terça-feira, 5 de março de 2019

Trocando as Bolas (1983)

Louis Winthorpe (Dan Aykroyd) é um empresário que trabalha para corretora de mercadorias Duke e Duke, propriedade dos irmãos Mortimer (Don Ameche) e Randolph Duke (Ralph Bellamy). Ao discutir sobre assuntos triviais, eles querem concluir  se o ambiente, ou a hereditariedade de uma pessoa, pode determinar o sucesso de sua própria vida. Quando Louis esbarra em Billy Ray Valentine (Eddie Murphy), um traficante de rua, que assume que está tentando roubá-lo, Louis o prende. Ao ver como os dois homens são diferentes, os irmãos Duke tramam um plano, e decidem fazer uma aposta de troca de papéis.  O riquinho Loius suportaria perder/trocar seu emprego, sua casa e seus amigos, para o malandro Valentine? Quando se trata de grandes filmes cômicos, ninguém se lembra da mágica entre Murphy e Aykroyd neste clássico. 


No início dos anos 80, Eddie Murphy era considerado o mais engraçado comediante negro, ao lado de Richard Pryor. Dan Aykroyd e Murphy foram integrantes do Saturday Night Live, e logo depois, já estavam prontos para fazer sua carreira em filmes. Essa produção é um exemplo de uma comédia perfeita. É engraçada sim, mas há muito mais. Com sua história, representação, enredos políticos, raciais e econômicos, aumentam sua grandeza. 


Uma das melhores produções cômicas da década de 1980, ela se destaca por trazer um ainda jovem Eddie Murphy, bem como uma bela performance de Aykroyd, como um ator de caráter. Apesar de ter um tom político por aqui, ainda é um bom filme familiar, se você é esse tipo de família, é claro. 


Ainda temos no elenco James Belushi e Jamie Lee Curtis, entre outros. Essa produção foi figurinha fácil, por muitos anos, na sessão da tarde global, e ainda traz boas recordações. Nota 9.

Direção de John Landis.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O Brinquedo (1982)

Em uma das visitas anuais de seu filho mimado Eric (Scott Schwartz); o milionário norte-americano Bates (Jackie Gleason), convida o garoto para sua loja de departamentos e deixa ele escolher qualquer coisa como presente. Surpreendentemente, Eric escolhe como presente, o zelador atrapalhado Jack Brown (Richard Pryor), que o fez rir com suas palhaçadas. A princípio, Brown sofre muitas humilhações como o "brinquedo" de Eric, mas aos poucos ensina ao menino solitário o que é ter, e ser amigo de alguém. 


É simplesmente um filme divertido e encantador, sobre um menino que decide ter como companhia, o brinquedo "Jack Brown", por uma semana, enquanto ele visita seu poderoso pai. Piadas e lições de vida são os objetivos. Deve-se notar que Schwartz, que também interpretou "Flick" em CONTO DE NATAL, co-estrelou em filmes hardcore XXX, virtualmente destruindo qualquer chance de continuar na indústria dos filmes sérios. 


Esta produção foi um remake americanizado, de uma produção francesa (assim como em TRÊS SOLTEIRÕES E UM BEBÊ). A carreira de Richard Pryor já estava em decadência, quando resolver aceitar este papel de gosto duvidoso (muitos associaram ao racismo, a ideia principal do enredo). Durante os anos setenta, Pryor foi um comediante inovador, que ampliou os limites do gênero. Na década de 80, ele estava estrelando qualquer coisa que lhe pagasse generosamente, não que o filme seja ruim, mas se fosse hoje em dia, acho que não seria viável. A produção sofre de alguns problemas, para dizer o mínimo. Scott Schwarz é chato como o garoto, sim, ele deveria ser, mas seu desempenho em muitos níveis é irritante. 


Há algumas cenas desconfortáveis ​​em relação à babá alemã do menino, e também uma cena embaraçosa, em que o menino faz a Pryor algumas perguntas sobre sexo...Eu acho que se você não levar isso a sério, encontrará alguma maneira de assisti-lo. Ainda não é um clássico, mas uma bela curiosidade apreciada pelos fãs de Richard Pryor. Nota 8.

Direção de Richard Donner.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Irmãos Cara-de-Pau (1980).

Depois da saída de Jake Blues (John Belushi, lendário falecido humorista) da prisão, ele e o irmão Elwood (Dan Aykroyd) vão visitar "The Penguin" (Kathleen Freeman), a última das freiras que os criaram em um colégio interno. Eles descobrem que a Arquidiocese vai parar de sustentar a escola, e vender o local para a Autoridade da Educação. A única maneira de manter o local aberto, é se o imposto de US $ 5000 da propriedade for pago no prazo de 11 dias. Os irmãos querem ajudar, e decidem juntar sua banda de blues e levantar o dinheiro com um grande show. 


Quando partem para a "missão de Deus", eles arrumam muitos inimigos ao longo do caminho. Eles conseguirão arranjar o dinheiro a tempo? ...Com uma ótima trilha sonora, performances e personagens, The Blues Brothers é um excelente pedaço da história do cinema. Esta produção é um manual de como construir uma comédia bem trabalhada, e extremamente divertida. O período em que foi editado e seus idealizadores, deram controle criativo total para a equipe por trás do filme, que lhes permitiram praticamente fazer o que quisessem (Múltiplos acidentes de carro, explosões, etc.). 


Há partes que não possuem sentido, mas esses pequenos problemas são facilmente dissociáveis, fazendo parte da brincadeira. Eu recomendaria este filme para todos os críticos e espectadores comuns, que gostariam de conhecer mais sobre um dos maiores gênios do humor, o americano John Belushi (uma das estrelas do Saturday Nigh Live e que infelizmente morreu de overdose em 1982; sendo também irmão de outro astro, James Belushi ), além disso a música é fenomenal, o elenco é incrível (temos aqui John Candy, Carrie Fisher, Steve Lawrence, a modelo Twiggy, Frank Oz, John Landis, Paul Reubens, Steve Spielberg etc.) e a história é ótima. 


As lendas da música neste filme também são ótimas (John Lee Hooker, Chaka Khan, Matt Murphy, Donald Dunn, Aretha Franklin, Ray Charles etc.). Elas não são apenas um nome aleatório extra, muitos deles desempenham um papel importante em toda trama. Em conclusão, eu recomendo esta produção, se você quiser ouvir um som, ver uma bela dança, bem como dar boas risadas. Nota 10.

Direção de John Landis.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Bikini Hotel (1997)

Comédia sacana-praiana no melhor estilo "screwball". Depois da morte de seu pai,  a personagem Samantha Vance (a gatíssima JJ North) herda o lendário "Tiki Hotel". Ela decide arrumá-lo, mas tem problemas para gerir os negócios. Seus amigos então, tem uma grande ideia, organizar uma festa no hotel chamada "Bikini Hotel", com todas as gatas da equipe vestindo biquínis. Isso desperta ciúmes no pessoal do vizinho Hotel Regent, que deseja transformar o "Tiki" de Samantha, em um estacionamento. 


Tudo culmina em uma competição onde o vencedor poderá ocupar o lugar, em detrimento de seu rival. No que diz respeito a filmes de praia antigos, qualquer coisa com a atriz Julie Strain (no papel de Raquel) merece uma olhada. O mais importante aqui são os dois personagens do início. A camaradagem que eles compartilham é reminiscente da vida no dormitório da faculdade nos anos 90, então se você gosta disso ou não, terá que aturar até o fim (único problema que incomoda, é o corte de cabelo do personagem "Remote" - Tim Lovestedt ). Depois de assistir, eu concluo ser um "bom" filme B: não precisando de muita atividade cerebral, com pequenas referências culturais e criatividade ao longo do caminho. 


Ver homens asiáticos encontrarem maneiras de fazer com que as "empregadas de biquíni" limpem seus quartos, é algo bem hilariante, é claro, afinal trata-se de uma comédia B sem pretensões. 


Atores idiotas como Tim Lovestedt e Tom Tom Typhoon, dão a esse filme a classificação ruim que ele recebe. No mais, temos um desfile de mulheres lindas e maravilhosas, típicas capas de revistas eróticas da década de 90, que quase ninguém mais deve se lembrar, como Fantasia, Tina-Desiree Berg, Chanel Ryan, Shauna Thomas, Cindy Lora, Michelle Haynes etc. Nota 8.

Direção de Jeff Frey.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Mong e Lóide (1995)

Mong e Lóide (1995). Comédia clássica estrela por David Spade, e pelo lendário cômico Chis Farley (Infelizmente morreu precocemente aos 33 anos, depois de uma overdose de drogas). Tommy JR. (Farley) é um cara desajeitado que recentemente se formou na faculdade, depois de  sete anos. Seu pai, Big Tom Callahan (Brian Dennehy), é dono de uma fábrica de autopeças em Ohio. Quando Tommy chega em casa, ele descobre que tem uma vaga na fábrica esperando por ele. Seu pai encaminha Tommy, para o setor de pastilhas de freio da fábrica; e apresenta sua futura madrasta, Beverly (a belíssima Bo Derek), e seu filho Paul (Rob Lowe). 


Mas quando Big Tom morre, a fábrica ameaça fechar, a menos que as novas pastilhas de freio sejam vendidas. Portanto, Tommy deve ir a luta para vendê-las, junto com a ajuda de Richard (Spade), o braço direito de Big Tom. Será que Tommy vai salvar a empresa e a cidade da provável falência?. 


Eu vi esse filme sem saber absolutamente nada sobre ele e seus atores, Chris Farley e David Spade; tenho que dizer que é um bom exemplo de humor simplista. É tão estúpido às vezes, e bem hilário também. Farley é brilhante como o idiota desajeitado que pega a estrada com o homem de confiança de seu pai (o igualmente excelente Spade), para encontrar fundos para salvar o negócio da família. Relaxe, coloque seu cérebro no piloto automático e aproveite a diversão. 


Um grande elenco de apoio também aparece por aqui, como Brian Dennehy (do filme "Cocoon"), Rob Lowe ("Wayne's World"), Bo Derek ("Mulher Nota 10") e Dan Aykroid ("Os Caça-Fantasmas"). Altamente recomendado para uma boa risada e uma tarde de distração passageira. Nota 8.

Direção de Peter Segal.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

A Revanche das Colegiais (1976)

A Revanche das Colegiais (1976). Comédia adolescente, estrelada pela musa teen Cheryl Smith, ex integrante da banda Runaways. O filme gira em torno de um grupo feminino de líderes de torcida, em uma escola que parece estar na Califórnia, mas é chamada "Aloha high school". Elas se divertem com o time de basquete e parecem se preocupar apenas com festas e pegações. Seus dias de alegria são interrompidos, quando o diretor do conselho escolar decide fechar a escola, para que ele e seu parceiro de negócios possam comprar barato e montar um shopping center no local. 


Existe aqui bastante farra escolar induzida por drogas, garotas nuas, jogos de basquete intermináveis e outras "fuleragens", que valem a pena ser conferidas. O ator David Hasselhoff (SUPERMÁQUINA; SOS MALIBU) que interpreta Boner, faz uma participação "não creditada" no filme e até hoje não se orgulha muito disso rsrs. 


Não é realmente um filme perfeito, mas a galhofa, as danças, a pura rebelião feminina (em trajes exóticos) são contagiantes. Também temos Hasselhoff sendo um tolo, um dinossauro gigante e muita música funky estilosa. Algumas cenas deveriam ter sido completamente deletadas (o diretor de cozinha, por exemplo), e outras reduzidas consideravelmente (a partida final de basquete; e o inferno do almoço induzido por drogas); com uma duração de cerca de vinte minutos a menos, assim seria muito mais fluente e vibrante, acredito. 


Não é recomendado para menores de 16 anos, por razões óbvias, mas se compararmos com as coisas de hoje em dia, é um filme bem leve. Foi exibido na TV nos anos 90, na antiga SEXTA SEXY, sessão de filmes adultos da Rede Bandeirantes de Televisão. Nota 7,5.

Direção de Richard Lerner

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

ALF, O E.Teimoso (1986)

Seriado de grande êxito da década de 80. Os Tanners são uma típica família americana de classe média. Um dia, eles descobrem um ilustre visitante. Ele é pequeno, peludo e bem sarcástico. É um alienígena vindo do planeta Melmac. Sem saber o que fazer, eles o nomeiam ALF (Alien Life Form). Alf logo decide que, por mais que sinta falta do seu planeta, há muito o que se explorar na Terra: os Tanners estão dispostos a fazer qualquer coisa para ficar com ele, desde que permaneça na casa de forma discreta. 



Ah, sim, os Tanners também têm um gato, que parece bastante saboroso para o sacana ALF. O elenco era bem entrosado, formado por Paul Fusco (ALF), Max Wright (Willie, o pai), a belíssima Anne Schedeen (Kate, a mãe), e os filhos Benji Gregory (Brian) e Andrea Elson (Lynn). Ao longo da série houve muitas participações especiais, como a dos atores Richard Sanders, Tara Karsian, Bunny Summers e Casey Kasem - todos sempre tiveram um bom desempenho. 



O design da produção era espetacular, os figurinos eram bem desenhados e o enredo sempre alinhado. Apesar do alienígena ter uma identificação bem forte com as crianças (teve uma linha de brinquedos lançada, inspirada nele), o humor de ALF era mais adulto, carregado de fortes doses de ironia, sarcasmo e sacanagem. Mesmo tendo sido criado em 1986, até hoje é exibido na TV aberta americana, bem como no Brasil, no canal a cabo TCM. 



Na época do auge, era transmitido pela rede globo, no fim dos anos 80 e começo dos 90. Apesar de datado, o seriado sempre será lembrado pela sua originalidade e excelente humor. Nota 10.

Direção de Nick Havinga e outros.

domingo, 4 de novembro de 2018

A última festa de solteiro (1984)

Lendária comédia estrelada por Tom Hanks em começo de carreira. Rick Gassko (Hanks) está prestes a se casar com Debbie Thompson (a musa Tawny Kitaen). Seus sogros e o antigo namorado de Debbie, odeiam ele. Todos eles têm dinheiro, enquanto Rick não passa de um motorista de ônibus escolar católico. Seus colegas decidem dar a ele, a maior despedida de solteiro de todas as já realizadas, em um hotel caro, com direito a bebidas, filmes adultos e prostitutas. Seu grupo de amigos consiste em um bando bem eclético, com playboys, alcoólatras, viciados em sexo etc. Entre eles, se destaca o fanfarrão Riko, interpretado pelo ator Michael Dudikoff (estrela da série "American Ninja" e de outros filmes de ação de baixo orçamento). 


Esta é uma daquelas típicas comédias dos anos 80, que trazem muitos tipos de humor adolescente, nudez e piadas sexuais. Dá para chamá-la de clássica, e dizer que cumpre o seu propósito de entretenimento. Essa produção apresenta dezenas de personagens bobos e exagerados, que são a principal razão pela qual é tão divertida de se assistir. Ela traz Hanks em um papel cômico e na verdade, é uma pena que ele não faça mais filmes como este, já que certamente era muito talentoso nisso. 


O filme também tenta apresentar alguns elementos mais sérios, que se concentram no sentido de "ser casado". Não que isso atrapalhe, mas é claro que também distrai um pouco sobre o objetivo dele; ser uma comédia simples e imatura. Além disso há muito pouca história de fato, demonstrando mais a estrutura irresponsável de uma despedida de solteiro. 


É uma produção divertida e simplista, e claro que você acaba se entretendo com ela, não importando o quão ruim e brega seja em algumas cenas (como a participação de um jumento na festa; ou o caso amoroso de um de seus amigos com um travesti). Boa parte dos momentos cômicos são simplesmente ótimos. Uma verdadeira comédia estilosa dos anos 80, estrelada por um jovem e talentoso Tom Hanks. Nota 10.

Direção de Neal Israel.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Negócio Arriscado (1983)

Comédia sacana estrelada por dois astros em começo de carreira: Tom Cruise e Rebecca De Mornay. Os pais de Joel (Cruise), um adolescente de Chicago; saem de férias e ele então, resolve aprontar. Joel decide pegar o Porsche de seu pai, estando acompanhado de uma linda prostituta chamada Lana (De Mornay). Um terrível "acidente aquático" acontece, e isto acaba mal, fazendo com que ele precise de muita grana para consertar a super-máquina. Para conseguir o dinheiro, ele realiza o sonho de todo adolescente, ou seja, transformar a casa em um bordel particular. 


É muito interessante ver aqui estes dois atores iniciantes (Cruise tinha o sonho de ser padre católico poucos meses antes do filme; diferentemente de De Mornay que já havia estrelado antes o romance de Coppola, "O fundo do coração" - mas mesmo assim, sendo tão opostos, aceitaram filmar este clássico). A maioria das comédias não são muito inteligentes. Elas são engraçadas por causa das piadas individuais, sem depender do enredo geral. 


"Negócio Arriscado" é uma exceção, e a razão pela qual funciona bem, é porque conta uma história simples, que pode realmente acontecer. "Você é um garoto do ensino médio", o qual os pais saem de férias por uma semana, deixando  toda a responsabilidade da casa para si. Essa é a configuração. Este filme é inteligente o suficiente para saber o que os jovens pensam nessa idade sobre sexo, dinheiro, prostituição e outras polêmicas.


O personagem Joel tem um enorme carisma, interpretado por um jovem e energético Tom Cruise. O grupo de amigos de Joel também merece ser citado, principalmente o personagem Miles (interpretado por Curtis Armstrong - o lendário Bogger da franquia "Os Nerds"). Ainda tem no elenco Joe Pantoliano no papel de Guido, e Richard Masur no papel de Rutherford. O talento e beleza de De Mornay também ajudou a elevar o nível dessa comédia. Eu me lembro desse filme sendo exibido na sessão da tarde no começo dos anos 90, mesmo tendo algumas cenas bem imprópias...foi o retrato de uma época que com certeza guardaremos bem em nossos corações. Nota 9.

Direção de Roger Donaldson.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Um maluco no pedaço (1990-1996)

Série televisiva dos anos 90 de grande sucesso, estrelada pelo então cantor de Hip Hop, Will Smith. A história era sobre "um jovem humilde da Filadélfia (Smith), que ao ser enviado por sua mãe para morar com o lado rico da família,  acaba indo parar em uma mansão de Bel-Air, em Los Angeles". Apesar dos anos se passarem, este show ainda é moderno, sendo que qualquer pessoa pode assisti-lo. É claro que Will Smith é a estrela do show. Ele se muda para Bell-Air para morar com seus primos ricos, sua tia Vivan e tio Phil. 


A atriz Karyn Parson é linda e muito divertida, mas um pouco mimada, interpretando a prima Hilary; Alfonso Ribeiro é o primo nerd Carlton; James Avery está ótimo como Tio Phil; Janet Hubert é Vivian, uma boa mãe e esposa; Joseph Marcell está excelente como o mordomo Geoffrey; e Tatyana Ali completa o elenco, interpretando a meiga e doce prima Ashley.


Também não podemos esquecer de Jazzy Jeff, parceiro musical de Will Smith na época, e que aparece eventualmente na série interpretando Jazz, o indesejado amigo das ruas de Will e que sempre acaba sendo expulso da mansão. "Fresh Prince of Bel-Air" foi provavelmente a série de maior êxito na Tv, durante aquele período. Existem muitas passagens hilárias, especialmente com Will e Carlton, a química é inegável. O paternalismo de tio Phil nos emociona, cuidando de Will como um filho. Os conselhos de Marcell, como mordomo, sempre rende boas risadas também. Não podemos esquecer das duas primas Ashley e Hilary,  garantindo bons momentos. 


A única decepção é quando eles trocam o personagem da Tia Vivian, por uma atriz que não está nem perto da capacidade de atuação de Janet Hubert, mas enfim, ainda temos o resto do elenco como consolo. O seriado foi exibido no SBT, durante muitos anos, sempre rendendo boa audiência. Pra quem nunca viu, recomendamos mais esta pérola, perdida nos distantes anos 90. Nota 10.

Direção de Shelley Jensen, Jeff Melman etc. 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Mister Bean: O Filme (1997)

Aqui temos Mr Bean, famoso personagem criado pelo humorista britânico Rowan Atkinson, nos mesmos moldes do cinema mudo do gênio Charlie Chaplin. Nesta comédia, Bean trabalha como zelador na Galeria Royal-National, da Grã-Bretanha, mas seus chefes querem demiti-lo, porque ele dorme no trabalho o tempo todo. Porém não conseguem, porque o presidente do conselho da galeria, o defende. Ele é enviado então, aos Estados Unidos, para a pequena galeria de arte de Los Angeles, onde terá que participar da inauguração da maior obra de arte dos EUA (chamada de "Mãe de Whistler"). Se você já assistiu ao show do Mr Bean, você sabe que Rowan Atkinson tem talento. 


Ele possui o estilo cômico e os detalhes do personagem para torná-lo um idiota quase profissional. A versão do filme é razoável, mas não tem o impacto de seu show. Atkinson coloca seu coração nisso, e isso definitivamente é notável. Às vezes parece muito bobo, mesmo para o Sr. Bean, mas trata-se de uma comédia leve, sem muitas exigências. 


Esta produção é mais direcionada às crianças do que aos adultos, e é uma excelente maneira de entretê-las. Os mais velhos que curtem a série, provavelmente encontrarão uma risada, ou duas, no máximo. O humor de Bean, é predominantemente juvenil, e eles são os que realmente apreciam isso. Do ponto de vista técnico, é  boa a cinematografia, atuação e composição. 


Ainda tem no elenco Peter MacNicol como David, John Mills como o homem da cadeira, e a atriz Pamela Reed como Alison. Se você ainda aprecia uma comédia física na mesma linha de um "Gordo e Magro", ou de um "Três Patetas", esse filme não vai te decepcionar. Nota 7. 

Direção de Mel Smith.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Curtindo a Vida Adoidado (1986)

Talvez um dos maiores clássicos da década de 80. O enredo é bem simples. Um garoto do ensino médio chamado Ferris (Mattew Broderick), está determinado a matar aula no colégio, junto de seu melhor amigo Cameron (Alan Ruck), e de sua namorada Sloane (Mia Sara), apesar do diretor (Jeffrey Jones) estar na sua cola. Broderick era brilhante naquela época. A música e os acessórios presentes no filme, podem até distrair e simbolizar um período de gosto duvidoso, mas é a maneira simples que um rapaz esperto deseja abandonar a escola, é que fez deste um estrondoso blockbuster. 


Tudo sobre essa produção é encantador, as "conversas" pós-modernas com a câmera, as artimanhas de Ferris, passando pelas historinhas paralelas que ajudam a moldar a tela geral do filme. Enquanto Mia Sara era muito nova para seu papel, Alan Ruck era bem maduro, se mostrando frio e crítico do comportamento de Ferris, quando necessário. 


Ainda temos Jennifer Grey, interpretando a irmã dedo-duro de Ferris, e Charlie Sheen, no papel do bandido garanhão da delegacia. O trio de amigos basicamente cruza a cidade, usando a Ferrari do pai de Cameron (sem autorização dele, é claro), e dessa maneira, vivem a vida ao máximo. A direção de John Hughes (que também foi roteirista) é bem executada, embora não seja particularmente notável. 


A trilha sonora é típica dos anos 80, preenchida com muita new wave e pop. Dá para finalizar dizendo que os valores da produção são positivos, mas isso só será útil, caso você consiga se conectar com os personagens. Enfim, dá para ficar horas e horas falando sobre esse filme, mas vou parar por aqui por enquanto rsrs. Inesquecível.

Direção de John Hughes.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Apertem os cintos, o piloto sumiu (1980)

Ainda esperançoso pelo amor de sua vida, Ted Striker (Robert Hays) segue Elaine, para o vôo em que ela trabalha como membro da tripulação de cabine aviária. Elaine (Juilie Hagerty) não quer mais ficar com Ted, mas quando a tripulação e os passageiros adoecem com intoxicação alimentar, todos os olhares ficam "voltados" para Ted. "Apertem..." é, foi e sempre será o mestre dos filmes fakes. É sozinho responsável, por literalmente inventar um subgênero de comédia. É o último filme ingênuo dessa geração. Uma sátira as produções de desastre dos anos 70, particularmente a série "Airport". 

Nada faz sentido e não precisa. Não há enredo real, apenas risadas - e muitas delas. Claro que algumas das piadas são datadas, mas assim são as grandes comédias (especialmente paródias). O fato é que, piadas suficientes atingem o alvo,  sendo um daqueles raros filmes em que você está rindo constantemente. 


Esta produção lançou a carreira de Leslie Nielsen, no papel de Dr Rumack,  como um ator de comédia, embora até hoje ele não tenha feito nada tão bom como esta paródia (com exceção de "Corra que a polícia vem ai", é óbvio). 


Também há a participação de diversos astros da época como Lloyd Bridges, Robert Stack, Lorna Patterson, Peter Graves e até dos ex jogador de basquete Kareem Abdul-Jabbar, no papel de Roger Murdock. É sem dúvida, uma obra prima desse tipo de comédia tola, gerando também um segundo episódio ("Airplane 2"), tendo como resultado uma série de imitações que ajudaram a difundir tal humor "de pouca" complexidade. Um verdadeiro "marco".

Direção de  Jim Abrahams e David Zucker.