domingo, 30 de junho de 2019

Procura-se Malucos (1989)

Um anúncio no jornal procura estudantes irresponsáveis para trabalhar num spa de prazer. Alguns malucos se candidatam, e tem início a temporada de loucuras. Liderando os malucos, está Jack (James Summer, que atuou em "Loucademia de Polícia 4"). Muita diversão, risadas à vontade e lindas mulheres. Entre as frequentadoras do spa, estão algumas das mais belas modelos da revista Penthouse, esbanjando sensualidade em doses cavalares. Temos aqui, basicamente o enredo típico desse tipo de comédia, ou seja, um grupo de universitários procurando aventuras sensuais, e momentos de distração, onde tudo faz parte do trabalho que se espera em um resort, durante o verão. Este filme é sobre garotas, diversão ao sol, e se distrair nas férias escolares. 


Filmado em um local bonito (Miami, Florida), alguns jovens conseguem a vaga e então se rivalizam, fazendo uma grande festa no final, com uma música que diz: "você tem o poder de fazer o que quiser". É claro, não foi feito para ganhar Oscar ou prêmios de academia, mas para uma comédia dos anos 80 estilo-screwball, sem atores de peso, ela faz bem o seu trabalho. 


Na parte de elenco temos James Summer e George Ortuzar; no cast feminino, as lindas Amy Lynn Baxter, Sherrie Rose, e Chantal. O diretor Paul Madden também é famoso pelo clássico "Procura-se garotas gostosas" (MIAMI MODELS), de 1994. Esta é uma produção ótima, para assistir em uma noite de sábado, para rir e ter um bom passatempo. 


Uma dos aspectos sobre este filme, é que você pode ser livre como ele, e assisti-lo é uma boa opção. Você não vai se arrepender. Nota 8.

Direção de Paul Madden.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Loverboy, o Garoto-de-Programa (1989)

Randy (Patrick Dempsey - NAMORADA DE ALUGUEL) ainda está deslocado depois de 2 anos na faculdade. Para piorar, seu pai não vai mais pagar a mensalidade, e Randy acaba tendo que arranjar um emprego como entregador de pizzas. Várias mulheres atraentes pagam US $ 200 pela entrega de pizza, e "serviços secretos prestados". Será que isso terminará bem? Dempsey foi mestre neste tipo de filme, na década oitentista. Ele interpreta o desajeitado e desengonçado rapaz jovem, que sem querer, se torna um "loverboy", pronto para realizar todos os desejos femininos. Este clássico é muito divertido! É uma situação cômica após a outra. 


Kate Jackson, Carrie Fisher, Kirstie Alley e Barbara Carrera estão muito bem em seus papéis. É interessante porque Randy tem que esconder sua nova reputação de seus pais, e quase todos os outros conhecidos. Algumas conclusões são apressadamente tiradas, sobre o que Randy pode estar fazendo (alguns chegam a duvidar de sua sexualidade rsrs). Além disso, Randy, um cara de aparência frágil, também deve se esconder dos maridos traídos que querem destruí-lo, assim que descobrem o motivo de suas esposas ficarem alegres de repente. 


É muito triste ver que esse filme não tenha o reconhecimento merecido. Definitivamente não é um primor, mas não é de todo ruim. Eu gostaria de sugerir a você, que está acostumado aos filmes que não parecem muito promissores. Tem um bom elenco, com algumas figuras bem conhecidas, que talvez não se orgulhem dele em seus currículos (afinal, o que a Princesa Léia está fazendo aqui?). 


E quem não se lembra das chamadas do SBT ao som de "Game of Love", de Wayne Fontana? Enfim, não tenha medo de experimentar, você vai gostar! Nota 8,5. 

Direção de Joan Micklin Silver.

sábado, 15 de junho de 2019

Reformatório de Mulheres (1986)

Estrelando 3 musas dos filmes B americanos: Linda Carol (CRIMES DO DESEJO), Wendy O Williams (falecida roqueira e vocalista dos PLASMATICS) e Sybil Danning (HERCULES). A garota Jenny (Linda Carol) é enviada para uma escola-reformatório de mulheres. O local é dirigido pelo cruel diretor e sua mulher Edna (Pat Ast). Jenny terá um longo caminho até tentar escapar, porém ela também terá que lidar com "Charlie" (Wendy OW), a valentona. "Reform School Girls" é tecnicamente um filme estilo Women-in-Prison, mas não espere nada muito pesado/erótico como nos filmes de Jess Franco. O diretor Tom DeSimone quis dar um toque mais leve aqui, projetado para ser divertido e não ofensivo. 


Embora ele forneça a maioria dos ingredientes-padrão do trash/sexy americano - como lutas eróticas, cenas de duchas comunitárias, vestuário mínimo e abuso físico - tudo é feito de forma consciente e amenizada. As mulheres peitudas passeiam em seu dormitório em lingerie sexy, os detentos mais sujos e os membros da equipe são caricaturas grotescas, o diálogo é deliberadamente insípido ('Eu pensei que cheirava peixe'), e o enredo é tão extravagante quanto poderia ser. 


Sejamos sinceros: qualquer filme que tenha Wendy O. Williams (RIP), no topo de um ônibus, em rota de colisão com uma matrona sádica, gorda, com cara de espingarda, chamada Edna, jamais poderá ser levado a sério. 'Reformatório..." é um clássico cult, sobre prisões femininas (milhares de filmes com essa temática, foram feitos ao longo dos anos) e que é prazeroso de se assistir. Wendy O W está completamente hipnotizante, embora sua atuação seja muito ruim para dizer o mínimo. 


Ainda assim, o filme consegue entreter com sua premissa completamente inacreditável. Pat Ast e Linda Carol, fazem desse filme o que ele é, e afinal....por que Sybil Danning aparece na capa do DVD???, eu nunca vou saber, ela mal aparece no filme rsrs. Nota 7,5.

Direção de Tom DeSimone.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Hotel dos Prazeres (1985)

Um grupo de quatro caras sacanas, conseguem emprego em um resort nas praias caribenhas, mas preferem passar mais tempo correndo atrás das hóspedes gatas, evitar o chefe, e deixar o trabalho de lado. Basicamente Marty (Tom Parsekian, modelo-ator que participou de poucas produções), Kenny (Michael Berz, é mais conhecido como dublador e diretor), Brad (Bronson Pinchot, lendário ator de NEGÓCIO ARRISCADO) e Chuck (Dan Schneider, MINHA VIDA É UM DESASTRE), querem se dar bem a todo custo; enquanto Marty, está apaixonado pela bela morena Liza (Debra Kelly, AS PANTERAS; curiosamente ela se casou com Parsekian, algum tempo depois), ficando a todo custo atrás da moça. 


A coisa realmente boa sobre essa produção, é a completa falta de moral. Ao contrário da maioria dos filmes de hoje em dia, e especialmente filmes para adolescentes, "Hot resort" não tenta fazer o espectador ter algum tipo de percepção profunda. A missão dos personagens é simples e pura: pegue garotas, faça amor, encha a cara, consiga dinheiro, e finalmente divirta-se com os hóspedes esnobes. O lance aqui, não significa necessariamente encontrar o amor da sua vida. "Hot resort" está claramente tentando aproveitar a onda dos filmes adolescentes dos anos 80, e ganhar dinheiro mostrando garotas nuas na tela. Então, algumas pessoas podem chamar isso de apelativo. 


No entanto, a abordagem livre de moral, na minha opinião, transforma este filme de algo barato, para 90 minutos bem passados ​​de diversão descomplicada, típica daquele período. Não vou comparar este filme a uma obra-prima como "Porks", mas acho que tem o mesmo espírito anarquista. 


Altamente recomendado, se você gosta de clássicos como FÉRIAS DO BARULHO, FÉRIAS DA PESADA, HOTEL SCREWBALL e FEBRE DE VERÃO. Nota 9.

Direção de John Robins.

sábado, 8 de junho de 2019

O Show de Cosby (1984-1992)

O Show de Cosby (1984-1992). Série de grande sucesso, tendo como estrela o comediante negro Bill Cosby. "The Cosby Show" centra-se na vida da família Huxtable: o obstetra Cliff (Cosby), sua esposa-advogada Claire (Phylicia Rashad), suas filhas Sondra (Sabrina Le Beauf), Denise (Lisa Bonet), Vanessa (Tempestt Bledsoe), Rudy (Keshia Knight Pulliam), e seu filho Theo (Malcolm-Jamal Warner). Baseado na comédia stand-up de Cosby, o seriado se concentra em suas vivências com o "caos" familiar. Embora baseado em comédia, a série também aborda alguns tópicos mais sérios, como as dificuldades de relacionamento e a gravidez na adolescência, entre outros temas. 


Nos anos 80, "The Cosby Show" foi a série número um na América, contando a  história de uma família negra de sucesso. Os chefes da casa eram ricos e bem sucedidos. O personagem Cliff era um médico, e Clair, uma advogada. Foi um sucesso de audiência, pelos momentos engraçados que trouxe. As aventuras dos filhos eram sempre divertidas, e quase nunca traziam algum momento de tédio. 


O bom caráter de Bill Cosby, como Dr. Heathcliff "Cliff" Huxtable, também era motivo de orgulho para o seriado. Eu sempre olhei para Cliff, e até mesmo para o ator, como um modelo para ser seguido (infelizmente, Cosby foi preso recentemente, acusado de uma série de abusos físicos). Na vida televisiva, "Cliff", e até mesmo Bill Cosby, sempre ouviam e davam ótimos conselhos as pessoas. Cosby sempre interpretou grandes figuras paternas, e não é de se admirar que "Cosby Show", tenha sido um grande êxito, e transformado ele em uma figura muito popular e rica, no ramo midiático. 


Infelizmente, este seriado nunca foi exibido no Brasil, mas é possível vê-lo no youtube. Por oito gloriosas temporadas, "Cosby Show" dominou a audiência, sendo um exemplo de sucesso, com toda a magia que a família Huxtable trouxe para o mundo do entretenimento. Nota 9.

Direção de Jay Sandrich.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Tal Pai, Tal Filho (1987)

Dr. Jack Hammond (Dudley Moore), tem grandes chances de se tornar um respeitado superintendente médico, em sua clínica. Então, ele está completamente absorvido em seu trabalho e não entende os problemas escolares do filho adolescente Chris (Kirk Cameron). Por acaso, um dos dois bebe um soro mágico, que promove a troca de cérebros, e muda suas identidades. Isso leva, é claro, a complicações no colégio e no trabalho, mas também à compreensão dos problemas e sentimentos um do outro. O astro Dudley Moore, obviamente, é um comediante muito superior a tudo isso. Está fantástico, como um adolescente preso, no corpo de um adulto. 


Ele tem muitas cenas engraçadas, a minha favorita é o incidente da pastilha elástica/cigarro. Os olhares nos rostos de seus colegas são inestimáveis. Observe também o encontro de Moore com a atriz Margaret Colin (que não está muito bem no papel) e quando ele faz as rondas no hospital. Infelizmente, existem algumas falhas. Há uma quantia razoável de palavrões e referências sexuais (o que torna o filme, um pouco inadequado para crianças). 


Ele desperdiça o talento de Catherine Hicks (como Dr Amy) em um papel surpreendentemente inútil e desnecessário; e Sean Astin (astro de OS GOONIES) como o super-irritante melhor amigo Trigger, seu companheiro "maluco". "Like Father, Like Son" é provavelmente a mais atraente história sobre troca de papéis dos anos 80, apresentando conflitos típicos do período jovial, e também trazendo os astros adolescentes daquela época: Kirk Cameron e Sean Astin. 


As crianças menores podem apreciá-lo simplesmente pela história (apesar da falta de novidade), de um jovem recebendo todos os privilégios de ser um adulto, tendo apenas que mudar de aparência e não de atitude. No fim das contas, temos um bom e divertido filme, mesmo com todos os defeitos de produção. A trilha sonora também é bem legal, com bastante funky e flashback, além de muitos penteados e acessórios cafonas, da década de 80. Nota 7,5.

Direção de Rod Daniel.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

O Médico Erótico (1983)

Neste clássico meio terror, meio humor, Steve Martin é um hilário e brilhante neuro cirurgião cerebral, chamado Dr. Hfuhruhurr (pronuncia-se assim mesmo). Ele está infeliz, casado com Dolores, uma verdadeira "mulher do diabo" (a sensual Kathleen Turner, em perfeita sintonia com o papel), como não encontra felicidade no casamento, ele se apaixona por um cérebro-feminino, dentro de um jarro! (que ele somente escuta a voz, dublada pela atriz Sisi Spacek). Este é um filme para os entusiastas de Steve Martin, mas tem a marca do seu próprio humor: a comédia louca e selvagem. No filme há ironia, selvageria, risos, palavrões e é claro, muita diversão. 


Este é o terceiro, de quatro filmes, que o ator fez, com o diretor Carl Reiner, os outros filmes são O IDIOTA (1979), UM ESPIRITO BAIXOU EM MIM (1984) e CLIENTE MORTO NÃO PAGA (1982). Aqui, Martin interpreta em seu estilo peculiar, como sempre. Kathleen Turner, depois de sua atuação em “CORPOS ARDENTES” (1981), repete o papel de esposa casada, malvada e sem amor. Existe uma classificação para o filme, por causa de sua nudez parcial, um pouco de violência e também profanação.


Temos uma espécie de enigma ... o humor idiota serve para pessoas inteligentes? Com Steve Martin e suas piadas, nem precisa pensar muito sobre isso. Há um humor estúpido e, em seguida, um humor mais profundo, mais sombrio e engraçado para aqueles que desejam mergulhar e recuperá-lo depois. 


No elenco, temos também David Warner, Paul Benedict, Merv Griffin, Sissy Spacek (voz), Peter Hobbs, Bob Harks etc. Não há mais, o que se dizer deste clássico, você deve assisti-lô, para o seu bem, ou para o seu mal. Nota 9. 

Direção de Carl Reiner.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Ernest em....A TRILHA DO BRAVO (1987)

Neste filme em particular, o lendário ator de comerciais Ernest (Jim Varney, excelente falecido humorista) é o solitário faz-tudo, em um acampamento de verão para garotos jovens, cuja premissa é baseada em antigos princípios e tradições dos nativos americanos. Ernest gosta muito do seu trabalho e da sua vida simples, mas deseja ser promovido ao cargo de conselheiro do campo, para que ele possa "moldar mentes jovens, em uma visão de mundo direcionada". Então um belo dia, Ernest recebe sua chance. O governador do estado, ordena que o local participe de seu programa "Second Chance", que permitirá que um grupo de delinquentes juvenis do Instituto Estadual de Meninos, participe das atividades do acampamento.


Mas nem tudo será fácil, pois um malvado vilão, o conselheiro Ross Stennis (Eddy Schumacher), tentará boicotar os garotos e atrapalhar os planos de Ernest. Enquanto muitos desprezam os filmes da série ERNEST, eu sempre tive um lugar especial na minha coleção de filmes para ele, em particular. Claro, não é uma produção digna de Oscar, e nem tem muito roteiro, mas rapidamente nos apresentou um ícone, que pode ser considerado, um dos personagens favoritos, desse tipo de comédia física. 


Jim Varney era um bom ator, e seus filmes eram sempre legais e engraçados. Jim sabia o que o povo queria ver, e colocou sua alma em seus filmes. Eles são emocionais e divertidos ao mesmo tempo. O personagem Ernest P. Worrel, incorporava simplicidade, sensatez e simpatia. Além disso, esta produção encarna a velha história do perdedor ensinando uma lição ao valentão, que é um paradigma de história para o qual sempre aguardamos. 


No mais, temos um enredo simples, sobre aquecer corações, distrair mentes jovens, e que era sempre uma boa distração, em um período pré-internet/smartphones. Nota 8.

Direção de John R. Cherry III .

terça-feira, 23 de abril de 2019

Um Vagabundo na Alta Roda (1986)

Um casal de Beverly Hills, Barbara (Bette Midler) e Dave Whiteman (Richard Dreyfuss), são muito ricos, mas não são felizes. Dave é um ocupado homem de negócios, enquanto que sua esposa só está interessada em ioga, aeróbica e outras aulas de meditação. Para piorar, ele está tendo um caso com a empregada doméstica. Seu filho adolescente está confuso sobre sua sexualidade, e sua filha está sofrendo de distúrbios alimentares. Enquanto celebram o dia de ação de graças com muita comida, o mendigo Jerry (Nick Nolte, um ator bem versátil) está faminto, sem teto, dormindo mal e sem seu cachorro. 


Jerry decide terminar sua vida, se afogando na piscina destes ricos. Dave o resgata, e o convida para morar com eles, por um tempo. Será que esse estranho mudará o estilo de vida dessa confusa família? Este não é um dos melhores e mais sérios filmes do diretor Mazursky, mas é bem divertido e ainda permanece na memória. É uma versão norte-americana, do clássico frânces "Boudu sauve des eaux" de Renoir e, no papel do vagabundo patife, tem o grande Nick Nolte, que parece mais um urso desgrenhado neste papel. 


Ele é o personagem resgatado pelo empresário de Beverly Hills, Dreyfuss, que é genial, suave e irradia bondade. O mesmo não pode ser dito de sua esposa, Bette Midler, que é impetuosa, lasciva e que parece estar usando vestidos muito apertados para ela. Midler se move como um mini-tornado, e sua performance tem muito da energia, de seus shows como cantora. Esse três: Nolte, Dreyfuss e Midler trazem inteligência e o talento necessário para toda a trama. Eles parecem estar se divertindo na frente das câmeras, e isso é bem contagiante. 


É claro que possui alguns defeitos, como a moda da época (roupas, cabelos, maquiagem), bem como o excesso de rebeldia, ou bondade de seus personagens. No mais, ainda é um clássico a ser lembrado, pela diversão e química inegável de seus três protagonistas. Nota 9.

Direção de Paul Mazursky. 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Arthur, o Milionário Sedutor (1981)

Arthur (o lendário Dudley Moore ) é um bêbado feliz, sem pretensões, ou qualquer ambição na vida. Ele também é o herdeiro de uma vasta fortuna, que só será dele, se ele se casar com Susan (Jill Eikenberry). Ele não ama Susan, mas ela é tudo aquilo que a família dele espera para uma esposa. Arthur aceita, mas depois conhece uma garçonete sem dinheiro (Linda, interpretada pela então talentosíssima Liza Minnelli - a química entre os dois atores aqui, é fantástica), pela qual ele realmente acaba se apaixonando. Esta produção ainda brilha, graças ao diretor Steve Gordon (infelizmente morreu jovem, com apenas um filme no currículo), e das estrelas Dudley, Liza e John Gielgud, no papel de Hobson. 


Ele produziu uma comédia "screwball", no mesmo estilo daquelas da década de 1930, adaptada para os gostos contemporâneos da época. É claro que as novas gerações nunca entenderiam esse tipo de humor (aliás, ninguém deve se importar com a opinião deles), mas precisam entender que ele existiu e fez muito sucesso, sem esquecer de citar o papel do dublador brasileiro, do personagem principal, que o transformou em uma figura extremamente debochada e carismática. 


A única exceção ruim, é a veterana atriz Geraldine Fitzgerald, que exagera nas excentricidades como a avó Martha. Outra particularidade, é a trilha sonora de Christopher Cross (Arthur's Theme), que inevitavelmente  ganhou o Oscar, pela melhor música daquele ano. Infelizmente, o DVD de 1997, certamente por causa da remasterização, não tem material extra digno de ser citado, exceto algumas fotos e notas de produção. 


Este clássico pode estar esquecido, mas foi exibido por muitos anos na sessão da tarde, mesmo contendo algum tipo de conteúdo adulto. Tristemente, Dudley morreu jovem, em 2002, aos 66 anos. Por aqui, nunca o esqueceremos e nem o "seu" debochado Arthur. Nota 8.

Direção de Steve Gordon

Viva! A babá morreu (1991)

A Mãe de uma família de quatro filhos, sai de férias para o verão. As crianças são as primeiras a comemorar a liberdade, até descobrirem que a mãe contratou a babá do inferno, para cuidar delas...Aqui temos a lindíssima Christina Applegate no comando (a inesquecível Kelly Band, do seriado UM AMOR DE FAMILIA), interpretando Sue, a mais velha de 3 irmãos - Kenny (Keith Coogan), Walter (Robert Gorman), Zach (Christopher Pettiet); e mais a irmã Melissa (Danielle Harris). Animada com sua mãe saindo para a Austrália, Sue Ellen está esperando ter um ótimo verão - isto é, até que ela descobre que vai ser "torturada" pela malvada Sra. Sturak (Eda Reiss Merin), uma bruxa mal-humorada, que lhe dá livros-relatórios, em vez de deixá-la assistir televisão à noite. 


Então, a Sra. Sturak morre - deixando Sue Ellen e seus quatro irmãos sozinhos para sobreviver; o que leva Sue a conseguir um emprego para sustentá-los, colocar comida na mesa e aprender o verdadeiro significado da responsabilidade. A história é muito boa e original, uma mãe sai de férias e deixa seus filhos em casa, com uma babá que logo morre. Basicamente, 20 minutos depois que a babá morre, essa parte da história é excluída do filme. 


Os atores tiveram desempenhos muito bons, apesar da pouca idade deles. Esta produção pretende ser uma comédia, mas realmente não há muio humor descartável no enredo, o que é bom, porque não precisa só de comédia para ser boa. O final é engraçado, embora o filme pareça ser meio curto. Ele soa datado?, sim, basta olhar as roupas, a maquiagem, a música, o cabelo, mas isso não é algo negativo. 


A única parte ruim é a coloração e tratamento da imagem, algo meio típico também daquela época. Para produções feitas em 1991, eu coloco essa em minha lista de dez melhores. Nota 9.

Direção de Stephen Herek.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Uma Noite de Aventuras (1987)

Chris Parker (Elisabeth Shue) concorda em ser babá, enquanto passa por um relacionamento complicado, com o namorado. Esperando uma noite monótona, Chris toma conta de três crianças, para uma noite em frente da TV ... e muito tédio. Mas quando sua amiga frenética Brenda (Penelope Ann Miller - UM TIRA NO JARDIM DE INFÂNCIA) liga e implora para ser resgatada da estação de ônibus, no centro de Chicago, a noite explode em um turbilhão de aventuras arrepiantes. A Babá e as crianças deixam seus arredores suburbanos seguros, e seguem para o coração da cidade grande, nunca imaginando como essa expedição se tornará terrivelmente inesquecível. 


Elizabeth Shue interpreta Chris Parker, que é babá uma noite, mas devido a certas circunstâncias, acaba levando as crianças para fora da cidade, a fim de encontrar uma de suas amigas. O que se segue, são todos os tipos de aventuras envolvendo bandidos, ladrões e gangues. Trata-se de uma produção divertida de se assistir e tem algumas cenas realmente boas. Duas das melhores cenas são: uma luta de território, entre duas gangues em um trem; e uma cena envolvendo o deus do Trovão Thor (bem, não o Thor que você estaria esperando), dentro de uma oficina mecânica. 


É aquele clássico inesquecível, típico dos anos 1980. Seria legal, se ainda pudessem fazer produções assim agora. Os anos 80 foram a melhor década para filmes de todos os gêneros, e este aqui, é apenas um dos muitos feitos na época. 


Ah, e a propósito, acho que Elizabeth Shue e a Penelope Ann Miller estão lindas, e acredito que estão interpretando bons papéis, ambas em começo de carreiras. Nota 8.

Direção de Chirs Columbus.

domingo, 14 de abril de 2019

Surfe no Havaí (1987)

Simplesmente um dos maiores clássicos do gênero, recheado de várias estrelas do surfe da época. Antes de entrar na escola de arte, Rick Kane (Matt Adler - GAROTO DO FUTURO; ÁGUAS PERIGOSAS) sai para surfar na temporada de ondas grandes, na costa norte do Havaí, depois de ganhar uma competição de surfe em uma piscina artificial, no Arizona, em sua terra natal. Uma vez no Havaí, ele imediatamente descobre que não sabe nada sobre os hábitos locais, costumes ou hierarquia, que lhe causam alguns problemas iniciais. Depois de ser roubado pela gangue de surfe local, ele tem a chance de conhecer um famoso artesão de pranchas, o shaper Chandler (Gregory Harrison - grande ator de seriados e filmes B, como A JUÍZA), e depois descobre que eles têm uma conexão artística. 


O shaper oferece a Rick um lugar para dormir e algo para comer. Chandler ensina a ele como "ler" as grandes ondas e a diferença entre os "surfistas de alma" e aqueles que surfam por fama e dinheiro. Rick também consegue chamar a atenção de uma jovem e bela camponesa, Kiani, (Nia Peeples, famosa cantora e atriz da época, conhecida pela música TROUBLE) que aumenta ainda mais a encrenca com os "nativos" do pedaço. 


Além disso, ele faz amizade com o descolado Tartaruga (John Philbin - CAÇADORES DE EMOÇÃO; COLHEITA MALDITA), que apesar de não gostar de novatos, acaba o ajudando com conselhos, para Rick encontrar coragem e determinação, contra os outros competidores e as ondas grandes, como havia sonhado que poderia. 


Diversão garantida, estilo sessão da tarde, sem nenhuma restrição de idade, é aquele filme para se assistir sempre em qualquer situação. Esse, marcou a vida, e as férias daquela galera na faixa dos 40 anos. Nota 10.

Direção de William Phelps.