imediatamente se mandou para Miami, apenas para ser encontrado morto no dia seguinte. Agora, os agentes do FBI, Doug Bennet (Terence Hill) e Steve Forest (Bud Spencer), foram chamados para investigar o caso, enquanto estavam atuando como policiais na Flórida. Em algum lugar em Miami, o terceiro ladrão está se escondendo, enquanto carrega 20 milhões furtados. Se você não conhece essa dupla, Bud e Terence, não conhece nada de comédias. 


Hill e Spencer interpretam agentes do FBI (bastante improváveis, devo dizer) que vão em busca de uma gangue criminosa. Ao longo do caminho, há tempo para um romance extravagante, e muita interação cômica entre os personagens, contrastando o áspero e gigantesco Spencer, com o suave e galante Hill. A ação supera a comédia aqui, mas tudo é feito de forma barata e não impressiona tanto quanto deveria. 


A parte mais engraçada do filme, é o tiroteio no armazém, onde eles guardam as melhores piadas e o humor físico tipico da dupla (no auge do sucesso deles, visitaram o Brasil e participaram do programa "Os Trapalhões"). É claro, não é o melhor filme, sendo tecnicamente ruim, com algumas das cenas de luta, mais lamentáveis ​​já feitas (com vários socos no ar, e os oponentes atacando como se quisessem errar, etc.), porém, o orçamento era curto, e seus filmes eram conhecidos por isso. 


Apesar de tudo, ainda há algum tipo de distração aqui, com suas músicas típicas e paisagens de Miami. Jamais podemos esquecer, que estes dois gênios do humor/ação barata, nunca precisaram de muito, para nos divertir. Nota 8. 

Direção de Bruno Corbucci.

O Hábito não faz o Monge (1980)

Criado em um mosteiro tradicional, o inocente Irmão Ambrósio (o gênio do humor, e de olhos esbugalhados, Marty Feldman - O JOVEM FRANKENSTEIN; AS LOUCAS AVENTURAS DE BEAU GESTE) sai em busca de dinheiro para salvar o mosteiro falido. Seu conhecimento sobre o mundanismo, é fornecido por uma prostituta. Agora, por dinheiro, terá que usar o nome de Deus. Marty Feldman teve outra chance de escrever e dirigir um filme, e este é um pouco menos engraçado. Ainda assim, fornece uma visão humorística de televangelistas e outras organizações religiosas, em sua busca sem fim de dinheiro, sobre a espiritualidade. 


Andy Kaufman, como o televangelista Armageddon T. Thunderbird, é simplesmente brilhante (o que nem sempre, é a palavra usada para descrevê-lo) e Feldman, Louise Lasser e Peter Boyle também fornecem caracterizações interessantes. A coisa mais notável, é a escrita muito inteligente. Grande parte da ação do enredo, é simplesmente sobre humor, mas às vezes o filme fica muito astuto e inteligente ... especialmente quando Kaufman está no centro das atenções. 


Eu gostei dele, apesar de Feldman ter dado muito pouco destaque a Richard Pryor (no papel de Deus), e o filme acaba se esgotando no final. No entanto, há algumas gargalhadas, e qualquer fã de Feldman deve aproveitar. Definitivamente vale a pena assistir se você puder. 


Não está exatamente, no nível do irreverente "Vida de Brian", mas também é muito bom. Nota 9.

Direção de Marty Feldman.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Jogue a Mamãe do Trem (1987)

Estrelando dois ícones da comédia, Danny DeVito e Billy Crystal. Larry Donner (Crystal - MAFIA NO DIVÃ) é um autor e professor de redação, que ensina pessoas a escrever livros.  A vida de Larry tornou-se uma desgraça, quando sua ex-esposa Margaret (Kate Mulgrew), publicou um livro sobre a vida dele, e enriqueceu com isso. Owen Lift (Vito - IRMÃOS GÊMEOS), um dos alunos de Larry, se oferece para matar Margaret e, em troca, Owen quer que Larry mate sua mãe horrível (a inesquecível Anne Ramsey - OS GOONIES; A MALDIÇÃO DE SAMANTHA). Larry acha que é uma piada, até que ele descobre que Owen matou sua ex-esposa. 


Agora, Larry se tornou o principal suspeito. Um filme excelente, muito bem feito e com algum tipo de paródia/homenagem aos filmes de suspense de Hitchcock. As cenas de Owen no Havaí chamando Larry, para informá-lo de seu plano (cada vez de um telefone público diferente, com um cenário diferente, embora as ligações ocorram em intervalos de segundos) são hilárias. Daí, o filme mostra Billy pirando, e fazendo seu trabalho. Sem ofensa a Billy, ele é bom nisso, mas quando o foco não está em DeVito, o filme não é tão engraçado. 


Então, depois de um começo forte, ele fica um pouco parado, e os últimos vinte minutos mais ou menos, parecem apressados. O clímax deveria ter sido estendido um pouco mais. Ainda assim, é uma produção com muitas risadas. Ambas as estrelas estão em sua melhor forma, com um excelente elenco para apoiá-las (ainda temos Rob Reiner, Annie Ross e Oprah Winfrey). Alguns dos alunos da aula de redação de Billy, também são ladrões de cena. Não é preciso dizer que a performance de Anne Ramsey, é provavelmente o destaque por aqui. 


Cada uma de suas cenas é ótima. Este é definitivamente um clássico, que você vai querer ver, se tiver algum interesse nos atores envolvidos, ou se você gostou dos filmes de Hitchcock, e quer ver um, que presta homenagem a ele, de uma forma humorística. Nota 10.

Direção de Danny DeVito.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Manequim (1987)

Jonathan Switcher (Andrew McCarthy), um artista plástico, está sempre pulando de um emprego para outro, nunca parando em nenhum deles. Mas tudo muda, quando ele constrói uma manequim, pelo qual ele se apaixona. É a primeira vez, que ele se sente como um verdadeiro artista. Para sua grande surpresa, o manequim é exibido com destaque, na loja de departamentos, Prince and Company. Quando Jonathan salva a vida de uma velhinha, que por acaso é dona dessa loja, o artista é recompensado com um emprego de estoquista na mesma  loja. Ao começar a frequentar o lugar, Jonathan percebe que o manequim do local "misteriosamente" ganhou vida, no papel de Ema "Emmy" Hesire (Kim Catral), uma antiga princesa egípcia, que viveu no ano de 2514 aC..


Linda e vivaz, essa fêmea fatal, ajuda Jonathan a mudar sua carreira, inspirando-o a se tornar o melhor artista de vitrines da cidade. Mas Emmy logo descobre, que o mundo real não é muito seguro, quando se depara com rivais gananciosos, que querem tirá-los do negócio e eliminá-los para sempre. 


O elenco de apoio inclui Estelle Getty (da série "The Golden Girls") como a Sra. Timkin, a simpática dona da loja; James Spader (em um dos primeiros papéis no cinema) como Richads, o gerente inteligente da loja; G.W. Bailey ("Loucademia de Polícia") como o segurança da loja, que passa a maior parte do tempo conversando com seu cachorro; Meshach Taylor (da série "Designing Women") como assistente de McCarthy; e Carole Davis como ex-namorada de McCarthy (que trabalha em uma loja de departamentos rival, nas proximidades). 


McCarthy e Cattrall parecem estar bem entrosados nesta produção. É um filme muito divertido, um conto-de-fada moderno, e que sempre termina em encrenca e confusão. Não é o melhor da década, mas há um pouco de risos em algumas partes específicas. Ainda gerou uma continuação: MANEQUIM - A MAGIA DO AMOR, estrelada por Kristy Swanson (Buffy - A Caça-Vampiros). Ambos bateram recorde de exibições na sessão da tarde. Nota 8.

Direção de Michael Gottlieb.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Sem Licença para Dirigir (1988)

Comédia juvenil, estrelada por dois ícones dos 80, Corey Haim e Corey Feldman....Anderson (Corey Haim) completou 16 anos e está desesperado para obter sua carteira de motorista. Mas infelizmente, algo dá muito errado (isso acontece muito na vida de determinadas pessoas), e ele acaba reprovado no exame. Então, resolve mentir para seus amigos sobre a coisa toda, esperando que tudo esteja resolvido, até que possa fazer o exame novamente. Quando seus pais descobrem que ele mentiu, o colocam em um rigoroso castigo de duas semanas. Mas, Anderson não pretende aceitar isso, afinal, ele tem um encontro de sexta à noite, com sua garota dos sonhos, Mercedes Lane (a belíssima loira Heather Graham). 


Ele decide usar escondido, o Caddillac de seu avô, para seu encontro noturno selvagem.....bom, o resto não dá para contar, tem que ser conferido. Ainda temos no elenco Corey Feldman como o melhor amigo Dean, Carol Kane (OS FANTASMAS CONTRA-ATACAM) como mãe, Richard Masur (NEGÓCIO ARRISCADO) como pai, Nina Siemaszko (OS CABEÇAS DE VENTO) como Natalie e James Avery (o eterno tio Phil, de MALUCO NO PEDAÇO) como instrutor de trânsito. 


É bom ver uma jovem Heather Graham em um de seus primeiros bons papéis, como a garota "superior-fora-de-alcance", que Haim se apaixona. O filme possui ótima trilha sonora, com grandes nomes dos anos oitenta, Billy Ocean, Belinda Carlisle etc. Este roteiro é ainda mais hilário, pelo fato de Corey Haim (infelizmente, morreu a alguns anos) ter percorrido Los Angeles, sem uma carteira de motorista por anos, quando estava em sua adolescência selvagem. Claro que é previsível, mas é apenas uma simples comédia dos anos 80. 


É um filme sobre arriscar, embora você provavelmente consiga descobrir, do começo ao fim, como o enredo está indo e como ele terminará. No mais, é divertido porque é anos 80. Nota 9. 

Direção de Greg Beeman.

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)

Alvy Singer (Woody Allen), um comediante judeu de 40 anos de idade, neurótico e intelectual, discute sobre o fim de seu último relacionamento, com sua nova paixão, Annie Hall (Diane Keaton); uma cantora de boate aspirante e insegura. Ao contrário de seus relacionamentos anteriores, Alvy acreditava que poderia ter resolvido todas as questões de sua vida, através de quinze anos de terapia. Alvy não só analisa os muitos altos e baixos de seus relacionamentos, como tenta reverter anos de complexo de culpa judaica, depois de ver seus pais constantemente discutindo. Mesmo sendo um grande fã de comédias, confesso que sempre detestei Woody Allen. 


A razão é simples, o cara não interpreta nada, sempre representa ele mesmo, em todos (ou quase todos) seus filmes, ou seja, um homem judeu, de meia idade, cheio de manias e complexos. Nesta comédia, até que ele está bem, ao lado de Keaton. Para muitos, este filme é a obra-prima de Woody Allen. O que é mais notável hoje sobre o roteiro, é o modo como Allen o apresenta. É um filme sobre relacionamento. Mas ao invés de adotar uma abordagem linear, Allen brinca com o tempo. 


Nós vemos o meio, o começo e o fim. E nem sempre nessa ordem. Allen também quebra algumas regras e paradigmas, para aumentar a complexidade dos personagens. Ainda temos no elenco, a presença de nomes como: Tony Roberts, Paul Simon, Shelley Duvall, Christopher Walken etc. Esta produção é altamente autobiográfica e Allen não faz nenhuma questão de esconder. "Noivo neurótico..." não é igual ao romance "Bonequinha de Luxo", muito pelo contrário, é uma desconstrução de um romance. 


Às vezes é engraçado e comovente, as vezes  "o amor simplesmente desaparece". Não dá para negar a genialidade de Allen, e neste clássico, ela aparece de forma bem explícita, como em um "conto de fada Nova Iorquino". Um belo pedaço dos anos 70. Nota 8,5. 

Direção de Woody Allen.

terça-feira, 26 de março de 2019

O Professor Aloprado (1963)

Versão original, estrelada pelo gênio da comédia Jerry Lewis e pela atriz Stella Stevens. Nerd, anti-social e recluso. Estas, são apenas três das muitas palavras indesejáveis ​​que podem ser usadas para descrever a personalidade do Professor Julius Kelp (Lewis). Mas tudo isso muda, quando o especialista em química, inventa uma poção, que o transforma em um galã, ímã de garotas. Sexy e suave, Júlio agora se autodenomina Buddy Love. Infelizmente, há um efeito colateral: Buddy e Julius não podem conviver no mesmo corpo. Um incômodo, que sempre acontece em momentos inoportunos. Como Julius/Buddy resolverá seu dilema "médico e monstro? A versão original de Jerry Lewis deste filme, ainda é a melhor de todas. 


Independentemente dos efeitos especiais empregados na versão de Eddie Murphy, ou da novidade de ele interpretar vários personagens ao mesmo tempo, o original tem algo que o imitador não faz - Jerry Lewis, ainda é um dos melhores comediantes do planeta. Lewis não precisa do poder de efeitos especiais, ou de múltiplos papéis, para transmitir totalmente a história aqui. 


A transformação é engraçada (algum tipo de história cômica de Jekill e Hyde) com muitos momentos hilários (a sequência do ginásio; seu primeiro encontro com o diretor da escola e o segundo como Buddy Love também; Jerry quando bebê). Mas o que acho mais original, é a criação real do personagem Julius Kelp, tanto psíquico como mentalmente. A questão é que o homem é um idiota completo, mas ao mesmo tempo, ele é um gênio em sua área. Como ele se transforma de um professor nerd, para um suave Romeu, é um espetáculo para ser visto. 


Ele emprega técnicas de atuação, que consegue nos convencer de que são duas pessoas distintas, com personalidades e personagens distintos. É claro que Eddie Murphy também é um fenômeno, nunca diria ao contrário aqui, mas ninguém pode superar Lewis em seu auge, e este é um dos melhores filmes de toda a sua carreira. Nota 10.

Direção de Jerry Lewis.

Jamaica abaixo de zero (1993)

Baseado em fatos reais. Quatro jamaicanos: Derice, Sanka, Yul e Junior (Leon; Doug E. Doug; Rawle D. Lewis; Malik Yoba) formam a primeira equipe jamaicana da história, de Bobsled (Trenó no gelo), para competir nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno, de 1988. Eles pedem a ajuda a Irv, um decadente ex-vencedor de ouro olímpico (John Candy, brilhante e falecido ator cômico, que dispensa apresentações), para treiná-los com seriedade. No entanto, quando chegam ao Canadá, são tratados como estranhos pelas outras equipes, que temem que eles acabem sendo uma vergonha para o esporte. 


Quem não se lembra de assistir a esse filme na infância? É um daqueles filmes que parecem tolos, ou bregas, mas de alguma forma não merece esse rótulo. Os personagens são engraçados e carismáticos.  John Candy equilibra o lado negativo de seu personagem, junto com o lado inspirador, de forma muito convincente. Doug E Doug (que também esteve muito bem em ALUNOS MUITO LOUCOS) possui alguns diálogos hilários. O enredo faz com que torçamos para o time (com suas enormes dificuldades logísticas), como se fosse uma final de campeonato. 


O diretor fez bem em não se concentrar no aspecto racial apenas (a questão do preconceito fica clara, mas não impede a participação da valente equipe!), e foca bastante na capacidade individual dos garotos (o que também serve como lição de superação, para cada um de nós). Obviamente, você não pode esperar nenhuma atuação brilhante por aqui, mas temos o necessário para uma excelente comédia: John Candy, mais quatro jamaicanos em um trenó de gelo. Nota 9,5.


Direção de Jon Turteltaub.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Crocodilo Dundee (1986)

Mick "Crocodile" Dundee (Paul Hogan) é um caçador de répteis australiano, que vive no interior da Austrália, e dirige um negócio de safári com seu amigo e mentor de confiança Walter Reilly (John Meillon). Depois de sobreviver a um ataque de crocodilo, Mick é entrevistado por uma jornalista de Nova York chamado Sue (Linda Kozlowski). Ela quer saber como ele sobreviveu, e quer aprender mais sobre este homem rude. Depois de passar um tempo na floresta, Sue convida Mick para visitar Nova York, já que Mick nunca esteve em uma cidade. Ao chegar na grande cidade, Mick acha a cultura e a vida de Nova York muito diferente de sua casa, causando algumas encrencas por lá. Nesse meio tempo, ele acaba se apaixona pela jornalista. 


"Crocodilo..." é uma grande comédia de 1986, que pode ser apreciada após repetidas sessões. Ao longo dos anos, ouvi muitas críticas sobre este filme e não consigo entendê-las. Se você não gosta, então algo deve estar errado. É ótimo ver o durão, mas ingênuo Dundee - representado de forma excelente por Paul Hogan (outro bem inestimável,  é o desempenho do simpático John Meillon como Walter. 


O elenco de apoio inclui Mark Blum (Richard), Michael Lombard (Sam), Steve Rackman (Donk), Reginald VelJohnson (Gus) e Sue, interpretada pela bela Linda Koslowski. Koslowski e Hogan fizeram uma grande parceria neste clássico (inclusive se casaram de verdade, depois dele). Como todas as comédias, eu não vou estragar as cenas para quem não viu, a minha particularmente  preferida, é quando dois jovens tentam assaltar Dundee com uma faca. 


Você com certeza, vai rir do que acontece a seguir. Depois de tudo somado, podemos afirmar: uma ótima comédia!. Ignore qualquer crítica que você tenha ouvido sobre esse filme, e curta essa bela produção. Nota 8,5.

Direção de Peter Faiman.

domingo, 24 de março de 2019

Elvira, a Rainha das Trevas (1988)

Ao chegar em um pequeno vilarejo, onde herdou uma mansão decadente, uma famosa artista performática chamada Elvira (Cassandra Peterson), entra em conflito com um tio malvado e pessoas preconceituosas da cidade, que querem queimá-la na fogueira. Este é um grande filme de divulgação, para um personagem já existente, na mesma  tradição de personagens como ERNEST e Pee Wee Herman. Não veio para mudar a história do cinema, e sim para entreter. Ele ainda tem uma mensagem moral simples e gentil, sem nenhum custo extra. Elvira (ou melhor, Cassandra Peterson) era uma figura experiente, e que já possuía seu próprio programa de TV (também foi cantora de heavy metal e namorada de Elvis Presley), onde comentava sobre filmes de terror, vestida de viúva-negra, em um estúdio de Los Angeles. 


Ela realmente não roubou seu personagem das produções simplistas da década de 50, como muitos dizem por aí. Esse tipo de representação mítica, pertence a quem faz melhor; e Cassandra Peterson o faz muito bem. O vilão, William Morgan Sheppard, também está excelente, no papel de Vincent. Ele representa o mal, de forma bem refinada. Os produtores fizeram deste filme um piloto, para uma série de televisão, que infelizmente nunca foi feita, devido às suas referências sexuais inoportunas. 


Este aqui, no entanto, é muito divertido, ele foi seguido, alguns anos depois, pelo razoável "As Loucas Aventuras de Elvira", que se espelhava nos velhos filmes de Roger Corman, mas não conseguiu tanto êxito. Assista a isso para uma experiência divertida! Não há falhas técnicas graves por aqui. 


A execução é muito boa, funcionando como comédia e pseudo-filme de terror. Meus profundos elogios ao diretor, James Signorelli, e toda a sua equipe. Nota 9.

Direção de James Signorelli.