quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Bikini Hotel (1997)

Comédia sacana-praiana no melhor estilo "screwball". Depois da morte de seu pai,  a personagem Samantha Vance (a gatíssima JJ North) herda o lendário "Tiki Hotel". Ela decide arrumá-lo, mas tem problemas para gerir os negócios. Seus amigos então, tem uma grande ideia, organizar uma festa no hotel chamada "Bikini Hotel", com todas as gatas da equipe vestindo biquínis. Isso desperta ciúmes no pessoal do vizinho Hotel Regent, que deseja transformar o "Tiki" de Samantha, em um estacionamento. 


Tudo culmina em uma competição onde o vencedor poderá ocupar o lugar, em detrimento de seu rival. No que diz respeito a filmes de praia antigos, qualquer coisa com a atriz Julie Strain (no papel de Raquel) merece uma olhada. O mais importante aqui são os dois personagens do início. A camaradagem que eles compartilham é reminiscente da vida no dormitório da faculdade nos anos 90, então se você gosta disso ou não, terá que aturar até o fim (único problema que incomoda, é o corte de cabelo do personagem "Remote" - Tim Lovestedt ). Depois de assistir, eu concluo ser um "bom" filme B: não precisando de muita atividade cerebral, com pequenas referências culturais e criatividade ao longo do caminho. 


Ver homens asiáticos encontrarem maneiras de fazer com que as "empregadas de biquíni" limpem seus quartos, é algo bem hilariante, é claro, afinal trata-se de uma comédia B sem pretensões. 


Atores idiotas como Tim Lovestedt e Tom Tom Typhoon, dão a esse filme a classificação ruim que ele recebe. No mais, temos um desfile de mulheres lindas e maravilhosas, típicas capas de revistas eróticas da década de 90, que quase ninguém mais deve se lembrar, como Fantasia, Tina-Desiree Berg, Chanel Ryan, Shauna Thomas, Cindy Lora, Michelle Haynes etc. Nota 8.

Direção de Jeff Frey.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Mong e Lóide (1995)

Mong e Lóide (1995). Comédia clássica estrela por David Spade, e pelo lendário cômico Chis Farley (Infelizmente morreu precocemente aos 33 anos, depois de uma overdose de drogas). Tommy JR. (Farley) é um cara desajeitado que recentemente se formou na faculdade, depois de  sete anos. Seu pai, Big Tom Callahan (Brian Dennehy), é dono de uma fábrica de autopeças em Ohio. Quando Tommy chega em casa, ele descobre que tem uma vaga na fábrica esperando por ele. Seu pai encaminha Tommy, para o setor de pastilhas de freio da fábrica; e apresenta sua futura madrasta, Beverly (a belíssima Bo Derek), e seu filho Paul (Rob Lowe). 


Mas quando Big Tom morre, a fábrica ameaça fechar, a menos que as novas pastilhas de freio sejam vendidas. Portanto, Tommy deve ir a luta para vendê-las, junto com a ajuda de Richard (Spade), o braço direito de Big Tom. Será que Tommy vai salvar a empresa e a cidade da provável falência?. 


Eu vi esse filme sem saber absolutamente nada sobre ele e seus atores, Chris Farley e David Spade; tenho que dizer que é um bom exemplo de humor simplista. É tão estúpido às vezes, e bem hilário também. Farley é brilhante como o idiota desajeitado que pega a estrada com o homem de confiança de seu pai (o igualmente excelente Spade), para encontrar fundos para salvar o negócio da família. Relaxe, coloque seu cérebro no piloto automático e aproveite a diversão. 


Um grande elenco de apoio também aparece por aqui, como Brian Dennehy (do filme "Cocoon"), Rob Lowe ("Wayne's World"), Bo Derek ("Mulher Nota 10") e Dan Aykroid ("Os Caça-Fantasmas"). Altamente recomendado para uma boa risada e uma tarde de distração passageira. Nota 8.

Direção de Peter Segal.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

A Revanche das Colegiais (1976)

A Revanche das Colegiais (1976). Comédia adolescente, estrelada pela musa teen Cheryl Smith, ex integrante da banda Runaways. O filme gira em torno de um grupo feminino de líderes de torcida, em uma escola que parece estar na Califórnia, mas é chamada "Aloha high school". Elas se divertem com o time de basquete e parecem se preocupar apenas com festas e pegações. Seus dias de alegria são interrompidos, quando o diretor do conselho escolar decide fechar a escola, para que ele e seu parceiro de negócios possam comprar barato e montar um shopping center no local. 


Existe aqui bastante farra escolar induzida por drogas, garotas nuas, jogos de basquete intermináveis e outras "fuleragens", que valem a pena ser conferidas. O ator David Hasselhoff (SUPERMÁQUINA; SOS MALIBU) que interpreta Boner, faz uma participação "não creditada" no filme e até hoje não se orgulha muito disso rsrs. 


Não é realmente um filme perfeito, mas a galhofa, as danças, a pura rebelião feminina (em trajes exóticos) são contagiantes. Também temos Hasselhoff sendo um tolo, um dinossauro gigante e muita música funky estilosa. Algumas cenas deveriam ter sido completamente deletadas (o diretor de cozinha, por exemplo), e outras reduzidas consideravelmente (a partida final de basquete; e o inferno do almoço induzido por drogas); com uma duração de cerca de vinte minutos a menos, assim seria muito mais fluente e vibrante, acredito. 


Não é recomendado para menores de 16 anos, por razões óbvias, mas se compararmos com as coisas de hoje em dia, é um filme bem leve. Foi exibido na TV nos anos 90, na antiga SEXTA SEXY, sessão de filmes adultos da Rede Bandeirantes de Televisão. Nota 7,5.

Direção de Richard Lerner

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

ALF, O E.Teimoso (1986)

Seriado de grande êxito da década de 80. Os Tanners são uma típica família americana de classe média. Um dia, eles descobrem um ilustre visitante. Ele é pequeno, peludo e bem sarcástico. É um alienígena vindo do planeta Melmac. Sem saber o que fazer, eles o nomeiam ALF (Alien Life Form). Alf logo decide que, por mais que sinta falta do seu planeta, há muito o que se explorar na Terra: os Tanners estão dispostos a fazer qualquer coisa para ficar com ele, desde que permaneça na casa de forma discreta. 



Ah, sim, os Tanners também têm um gato, que parece bastante saboroso para o sacana ALF. O elenco era bem entrosado, formado por Paul Fusco (ALF), Max Wright (Willie, o pai), a belíssima Anne Schedeen (Kate, a mãe), e os filhos Benji Gregory (Brian) e Andrea Elson (Lynn). Ao longo da série houve muitas participações especiais, como a dos atores Richard Sanders, Tara Karsian, Bunny Summers e Casey Kasem - todos sempre tiveram um bom desempenho. 



O design da produção era espetacular, os figurinos eram bem desenhados e o enredo sempre alinhado. Apesar do alienígena ter uma identificação bem forte com as crianças (teve uma linha de brinquedos lançada, inspirada nele), o humor de ALF era mais adulto, carregado de fortes doses de ironia, sarcasmo e sacanagem. Mesmo tendo sido criado em 1986, até hoje é exibido na TV aberta americana, bem como no Brasil, no canal a cabo TCM. 



Na época do auge, era transmitido pela rede globo, no fim dos anos 80 e começo dos 90. Apesar de datado, o seriado sempre será lembrado pela sua originalidade e excelente humor. Nota 10.

Direção de Nick Havinga e outros.

domingo, 4 de novembro de 2018

A última festa de solteiro (1984)

Lendária comédia estrelada por Tom Hanks em começo de carreira. Rick Gassko (Hanks) está prestes a se casar com Debbie Thompson (a musa Tawny Kitaen). Seus sogros e o antigo namorado de Debbie, odeiam ele. Todos eles têm dinheiro, enquanto Rick não passa de um motorista de ônibus escolar católico. Seus colegas decidem dar a ele, a maior despedida de solteiro de todas as já realizadas, em um hotel caro, com direito a bebidas, filmes adultos e prostitutas. Seu grupo de amigos consiste em um bando bem eclético, com playboys, alcoólatras, viciados em sexo etc. Entre eles, se destaca o fanfarrão Riko, interpretado pelo ator Michael Dudikoff (estrela da série "American Ninja" e de outros filmes de ação de baixo orçamento). 


Esta é uma daquelas típicas comédias dos anos 80, que trazem muitos tipos de humor adolescente, nudez e piadas sexuais. Dá para chamá-la de clássica, e dizer que cumpre o seu propósito de entretenimento. Essa produção apresenta dezenas de personagens bobos e exagerados, que são a principal razão pela qual é tão divertida de se assistir. Ela traz Hanks em um papel cômico e na verdade, é uma pena que ele não faça mais filmes como este, já que certamente era muito talentoso nisso. 


O filme também tenta apresentar alguns elementos mais sérios, que se concentram no sentido de "ser casado". Não que isso atrapalhe, mas é claro que também distrai um pouco sobre o objetivo dele; ser uma comédia simples e imatura. Além disso há muito pouca história de fato, demonstrando mais a estrutura irresponsável de uma despedida de solteiro. 


É uma produção divertida e simplista, e claro que você acaba se entretendo com ela, não importando o quão ruim e brega seja em algumas cenas (como a participação de um jumento na festa; ou o caso amoroso de um de seus amigos com um travesti). Boa parte dos momentos cômicos são simplesmente ótimos. Uma verdadeira comédia estilosa dos anos 80, estrelada por um jovem e talentoso Tom Hanks. Nota 10.

Direção de Neal Israel.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Negócio Arriscado (1983)

Comédia sacana estrelada por dois astros em começo de carreira: Tom Cruise e Rebecca De Mornay. Os pais de Joel (Cruise), um adolescente de Chicago; saem de férias e ele então, resolve aprontar. Joel decide pegar o Porsche de seu pai, estando acompanhado de uma linda prostituta chamada Lana (De Mornay). Um terrível "acidente aquático" acontece, e isto acaba mal, fazendo com que ele precise de muita grana para consertar a super-máquina. Para conseguir o dinheiro, ele realiza o sonho de todo adolescente, ou seja, transformar a casa em um bordel particular. 


É muito interessante ver aqui estes dois atores iniciantes (Cruise tinha o sonho de ser padre católico poucos meses antes do filme; diferentemente de De Mornay que já havia estrelado antes o romance de Coppola, "O fundo do coração" - mas mesmo assim, sendo tão opostos, aceitaram filmar este clássico). A maioria das comédias não são muito inteligentes. Elas são engraçadas por causa das piadas individuais, sem depender do enredo geral. 


"Negócio Arriscado" é uma exceção, e a razão pela qual funciona bem, é porque conta uma história simples, que pode realmente acontecer. "Você é um garoto do ensino médio", o qual os pais saem de férias por uma semana, deixando  toda a responsabilidade da casa para si. Essa é a configuração. Este filme é inteligente o suficiente para saber o que os jovens pensam nessa idade sobre sexo, dinheiro, prostituição e outras polêmicas.


O personagem Joel tem um enorme carisma, interpretado por um jovem e energético Tom Cruise. O grupo de amigos de Joel também merece ser citado, principalmente o personagem Miles (interpretado por Curtis Armstrong - o lendário Bogger da franquia "Os Nerds"). Ainda tem no elenco Joe Pantoliano no papel de Guido, e Richard Masur no papel de Rutherford. O talento e beleza de De Mornay também ajudou a elevar o nível dessa comédia. Eu me lembro desse filme sendo exibido na sessão da tarde no começo dos anos 90, mesmo tendo algumas cenas bem imprópias...foi o retrato de uma época que com certeza guardaremos bem em nossos corações. Nota 9.

Direção de Roger Donaldson.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Um maluco no pedaço (1990-1996)

Série televisiva dos anos 90 de grande sucesso, estrelada pelo então cantor de Hip Hop, Will Smith. A história era sobre "um jovem humilde da Filadélfia (Smith), que ao ser enviado por sua mãe para morar com o lado rico da família,  acaba indo parar em uma mansão de Bel-Air, em Los Angeles". Apesar dos anos se passarem, este show ainda é moderno, sendo que qualquer pessoa pode assisti-lo. É claro que Will Smith é a estrela do show. Ele se muda para Bell-Air para morar com seus primos ricos, sua tia Vivan e tio Phil. 


A atriz Karyn Parson é linda e muito divertida, mas um pouco mimada, interpretando a prima Hilary; Alfonso Ribeiro é o primo nerd Carlton; James Avery está ótimo como Tio Phil; Janet Hubert é Vivian, uma boa mãe e esposa; Joseph Marcell está excelente como o mordomo Geoffrey; e Tatyana Ali completa o elenco, interpretando a meiga e doce prima Ashley.


Também não podemos esquecer de Jazzy Jeff, parceiro musical de Will Smith na época, e que aparece eventualmente na série interpretando Jazz, o indesejado amigo das ruas de Will e que sempre acaba sendo expulso da mansão. "Fresh Prince of Bel-Air" foi provavelmente a série de maior êxito na Tv, durante aquele período. Existem muitas passagens hilárias, especialmente com Will e Carlton, a química é inegável. O paternalismo de tio Phil nos emociona, cuidando de Will como um filho. Os conselhos de Marcell, como mordomo, sempre rende boas risadas também. Não podemos esquecer das duas primas Ashley e Hilary,  garantindo bons momentos. 


A única decepção é quando eles trocam o personagem da Tia Vivian, por uma atriz que não está nem perto da capacidade de atuação de Janet Hubert, mas enfim, ainda temos o resto do elenco como consolo. O seriado foi exibido no SBT, durante muitos anos, sempre rendendo boa audiência. Pra quem nunca viu, recomendamos mais esta pérola, perdida nos distantes anos 90. Nota 10.

Direção de Shelley Jensen, Jeff Melman etc. 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Mister Bean: O Filme (1997)

Aqui temos Mr Bean, famoso personagem criado pelo humorista britânico Rowan Atkinson, nos mesmos moldes do cinema mudo do gênio Charlie Chaplin. Nesta comédia, Bean trabalha como zelador na Galeria Royal-National, da Grã-Bretanha, mas seus chefes querem demiti-lo, porque ele dorme no trabalho o tempo todo. Porém não conseguem, porque o presidente do conselho da galeria, o defende. Ele é enviado então, aos Estados Unidos, para a pequena galeria de arte de Los Angeles, onde terá que participar da inauguração da maior obra de arte dos EUA (chamada de "Mãe de Whistler"). Se você já assistiu ao show do Mr Bean, você sabe que Rowan Atkinson tem talento. 


Ele possui o estilo cômico e os detalhes do personagem para torná-lo um idiota quase profissional. A versão do filme é razoável, mas não tem o impacto de seu show. Atkinson coloca seu coração nisso, e isso definitivamente é notável. Às vezes parece muito bobo, mesmo para o Sr. Bean, mas trata-se de uma comédia leve, sem muitas exigências. 


Esta produção é mais direcionada às crianças do que aos adultos, e é uma excelente maneira de entretê-las. Os mais velhos que curtem a série, provavelmente encontrarão uma risada, ou duas, no máximo. O humor de Bean, é predominantemente juvenil, e eles são os que realmente apreciam isso. Do ponto de vista técnico, é  boa a cinematografia, atuação e composição. 


Ainda tem no elenco Peter MacNicol como David, John Mills como o homem da cadeira, e a atriz Pamela Reed como Alison. Se você ainda aprecia uma comédia física na mesma linha de um "Gordo e Magro", ou de um "Três Patetas", esse filme não vai te decepcionar. Nota 7. 

Direção de Mel Smith.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Curtindo a Vida Adoidado (1986)

Talvez um dos maiores clássicos da década de 80. O enredo é bem simples. Um garoto do ensino médio chamado Ferris (Mattew Broderick), está determinado a matar aula no colégio, junto de seu melhor amigo Cameron (Alan Ruck), e de sua namorada Sloane (Mia Sara), apesar do diretor (Jeffrey Jones) estar na sua cola. Broderick era brilhante naquela época. A música e os acessórios presentes no filme, podem até distrair e simbolizar um período de gosto duvidoso, mas é a maneira simples que um rapaz esperto deseja abandonar a escola, é que fez deste um estrondoso blockbuster. 


Tudo sobre essa produção é encantador, as "conversas" pós-modernas com a câmera, as artimanhas de Ferris, passando pelas historinhas paralelas que ajudam a moldar a tela geral do filme. Enquanto Mia Sara era muito nova para seu papel, Alan Ruck era bem maduro, se mostrando frio e crítico do comportamento de Ferris, quando necessário. 


Ainda temos Jennifer Grey, interpretando a irmã dedo-duro de Ferris, e Charlie Sheen, no papel do bandido garanhão da delegacia. O trio de amigos basicamente cruza a cidade, usando a Ferrari do pai de Cameron (sem autorização dele, é claro), e dessa maneira, vivem a vida ao máximo. A direção de John Hughes (que também foi roteirista) é bem executada, embora não seja particularmente notável. 


A trilha sonora é típica dos anos 80, preenchida com muita new wave e pop. Dá para finalizar dizendo que os valores da produção são positivos, mas isso só será útil, caso você consiga se conectar com os personagens. Enfim, dá para ficar horas e horas falando sobre esse filme, mas vou parar por aqui por enquanto rsrs. Inesquecível.

Direção de John Hughes.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Apertem os cintos, o piloto sumiu (1980)

Ainda esperançoso pelo amor de sua vida, Ted Striker (Robert Hays) segue Elaine, para o vôo em que ela trabalha como membro da tripulação de cabine aviária. Elaine (Juilie Hagerty) não quer mais ficar com Ted, mas quando a tripulação e os passageiros adoecem com intoxicação alimentar, todos os olhares ficam "voltados" para Ted. "Apertem..." é, foi e sempre será o mestre dos filmes fakes. É sozinho responsável, por literalmente inventar um subgênero de comédia. É o último filme ingênuo dessa geração. Uma sátira as produções de desastre dos anos 70, particularmente a série "Airport". 

Nada faz sentido e não precisa. Não há enredo real, apenas risadas - e muitas delas. Claro que algumas das piadas são datadas, mas assim são as grandes comédias (especialmente paródias). O fato é que, piadas suficientes atingem o alvo,  sendo um daqueles raros filmes em que você está rindo constantemente. 


Esta produção lançou a carreira de Leslie Nielsen, no papel de Dr Rumack,  como um ator de comédia, embora até hoje ele não tenha feito nada tão bom como esta paródia (com exceção de "Corra que a polícia vem ai", é óbvio). 


Também há a participação de diversos astros da época como Lloyd Bridges, Robert Stack, Lorna Patterson, Peter Graves e até dos ex jogador de basquete Kareem Abdul-Jabbar, no papel de Roger Murdock. É sem dúvida, uma obra prima desse tipo de comédia tola, gerando também um segundo episódio ("Airplane 2"), tendo como resultado uma série de imitações que ajudaram a difundir tal humor "de pouca" complexidade. Um verdadeiro "marco".

Direção de  Jim Abrahams e David Zucker. 

quinta-feira, 8 de março de 2018

Galera do Barulho (1989-1992)

Saved by the Bell. Seriado juvenil estrelado pelos atores Mario Lopez (ROMPENDO BARREIRAS) e Tiffani Thiessen (BARRADOS NO BAILE). Os jovens Slater (Lopez), Kelly (Thiessen) e Lisa (Lark Voorhies) compartilham suas experiências de vida, durante os "difíceis anos escolares". Muitas pessoas pensam que este show é somente sobre o ensino médio, mas não é, é sobre pessoas comuns lidando com seus problemas. Enquanto eles se envolvem em situações estúpidas, você também se lembra e se identifica, sendo este o momento de humor. 


Os personagens principais aqui, são como os tipos mais populares da escola, e isso pode ser bom ou ruim, mas é impossível não se identificar com o que está acontecendo em suas vidas. É por isso que este show é bom. Claro que pode ser bobo, mas, novamente, é uma comédia e o ensino médio é bastante divertido e bobo às vezes. 


E outra coisa, a trama ocorre no início dos anos 90, mas não há uma sugestão do início dos anos 90, em qualquer lugar que se encontra aqui. Ele é todo costurado em cima dos anos 80. Os jovens não parecem crianças complicadas que se formaram no ensino médio em 1993, eles parecem e atuam mais como a classe de 1988. Por que isso? talvez a explicação esteja no público-alvo formado por crianças de classe média alta da época. 


Finalizando, dá para dizer que se trata de um seriado bem-humorado, com um seleto grupo de atores, que ficariam famosos anos mais tarde. Só porque não tem muitas brigas e tráfico de drogas, existem aqueles que pensam que é um programa ruim. Eu recomendo isso para qualquer pessoa assistir, pois trata-se de uma distração bem leve. Aqui no Brasil, chegou a ser exibido no Sbt, na década de 90, durante um curto período.

Direção de Don Barnhart. 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Férias Frustradas (1983)

National Lampoon's Vacation. Comédia familiar estrelada pelo casal Chevy Chase e Beverly D'angelo. A família Griswold têm uma missão, viajar para o parque de diversões Walley World em suas férias. Mas as coisas não vão acontecer exatamente como planejado, especialmente porque Clark Griswold (Chase), além de ser um bufão, está mais interessado em uma loira misteriosa, dirigindo uma Ferrari vermelha (a bela modelo Christie Brinkley). Mas Clark não está sozinho, com ele vêm sua linda esposa Ellen (Beverly) e seus filhos Audrey (a bela Dana Barron) e Rusty (o lendário Anthony Michael Hall - MULHER NOTA MIL, CLUBE DOS CINCO). 


Ao longo do caminho para Walley World, tudo o que pode acontecer dá errado, e para piorar, acabam dando carona para a insuportável tia Edna (Imogene Coca), que acrescenta mais diversão e drama para essa história. O riso apenas aumenta cada vez mais quando vemos os "sonhos" de Clark ir por ralo abaixo. 


Chevy Chase está em seu melhor papel (embora ele também esteja bem em "Férias Frustradas de Natal"), interpretando um pai-otimista-real. O resto do elenco é razoável, e Beverly D'Angelo está surpreendentemente bem como mãe da turma. As duas crianças, Audrey e Rusty, são filhos típicos, mas não são óbvios, o que é outra coisa boa sobre esse filme. Não é nenhuma surpresa que John Hughes, escritor/diretor dos filmes de humor dos anos 80, escreveu isso, ou que Harold Ramis (Groundhog Day, Ghostbusters, Striped, Analyze This) dirigiu o filme. Com a participação de John Candy, Randy Quaid, Eugene Levy, Brian Doyle Murray (que interpretou o chefe de Clark em "Christmas Vacation") entre outros; "Férias..." é um triunfo cômico dos anos oitenta, e que agora é um ícone de como fazer um boa comédia sem apelativos. 


Também gerou mais três sequências de sucesso: "FÉRIAS FRUSTRADAS NA EUROPA"; "FÉRIAS FRUSTRADAS DE NATAL" e ""FÉRIAS FRUSTRADAS EM LAS VEGAS".

Direção de Harold Ramis.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Três Solteirões e um Bebê (1987)

3 Men and a Baby. Três amigos solteiros - o arquiteto Peter (Tom Selleck - "Magnum"), o artista Michael (Steve Guttenberg - "Loucademia de Polícia") e o ator Jack (Ted Danson - "Acertando as contas com o papai"), dividem um apartamento em Manhattan. Depois que Jack vai filmar na Turquia, seus dois companheiros são surpreendidos ao encontrarem um bebê (provável filha de Jack) - deixada em frente de sua porta. Os dois tentam cuidar da criança, e percebem o quão difícil isso pode ser. Será que esse bebê irá mudar o estilo de vida desses solteiros convictos?. É uma história simples, bem executada pelo diretor Leonard Nimoy (o eterno senhor SPOCK de Star Trek) em uma de suas incursões atrás das câmeras. 


A verdade é que há pouco a discutir sobre isso no filme. Tudo se resume a Guttenberg, Danson e Selleck em um apartamento cuidando de um bebê. A natureza leve e descontraída do filme, o torna uma experiência de visualização fácil. Mesmo um sub-argumento de estilo de suspense, adicionado ao enredo, não põe em perigo os personagens, e nem aumenta muito o perigo real da história. 


Os três atores principais são carismáticos e você pode facilmente ver por que as mulheres se apaixonariam por eles, embora seja importante notar que o bebê é o verdadeiro ladrão de cena aqui.


Soma-se a isso o talento das atrizes Nancy Travis (Sylvia), Margaret Colin (Rebecca) e Alexandra Amini (Patty); além das gêmeas-bebês Lisa e Michele Blair, que se revezaram no papel da garotinha Mary. Inspirado no clássico francês "3 Men and a cradlle", "Três solteirões..." foi uma das comédias de maior destaque da década, gerando mais duas continuações e grandes bilheterias ao redor do mundo.

Direção de Leonard Nimoy.