terça-feira, 26 de março de 2019

O Professor Aloprado (1963)

Versão original, estrelada pelo gênio da comédia Jerry Lewis e pela atriz Stella Stevens. Nerd, anti-social e recluso. Estas, são apenas três das muitas palavras indesejáveis ​​que podem ser usadas para descrever a personalidade do Professor Julius Kelp (Lewis). Mas tudo isso muda, quando o especialista em química, inventa uma poção, que o transforma em um galã, ímã de garotas. Sexy e suave, Júlio agora se autodenomina Buddy Love. Infelizmente, há um efeito colateral: Buddy e Julius não podem conviver no mesmo corpo. Um incômodo, que sempre acontece em momentos inoportunos. Como Julius/Buddy resolverá seu dilema "médico e monstro? A versão original de Jerry Lewis deste filme, ainda é a melhor de todas. 


Independentemente dos efeitos especiais empregados na versão de Eddie Murphy, ou da novidade de ele interpretar vários personagens ao mesmo tempo, o original tem algo que o imitador não faz - Jerry Lewis, ainda é um dos melhores comediantes do planeta. Lewis não precisa do poder de efeitos especiais, ou de múltiplos papéis, para transmitir totalmente a história aqui. 


A transformação é engraçada (algum tipo de história cômica de Jekill e Hyde) com muitos momentos hilários (a sequência do ginásio; seu primeiro encontro com o diretor da escola e o segundo como Buddy Love também; Jerry quando bebê). Mas o que acho mais original, é a criação real do personagem Julius Kelp, tanto psíquico como mentalmente. A questão é que o homem é um idiota completo, mas ao mesmo tempo, ele é um gênio em sua área. Como ele se transforma de um professor nerd, para um suave Romeu, é um espetáculo para ser visto. 


Ele emprega técnicas de atuação, que consegue nos convencer de que são duas pessoas distintas, com personalidades e personagens distintos. É claro que Eddie Murphy também é um fenômeno, nunca diria ao contrário aqui, mas ninguém pode superar Lewis em seu auge, e este é um dos melhores filmes de toda a sua carreira. Nota 10.

Direção de Jerry Lewis.

Jamaica abaixo de zero (1993)

Baseado em fatos reais. Quatro jamaicanos: Derice, Sanka, Yul e Junior (Leon; Doug E. Doug; Rawle D. Lewis; Malik Yoba) formam a primeira equipe jamaicana da história, de Bobsled (Trenó no gelo), para competir nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno, de 1988. Eles pedem a ajuda a Irv, um decadente ex-vencedor de ouro olímpico (John Candy, brilhante e falecido ator cômico, que dispensa apresentações), para treiná-los com seriedade. No entanto, quando chegam ao Canadá, são tratados como estranhos pelas outras equipes, que temem que eles acabem sendo uma vergonha para o esporte. 


Quem não se lembra de assistir a esse filme na infância? É um daqueles filmes que parecem tolos, ou bregas, mas de alguma forma não merece esse rótulo. Os personagens são engraçados e carismáticos.  John Candy equilibra o lado negativo de seu personagem, junto com o lado inspirador, de forma muito convincente. Doug E Doug (que também esteve muito bem em ALUNOS MUITO LOUCOS) possui alguns diálogos hilários. O enredo faz com que torçamos para o time (com suas enormes dificuldades logísticas), como se fosse uma final de campeonato. 


O diretor fez bem em não se concentrar no aspecto racial apenas (a questão do preconceito fica clara, mas não impede a participação da valente equipe!), e foca bastante na capacidade individual dos garotos (o que também serve como lição de superação, para cada um de nós). Obviamente, você não pode esperar nenhuma atuação brilhante por aqui, mas temos o necessário para uma excelente comédia: John Candy, mais quatro jamaicanos em um trenó de gelo. Nota 9,5.


Direção de Jon Turteltaub.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Crocodilo Dundee (1986)

Mick "Crocodile" Dundee (Paul Hogan) é um caçador de répteis australiano, que vive no interior da Austrália, e dirige um negócio de safári com seu amigo e mentor de confiança Walter Reilly (John Meillon). Depois de sobreviver a um ataque de crocodilo, Mick é entrevistado por uma jornalista de Nova York chamado Sue (Linda Kozlowski). Ela quer saber como ele sobreviveu, e quer aprender mais sobre este homem rude. Depois de passar um tempo na floresta, Sue convida Mick para visitar Nova York, já que Mick nunca esteve em uma cidade. Ao chegar na grande cidade, Mick acha a cultura e a vida de Nova York muito diferente de sua casa, causando algumas encrencas por lá. Nesse meio tempo, ele acaba se apaixona pela jornalista. 


"Crocodilo..." é uma grande comédia de 1986, que pode ser apreciada após repetidas sessões. Ao longo dos anos, ouvi muitas críticas sobre este filme e não consigo entendê-las. Se você não gosta, então algo deve estar errado. É ótimo ver o durão, mas ingênuo Dundee - representado de forma excelente por Paul Hogan (outro bem inestimável,  é o desempenho do simpático John Meillon como Walter. 


O elenco de apoio inclui Mark Blum (Richard), Michael Lombard (Sam), Steve Rackman (Donk), Reginald VelJohnson (Gus) e Sue, interpretada pela bela Linda Koslowski. Koslowski e Hogan fizeram uma grande parceria neste clássico (inclusive se casaram de verdade, depois dele). Como todas as comédias, eu não vou estragar as cenas para quem não viu, a minha particularmente  preferida, é quando dois jovens tentam assaltar Dundee com uma faca. 


Você com certeza, vai rir do que acontece a seguir. Depois de tudo somado, podemos afirmar: uma ótima comédia!. Ignore qualquer crítica que você tenha ouvido sobre esse filme, e curta essa bela produção. Nota 8,5.

Direção de Peter Faiman.

domingo, 24 de março de 2019

Elvira, a Rainha das Trevas (1988)

Ao chegar em um pequeno vilarejo, onde herdou uma mansão decadente, uma famosa artista performática chamada Elvira (Cassandra Peterson), entra em conflito com um tio malvado e pessoas preconceituosas da cidade, que querem queimá-la na fogueira. Este é um grande filme de divulgação, para um personagem já existente, na mesma  tradição de personagens como ERNEST e Pee Wee Herman. Não veio para mudar a história do cinema, e sim para entreter. Ele ainda tem uma mensagem moral simples e gentil, sem nenhum custo extra. Elvira (ou melhor, Cassandra Peterson) era uma figura experiente, e que já possuía seu próprio programa de TV (também foi cantora de heavy metal e namorada de Elvis Presley), onde comentava sobre filmes de terror, vestida de viúva-negra, em um estúdio de Los Angeles. 


Ela realmente não roubou seu personagem das produções simplistas da década de 50, como muitos dizem por aí. Esse tipo de representação mítica, pertence a quem faz melhor; e Cassandra Peterson o faz muito bem. O vilão, William Morgan Sheppard, também está excelente, no papel de Vincent. Ele representa o mal, de forma bem refinada. Os produtores fizeram deste filme um piloto, para uma série de televisão, que infelizmente nunca foi feita, devido às suas referências sexuais inoportunas. 


Este aqui, no entanto, é muito divertido, ele foi seguido, alguns anos depois, pelo razoável "As Loucas Aventuras de Elvira", que se espelhava nos velhos filmes de Roger Corman, mas não conseguiu tanto êxito. Assista a isso para uma experiência divertida! Não há falhas técnicas graves por aqui. 


A execução é muito boa, funcionando como comédia e pseudo-filme de terror. Meus profundos elogios ao diretor, James Signorelli, e toda a sua equipe. Nota 9.

Direção de James Signorelli.

sábado, 23 de março de 2019

Os Deuses devem estar loucos (1980)

Comédia, um tanto exótica e absurda, sobre um bosquímano africano (o simpático selvagem Nixau), que encontra a civilização moderna e seus aspectos estranhos, incluindo um cientista desajeitado e um bando de revolucionários. O filme começa com um olhar sobre os bosquímanos, e um narrador (Paddy O'Byrne) nos diz que tipo de pessoas eles são; amigáveis e sem qualquer conhecimento sobre o mundo, além do deserto de Kalahari. Quando vêem um avião, pensam que é um pássaro estranho ou até mesmo um Deus. Um dia, um piloto joga uma garrafa de vidro do avião e a coisa é encontrada pelos bosquímanos. Eles nunca viram nada que seja suave e duro como esse objeto e acham muito útil. 


Eles acreditam ser um presente dos deuses. O problema é que os deuses deram apenas um objeto, e agora eles têm que compartilhar algo que é muito difícil de compartilhar. Pela primeira vez, eles sentem emoções como raiva e ciúme. É decidido que a coisa é uma "Coisa do Mal", e deve ser lançada da terra, e Xixo (NiXau, um não ator e verdadeiro bosquímano) é o único a fazer isso. 



Essas cenas dão uma visão muito engraçada, de como o homem branco civilizado se tornou o que ele é hoje. O filme em si, tem uma premissa interessante, misturar atores profissionais, com pessoas simples, de uma tribo afastada....e por incrível que pareça, isso foi um sucesso, gerando mais 4 produções, além dessa. "Os Deuses...", com seu humor simples, funciona muito melhor que a maioria das comédias modernas. A maneira como os bosquímanos falam é engraçada o suficiente, para gostar desse clássico. 


Felizmente, há muito mais, incluindo uma pequena mensagem, desafiando sutilmente a crença de que a civilização branca tem todas as respostas, ridicularizando gentilmente muitas de nossas suposições ocidentais. Uma produção única, com uma brilhante combinação de humor sútil, música agradável, vida selvagem e cenários exclusivos, tudo lindamente entrelaçado em um filme quase "estilo de estrada", em torno das aventuras de um simpático homem das selvas. Nota 9.

Direção de Jamie Uys.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Admiradora Secreta (1985)

No último dia, antes das férias de verão, Michael (C. Thomas Howell - grande ícone oitentista) recebe uma carta de amor apaixonada, mas anônima. Ele suspeita, ou melhor: espera, ser de Deborah (Kelly Preston - senhora John Travolta), a garota que ele gosta desde muito tempo, mas que namora apenas estudantes universitários mais velhos. No entanto, Deborah mostra-lhe frieza e arrogância. Então, sua melhor amiga, Toni (Lori Loughlin), aconselha-o a escrever uma carta anônima em troca. Porém, esses telegramas chegam às mãos erradas e causam muita confusão em suas famílias, até que seja revelado, quem realmente escreveu essas cartas. 


Temos aqui vários ícones da década oitentista: Howell (UMA ESCOLA MUITO LOUCA), Loughlin (TRÊS É DEMAIS), Preston (A PRIMEIRA TRANSA DE JONATHAN), Corey Haim (SEM LICENÇA PARA DIRIGIR), Casey Siemaszko (TE PEGO LÁ FORA), Geoffrey Blake (YOUNG GUNS), Courtney Gains (NAMORADA DE ALUGUEL) etc. Este é mais um clássico esquecido, o que nos deixa feliz, por que não podemos mais ver coisas assim no cinema. 


É muito divertido, mas também apresenta um pouco de drama. Contém algumas risadas genuínas, e de longe, foi o melhor filme teen da década de ouro (80's). O roteiro é realmente muito engraçado, além de ter um elenco ótimo! A parte legal aqui, é que a situação é realmente plausível de se acontecer! Além disso, mostra como tirar a conclusão errada, pode desencadear mal entendidos malucos e situações totalmente adversas. 


Se você busca apenas uma comédia divertida, se não única ou excepcional, leve e direta, "Admiradora..." é para você. Nota 9.

Direção de David Greenwalt.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Monty Python - O Sentido da Vida (1983)

Por que estamos aqui, o que é isso tudo? O grupo britânico de humor "Monty Python" está tentando responder a questão mais importante da Terra: qual é o significado da vida? Eles o fazem, explorando os vários estágios da vida, começando com o nascimento. Um médico parece mais interessado em seu equipamento, do que em entregar o bebê ou cuidar da mãe; um casal católico romano, tem um monte de filhos porque "todo esperma é sagrado" e tudo acaba em um musical. Na parte de crescimento e aprendizagem da vida, os estudantes católicos assistem a um serviço da igreja um tanto estranho, e a uma lição de educação sexual. 


Na guerra, o plano de ataque de um oficial é frustrado por seus subordinados e a perna de um oficial é mordida por um tigre etc....É muito difícil alguém achar graça no Monty Python hoje em dia, mas eles foram muito importantes para a criação do humor moderno, servindo de base para muitos artistas. Aqui no Brasil, nomes como Jô Soares, Chico Anysio e até grupos modernos como Casseta/Planeta e Hermes&Renato, foram influenciados por eles. Mas voltando ao filme, "O Sentido da Vida" é constituído por uma série de esquetes, não sendo um filme narrativo, o que pode ser novidade (e até um incômodo) para muitos que o assistem pela primeira vez. Não dá para negar que, "O significado..." seja uma ótima comédia. 


É grosseira e rude, como o típico humor barato, mas possui uma inteligência, que transforma qualquer aberração, na melhor aula sobre educação sexual do mundo. Talvez, em retrospecto, as falhas deste filme sejam maiores do que a de outras produções do mesmo grupo, mas de uma certa maneira, todas estão no mesmo nível de criatividade, o que faz de "O sentido...", o melhor título já feito pelo Python, na minha opinião, e na maioria dos telespectadores. Nota 8,5.


Direção de Terry Jones, Terry Gilliam.

domingo, 17 de março de 2019

Dois Loucos na Noite (1994)

Mais uma comédia musical, no mesmo estilo de "Wayne's World" e "Bill&Ted". Os roqueiros Buddies Hubbs (Bradford Tatum) e Joe (Michael Kopelow), estão dirigindo por aí, procurando por álcool e garotas legais, quando ouvem falar especialmente, sobre duas delas. Eles decidem visitá-las, apesar de elas pertencerem a um criminoso enlouquecido. THE STONED AGE é um filme aparentemente tosco, mas isso realmente não importa, porque é muito divertido. O elenco é excelente, e o diretor mantém as coisas em um interessante movimento. Há sexo e nudez, muita bebida, travessuras maldosas, e uma grande trilha sonora, de rock dos anos 70. 


Muitas pessoas chamam esta produção, de uma versão estúpida de "Jovens, Loucos e Rebeldes", o que não é verdade, porque ambos os filmes se propuseram a fazer algo completamente diferente. Com isso dito, este aqui tem tantos momentos hilários, que é impossível não curti-lo. Eu acho que muito da curtição vem de Tatum e do Joe, que é um pouco tolo, quando eles entram em uma situação ruim, após a outra. Ou, devo dizer, que Joe entra em uma situação ruim após a outra, e você só quer ver o cara sair ileso. O roteiro certamente, não é nada inovador, mas é muito legal e temos ótimas risadas ao longo do caminho. 


A química entre os dois protagonistas é bem memorável, e eu sinto muito falta disso, nas produções atuais (curiosidade, China Kantner, filha de Grace Slick do Jefferson Airplane, aparece aqui, no papel de Jill). O nível de entretenimento provavelmente será ainda maior, se você puder sentir alguma empatia, por esses dois caras. 


A encrenca com a polícia, à procura de gatas, o puro rock'nroll e todas as outras confusões, faz deste filme um estilo de vida, que  nunca envelhece. Está na vanguarda da comédia intuitiva e pensativa. Para aqueles que possuem esse exemplo de vida mundano, esperamos que isso, os encoraje a continuar sempre! Nota 9.

Direção de James Melkonian.

A Dama de Vermelho (1984)

Teddy (Gene Wilder) é um homem de meia-idade, que tem uma boa esposa, filhos, amigos e um bom trabalho. Ele aparenta ter  tudo o que quer; até que um dia, ele vê uma mulher linda (Kelly Lebrock) de vestido vermelho e enlouquece! Agora, ele deseja tê-la...Este é realmente um filme muito interessante. Tem algumas situações cômicas, mas há muito mais, do que uma comédia de rotina. Esta história é sobre um homem, Teddy, que tem amigos que estão "flertando", e vêem uma mulher, que realmente os impressionam ao máximo. Ela é uma bela modelo, que desperta seus instintos e ele fica obcecado com a ideia de ter um caso com ela. 


Ao longo do caminho, ele é avisado das armadilhas de tal decisão (na maior parte das vezes, avisos muito engraçados), mas sua obsessão é forte demais para resistir. O filme é também, sobre a crise de meia-idade de Wilder, e como ele mantém seu status entre os amigos. Ele tem a esposa atraente (Judith Ivey), filhos adoráveis, e se vê aproximando de uma decisão inevitável. Acho que Wilder deveria ser elogiado por este excelente roteiro inusitado, cômico, interessante, e que falará em voz alta, para aqueles que se arriscam a fazer o mesmo. 


As mulheres podem apreciar este filme mais do que os homens, pois realmente tem uma mensagem importante para quem é casado, mas de vez em quando sofre suas tentações. Esta história vai demonstrar ao espectador, uma gama de emoções: o romance, a aventura do proibido e o valor de dar uma boa olhada em sua própria vida. 


É uma produção que fará você rir, sentir muitas emoções e fazer pensar. A trilha sonora é inesquecível: Steve Wonder - "I Just Called To Say I Love You"....Nota 9.

Direção de Gene Wilder. 

terça-feira, 12 de março de 2019

As Novas Aventuras de Cheech E Chong (II) (1980)

Nesta absurda aventura, Cheech (Cheech Marin) deve lidar com a perda de seu emprego, seu vizinho agressivo e tentar um esquema com a bela Donna (Evelyn Guerrero). Enquanto isso, Chong (Thommy Chong) conhece o primo de Cheech, e os dois se divertem em Hollywood, com um grande saco de "flores" e uma Ferrari envenenada. Ao longo do caminho, eles encontram todo mundo, desde Pee Wee Herman (Paul Reubens), até alienígenas muito legais. Este filme é divertido de assistir, não tem muito enredo (bem, não há história), mas há boas piadas, e situações que você vai sorrir. 


O enredo básico é que Cheech está tentando ter um bom encontro, enquanto Chong está festejando com o primo de Cheech (eles se drogam, vão em uma loja de música, um salão de massagens, um clube de comédia, e até vão para a casa de alguém que nem sequer conhecem rsrs). É muito difícil de acreditar que esses dois comediantes, que pregavam o uso livre de drogas, tenham feito tanto sucesso (mas fizeram!)...Chong inclusive é pai da atriz Rae Dawn Chong (bela atriz negra que participou de COMMANDO; CONTOS DA ESCURIDÃO). 


Comparado com as outras produções deles, este aborda muitos temas e fornece muitas risadas. Parte dos diálogos, ainda são modernos e estão em nosso cotidiano, mesmo depois de quase 40 anos. Quase todos admitem que este segundo filme de Cheech e Chong, não é tão bom quanto o primeiro ("Up In Smoke" - 1978). 


Eu concordo com eles, enquanto o primeiro filme teve muitos momentos memoráveis ​​e clássicos, este não tem esse nível de impacto. Ainda é divertido e engraçado, mas não o marco cultural do primeiro episódio. O elenco se destaca também com Paul Reubens, Phil Hartman, Elvira, Edie McClurg e os Groundlings etc. Não tão bom, não tão ruim. Nota 7,5.

Direção de Thommy Chong.

domingo, 10 de março de 2019

Vice - Versa (1988)

Ao retornar de uma viagem de compras ao exterior, para a loja de departamentos em que trabalha, Marshall (Judge Reinhol - UM TIRA DA PESADA), descobre que está de posse de um estranho crânio ornamental. Ele é divorciado e cuida de seu filho, o garoto Charlie (Fred Savage, o inesquecível Kevin Arnold, de ANOS INCRÍVEIS) por alguns dias. O crânio tem poderes especiais, e quando Marshall e Charlie simultaneamente desejam que eles tenham a idade um do outro, pai e filho trocam de corpos. Agora, Charlie tem que ir trabalhar, e Marshall para a escola. Charlie também tem que lidar com a namorada de Marshall. 


Se isso não bastasse, dois contrabandistas estão em busca do crânio. Este filme não é o mais original, em se tratando de comédias estilo "body switching" (troca de corpos), mas, pelo seu baixo orçamento, Vice-Versa é o mais engraçado, mais inteligente e mais memorável deles. Reinhold não recebeu a indicação ao Oscar que Tom Hanks recebeu, e mais ou menos sumiu, depois de fazer esse filme. Ele participou de vários blockbusters dos anos 80, e roubou muitas cenas neles (PICARDIAS ESTUDANTIS; UM TIRA DA PESADA; POR FAVOR, MATEM MINHA MULHER). 



Mas nesta produção, ele está em seu momento de glória, e engraçado como adulto, e como garoto de 11 anos. Fred Savage é igualmente brilhante - muito convincente quando se torna o pai. O filme constrói bem as piadas, e consegue extrair o máximo dos outros atores, como Swoosie Kurtz no papel de Tina, e David Proval interpretando Turk. 


Vice-Versa possui um bom roteiro, e também tem muita diversão moral e limpa, sendo um filme familiar honesto, tão sincero quanto "Charlie está no corpo de Marshall", embora possa estar copiando alguma fórmula antiga, em minha própria humilde opinião, ele consegue ser o melhor, do que os outros filmes neste estilo. Nota 8.

Direção de Brian Gilbert.

sábado, 9 de março de 2019

Em busca de confusão (1991).

Bad Attitudes. Filme de ação/comédia familiar. O enredo gira em torno de dois sequestradores do leste europeu (Robert Firth e Maryedith Burrell), que assumem o controle de um avião; A ideia inicial deles, era sequestrar um bilionário, porém, acabam encontrando no caminho, um grupo de crianças inteligentes e com péssimo comportamento. O elenco não é dos mais conhecidos, mas até que funciona bem, ou seja, existe uma química entre os jovens, e os vilões que eles capturam, como por exemplo a vilã Katyana (a experiente atriz Maryedith Burrell). Esse filme trabalha em cima, da paranóia norte-americana de sequestros e terroristas russos. 


Não que isso não aconteça de vez em quando, mas o que se nota por aqui, é que eles preferiram transformar em humor, algo que até pouco tempo atrás, era motivo de muita preocupação por parte do FBI (é só lembrar os acontecimentos trágicos, do 11 de setembro). 


Sobre os atores, temos poucas informações sobre eles, principalmente as crianças (Ellen Blain - sua última aparição foi em PLANTÃO MÉDICO; Eugene Byrd - atuou em ANACONDA 2; Ethan Embry - participou do clássico FÉRIAS FRUSTRADAS EM LAS VEGAS), porém, temos a curiosa participação da atriz Maggie Roswell, famosa por dar voz a dois personagens, no seriado dos SIMPSONS (Helen Lovejoy/Maude FLANDERS); aqui no filme, ela faz o papel da mãe, da melhor personagem, a garota-roqueira-descolada Angela (muito bem interpretada pela atriz mirim Meghann Haldeman, que trabalhou no seriado THE NANNY, ao lado de Fran Dresher); e também temos o ator Raymond Forchion, no papel de Cohn; Ele também interpretou o bartender gente-fina, no clássico absoluto FÉRIAS DO BARULHO, com Johnny Depp. 


Se você está procurando uma comédia leve e engraçada, esta é a escolha! É muito inteligente, divertida e com um pouco de humor negro, bem como uma "bela" mensagem para os pais cuidarem bem de seus filhos ... Um aperitivo para todos! Nota 8.

Direção de Alan Myerson.

Quem é essa garota (1987).

Depois de ficar quatro anos, injustamente presa, Nikki Finn (ninguém menos que Madonna), se prepara para sair e limpar seu nome, tendo como rota a Big Apple, para sua nova aventura. Embora não seja uma ótima comédia, a história é genuína e a atuação se sustenta. Surpreendentemente, Madonna não usa sua sexualidade, tanto quanto no passado e em filmes futuros. Sua graça e charme, acaba conquistando o público. Embora ela estivesse bem sexy na época, não usa isso, como colírio para atrair atenção, uma prova de amadurecimento, no sentido de que Madonna estava crescendo, e tentando se separar de seu passado. 


No final, o filme mostra ela como atriz e não como cantora. Apesar do fraco PROCURA-SE SUSAN DESESPERADAMENTE, dois anos antes, neste aqui, ela teve a chance de se promover fora do palco (música), e para a tela grande como uma atriz cômica. Esta produção paródia tudo: pessoas ricas, personagens desprezíveis do Harlem, carrões Rolls-Royce, policiais gays que seguem Madonna e o personagem Loudon (Griffin Dunne) pela cidade; e a noiva dele, Wendy, que supostamente dormiu com todos os taxistas de Nova York (interpretada por Haviland Morris). 


Hilário! Além disso, Loudon também é responsável por uma raça rara de leopardos (ou alguma coisa nesse sentido). Sem contar que, Madonna tinha um ótimo cabelo platino-loiro anos 80, além da excelente trilha sonora desta produção. Madonna deveria ter feito mais comédia, e foi uma pena que ela não tenha escolhido fazer. Mais tarde, ela se tornou muito mais polêmica, e se envolveu em papéis sombrios e carregados de sexo, nos notórios filmes "CORPO EM EVIDÊNCIA" e "OLHOS DE SERPENTE". Algumas pessoas dizem que Madonna não pode atuar, e isso é bom, as pessoas têm direito a sua opinião, mas acredito que o problema real, é que não conseguem ver a diferença entre Madonna interpretar um personagem no filme, em vez disso, só vêem simplesmente Madonna... e essa é a principal razão pela qual ela é mais respeitada por sua música, do que pelo cinema. 


Ainda é uma comédia divertida dos anos 80. Não para todos, tenho certeza que alguns de vocês não gostarão, então eu recomendaria principalmente para os fãs, mas você nunca sabe, pode se surpreender e gostar! Nota interessante: Um dos amigos de Madonna, de começo de carreira em Nova York, Coati Mundi, aparece no filme interpretando Raoul; ele também foi membro das bandas "Kid Creole e The Coconuts" e "Savannah Band". Nota 8.
Direção de James Foley.