terça-feira, 20 de agosto de 2019

KENAN E KEL, dois caras muito doidos (1996-2000)

Seriado estrelado pelos comediantes Kel Mitchell e Kenan Thompson. Eles interpretam dois melhores amigos, que moram em Chicago, e estão sempre envolvidos nos esquemas de rápido enriquecimento de Kenan, enquanto Kel, viciado em refrigerante de laranja, acaba sempre estragando tudo. Esse show é realmente interessante. Muitos acreditam que Kenan&Kel são "descendentes diretos" de Will Smith e Carlton, de MALUCO NO PEDAÇO. É claro, que são situações diferentes, mas o humor é o mesmo. É divertido ver alguém agindo de maneira incrivelmente idiota. Kenan, que é o mais esperto dos dois, sempre inventa esquemas ostensivamente práticos, o que nunca dá certo, principalmente porque Kel se atrapalha todo. 


Note que Kel, geralmente é sempre quem cria confusão em primeiro lugar. Esta série, não é como outras comédias de situação, da época. Pela primeira vez, não há necessidade de se humilhar ninguém, para se extrair algumas risadas da platéia. Por alguma razão, quando Kenan & Kel se reuniam, possuiam química, como os antigos astros da comédia em preto-e-branco. 


Os dois se davam muito bem, e conseguiam entreter seu público-alvo. Esses dois caras, foram estrelas do canal Nick, de 1996 a 1999, e a parceria foi tão boa, que até fizeram um filme juntos: GOOD BURGER (esse não tão bom, quanto o seriado). Eu acho que Kenan e Kel foi uma ótima série, e espero que existam mais séries deles por vir. 


Os dois artistas continuam atuando recentemente, principalmente no humorístico Saturday Night Live, e na animação FRANGO-ROBÔ. O seriado foi exibido por anos na Rede Globo, e hoje está na grade do SBT. Nota 8,5. 

Direção de Kim Fields.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

A Garota de Rosa-Shocking (1986)

A Adolescente Andie (a musa teen Molly Ringwald ) é uma das meninas menos populares do ensino médio. Ela geralmente sai com seus amigos Iona (Annie Potts, do filme CAÇA-FANTASMAS) e Duckie (Jon Cryer - do seriado DOIS HOMENS E MEIO). Duckie sempre teve uma queda por ela, mas agora ela conheceu um cara novo na escola, Blane (o grande Andrew McCarthy!). Ele é um dos caras ricos e populares. Será que esse conto-de-fadas pode ter um final feliz?. "Pretty in Pink" é um daqueles ótimos filmes para teens, que dominaram toda uma década.  Eu gosto dele por muitas razões. 


Molly Ringwald é a rainha dos filmes adolescentes nos anos 80. Ela é a causa, de todos esses filmes se tornarem clássicos. Eu também curti o fato, de poder ver aqui, estrelas como Kristy Swanson (A MALDIÇÃO DE SAMANTHA) e Gina Gershon (SHOWGIRLS) em começo de carreira. Nenhuma delas tinham diálogos, mas elas estavam nele. Certifique-se de ver essa comédia, se você tiver uma chance (na verdade, é um drama-romance, mas enfim). 


Romance ou não, é um bom filme.Tem uma trilha sonora fantástica, pessoas legais, grandes protagonistas (até James Spader, faz uma ponta aqui, como o amigo fresco de Blane), e um enredo inteligente, com algumas das cenas mais românticas daquele período. 


Ele define os anos do ensino médio oitentista, com suas turminhas esnobes, que ainda estão por aí até hoje, e os problemas que ocorrem, quando você se apaixona pela pessoa diferente, que pertence as outras "castas" mais altas. Temos também a curiosa participação de mais dois astros: Emily Longstreth e Andrew Dice Clay, ambos estrelaram em 1985, uma das melhores comédias da década, FÉRIAS DO BARULHO, ao lado de Johnny Depp. Nota 10.

Direção de Howard Deutch .

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Te Pego Lá Fora (1987)

Um nerd do ensino médio, Jerry Mitchell (Casey Siemaszko) é encarregado de escrever uma reportagem, para o jornal escolar, sobre o novo aluno Buddy Revell (Richard Tyson), que aparenta ser um maluco psicopata. Quando Jerry, no banheiro, acidentalmente toca no novato encrenqueiro, Buddy fica furioso, e afirma que acabará com a raça de Jerry, em uma briga, no estacionamento do colégio, às 3 da tarde. Jerry desesperado, agora fará praticamente qualquer coisa para evitar o confronto. Nenhum outro filme, consegue captar esse senso de individualidade da década oitentista, quanto em THREE O'CLOCK HIGH. 


Esta produção brilhante, apresenta um herói e um vilão, ambos são solitários. O herói, interpretado por Siemaszko, é um perdedor nato, aquele que não consegue falar em público e enfrenta o riso de todas as outras garotas. O vilão, um jovem Richard Tyson, que nasceu para desempenhar esse papel, é o psicopata bandido que nunca diz uma palavra e nunca permite que alguém o toque. 


Os dois solitários têm um encontro infeliz uma manhã e, quando Jerry Mitchell pede desculpas, ele acidentalmente toca na jaqueta de Buddy Revell. É aí que o drama começa, e logo toda a escola saberá a novidade: porrada às três horas. Buddy Revell vs Jerry Mitchell. THREE O 'CLOCK HIGH é dirigido e editado com sagacidade suprema. Cada segundo do dia é torturante. Cada tique do relógio, aproxima o público da desgraça, com um zoom mais perto, da testa suada de Jerry. Qualquer um, que puser os pés em uma escola ou colégio, sempre se lembrará das cenas. Ao interpretar em excesso, as coisas que vê ao seu redor, o medo de Jerry Mitchell se estende pela tela, e faz cócegas em seu estômago (e nos nossos também, é claro). 


Nenhum outro papel patético de perdedor, foi interpretado tão bem, desde então, na minha opinião. Destaque também para a atriz Stacey Glick, que interpreta a irmã de Jerry, e que infelizmente abandonou a carreira de atriz, depois desse filme. Outro grande clássico inesquecível da Sessão da Tarde, e que vale a pena ser visto, por todas as suas cenas cômicas e trágicas também. Nota 9.

Direção de Phil Joanou.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Meu Amante é de Outro Mundo (1988)

Comédia estrelada por Jim Carrey e Geena Davis. Três alienígenas peludos (e bizarros: Mac - Jeff Goldblum; Wiploc - Jim Carrey; e Zeebo - Damon Wayans) viajam pelo universo em uma espaçonave, quando recebem uma transmissão, com imagens de fêmeas humanas. Eles ficam fascinados por essas criaturas bem-feitas, e descobrem que a transmissão veio do sul da Califórnia, na Terra. Enquanto isso, a garota Valerie Gail (Geena Davis - O PEQUENO STUART LITTLE) sente que seu noivo distante, Dr. Ted Gallagher (Charles Rocket - DEBI E LÓIDE), está fugindo e decide seduzi-lo. Porém, ela o pega traindo-a com uma enfermeira. Então, decide jogá-lo para fora, esmagar suas coisas, e recusa-se a vê-lo novamente. Em meio a tudo isso, a nave espacial dos aliens, cai na piscina de Valerie. 


Ela os leva para dentro de sua casa. Os aliens revelam ser aprendizes rápidos, absorvendo a cultura e a linguagem populares americanas, através da televisão. Uma produção interessante, com um já talentoso Jim Carrey. Os efeitos especiais aqui são toscos, trata-se de uma paródia dos filmes B, dos anos 50. Quando a nave espacial chega, tenta-se reproduzir um autêntico efeito de 1950, não uma reprodução pobre, de tecnologia FX dos anos 80. 


De resto, temos bons valores de produção e direção cinematográfica, dando suporte a um grande elenco (aqui ainda temos um jovem Damon Wayans de EU, A PATROA E AS CRIANÇAS; além de Julie Brown - LOUCADEMIA DE POLÍCIA 2). 


Tudo isso produziu uma das mais esquizofrênicas comédias da década de 80, e que infelizmente acabou não tendo a merecida atenção, devido ao grande números de títulos bons, lançados naquele ano. Nota 8.

Direção de Julien Temple. 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

O Sócio (1996)

Laurel Ayres (Whoopi Goldberg) é uma empresária tentando trabalhar duro, em uma firma de investimento. Mas todos os outros investidores malandros, como Frank Peterson (Tim Daly), levam o seu crédito. Ela então sai, e começa sua própria empresa. Ao tentar encontrar clientes, Laurel finge que tem um parceiro masculino chamado Robert Cutty. E quando ela começa a se sair bem, todos os seus clientes querem conhecer Cutty, o que é difícil, já que ele não existe. Não é muito fácil julgar o estilo de Whoopi, alguns a amam, outros a detestam. Eu prefiro dizer que se trata de uma artista regular, as vezes faz bons papéis como em GHOST, as vezes faz coisas péssimas, como em MUDANÇA DE HÁBITO. 


O SÓCIO é levemente engraçado. Laurel cria um parceiro "silencioso", o Sr. Cutty, que nunca é visto. O mundo financeiro está em um frenesi para conhecê-lo, e sua aparição hilariante no Hotel Plaza, em vez de esclarecer as coisas, contribui para o seu mito. A atriz Dianne Wiest faz um bom papel, como a parceira Sally, uma mulher subestimada. Timothy Daly é perfeito, como o egoísta Frank. O elenco de apoio também é bom. Bebe Neuwirth, Eli Wallach, Austin Pendelton; e Lanie Kazan, como uma divertida escritora de fofocas financeiras. 


Apesar de ser previsível, O SÓCIO oferece alguns momentos engraçados. No geral, o enredo foi bem tratado, com a lição moral predominante, sendo que em todas as esferas da vida, haverá pessoas que são talentosas, mas às vezes passam despercebidas, se não se encaixam no padrão racial (ou outro) usual. A única parte da trama em que as coisas se perdem, foi a aparição do personagem imaginário no hotel; isso foi desleixado e simplesmente não funcionou.


E explodi-lo em um carro - um homem que nem existia - também pareceu um pouco maluco. Mas, além dessas duas questões, o restante está muito bem. Não, não é o maior filme de comédia de todos os tempos, mas é bastante decente, e possui uma bela lição moral. Nota 8,5.

Direção de Donald Petrie.

domingo, 30 de junho de 2019

Procura-se Malucos (1989)

Um anúncio no jornal procura estudantes irresponsáveis para trabalhar num spa de prazer. Alguns malucos se candidatam, e tem início a temporada de loucuras. Liderando os malucos, está Jack (James Summer, que atuou em "Loucademia de Polícia 4"). Muita diversão, risadas à vontade e lindas mulheres. Entre as frequentadoras do spa, estão algumas das mais belas modelos da revista Penthouse, esbanjando sensualidade em doses cavalares. Temos aqui, basicamente o enredo típico desse tipo de comédia, ou seja, um grupo de universitários procurando aventuras sensuais, e momentos de distração, onde tudo faz parte do trabalho que se espera em um resort, durante o verão. Este filme é sobre garotas, diversão ao sol, e se distrair nas férias escolares. 


Filmado em um local bonito (Miami, Florida), alguns jovens conseguem a vaga e então se rivalizam, fazendo uma grande festa no final, com uma música que diz: "você tem o poder de fazer o que quiser". É claro, não foi feito para ganhar Oscar ou prêmios de academia, mas para uma comédia dos anos 80 estilo-screwball, sem atores de peso, ela faz bem o seu trabalho. 


Na parte de elenco temos James Summer e George Ortuzar; no cast feminino, as lindas Amy Lynn Baxter, Sherrie Rose, e Chantal. O diretor Paul Madden também é famoso pelo clássico "Procura-se garotas gostosas" (MIAMI MODELS), de 1994. Esta é uma produção ótima, para assistir em uma noite de sábado, para rir e ter um bom passatempo. 


Uma dos aspectos sobre este filme, é que você pode ser livre como ele, e assisti-lo é uma boa opção. Você não vai se arrepender. Nota 8.

Direção de Paul Madden.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Loverboy, o Garoto-de-Programa (1989)

Randy (Patrick Dempsey - NAMORADA DE ALUGUEL) ainda está deslocado depois de 2 anos na faculdade. Para piorar, seu pai não vai mais pagar a mensalidade, e Randy acaba tendo que arranjar um emprego como entregador de pizzas. Várias mulheres atraentes pagam US $ 200 pela entrega de pizza, e "serviços secretos prestados". Será que isso terminará bem? Dempsey foi mestre neste tipo de filme, na década oitentista. Ele interpreta o desajeitado e desengonçado rapaz jovem, que sem querer, se torna um "loverboy", pronto para realizar todos os desejos femininos. Este clássico é muito divertido! É uma situação cômica após a outra. 


Kate Jackson, Carrie Fisher, Kirstie Alley e Barbara Carrera estão muito bem em seus papéis. É interessante porque Randy tem que esconder sua nova reputação de seus pais, e quase todos os outros conhecidos. Algumas conclusões são apressadamente tiradas, sobre o que Randy pode estar fazendo (alguns chegam a duvidar de sua sexualidade rsrs). Além disso, Randy, um cara de aparência frágil, também deve se esconder dos maridos traídos que querem destruí-lo, assim que descobrem o motivo de suas esposas ficarem alegres de repente. 


É muito triste ver que esse filme não tenha o reconhecimento merecido. Definitivamente não é um primor, mas não é de todo ruim. Eu gostaria de sugerir a você, que está acostumado aos filmes que não parecem muito promissores. Tem um bom elenco, com algumas figuras bem conhecidas, que talvez não se orgulhem dele em seus currículos (afinal, o que a Princesa Léia está fazendo aqui?). 


E quem não se lembra das chamadas do SBT ao som de "Game of Love", de Wayne Fontana? Enfim, não tenha medo de experimentar, você vai gostar! Nota 8,5. 

Direção de Joan Micklin Silver.

sábado, 15 de junho de 2019

Reformatório de Mulheres (1986)

Estrelando 3 musas dos filmes B americanos: Linda Carol (CRIMES DO DESEJO), Wendy O Williams (falecida roqueira e vocalista dos PLASMATICS) e Sybil Danning (HERCULES). A garota Jenny (Linda Carol) é enviada para uma escola-reformatório de mulheres. O local é dirigido pelo cruel diretor e sua mulher Edna (Pat Ast). Jenny terá um longo caminho até tentar escapar, porém ela também terá que lidar com "Charlie" (Wendy OW), a valentona. "Reform School Girls" é tecnicamente um filme estilo Women-in-Prison, mas não espere nada muito pesado/erótico como nos filmes de Jess Franco. O diretor Tom DeSimone quis dar um toque mais leve aqui, projetado para ser divertido e não ofensivo. 


Embora ele forneça a maioria dos ingredientes-padrão do trash/sexy americano - como lutas eróticas, cenas de duchas comunitárias, vestuário mínimo e abuso físico - tudo é feito de forma consciente e amenizada. As mulheres peitudas passeiam em seu dormitório em lingerie sexy, os detentos mais sujos e os membros da equipe são caricaturas grotescas, o diálogo é deliberadamente insípido ('Eu pensei que cheirava peixe'), e o enredo é tão extravagante quanto poderia ser. 


Sejamos sinceros: qualquer filme que tenha Wendy O. Williams (RIP), no topo de um ônibus, em rota de colisão com uma matrona sádica, gorda, com cara de espingarda, chamada Edna, jamais poderá ser levado a sério. 'Reformatório..." é um clássico cult, sobre prisões femininas (milhares de filmes com essa temática, foram feitos ao longo dos anos) e que é prazeroso de se assistir. Wendy O W está completamente hipnotizante, embora sua atuação seja muito ruim para dizer o mínimo. 


Ainda assim, o filme consegue entreter com sua premissa completamente inacreditável. Pat Ast e Linda Carol, fazem desse filme o que ele é, e afinal....por que Sybil Danning aparece na capa do DVD???, eu nunca vou saber, ela mal aparece no filme rsrs. Nota 7,5.

Direção de Tom DeSimone.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Hotel dos Prazeres (1985)

Um grupo de quatro caras sacanas, conseguem emprego em um resort nas praias caribenhas, mas preferem passar mais tempo correndo atrás das hóspedes gatas, evitar o chefe, e deixar o trabalho de lado. Basicamente Marty (Tom Parsekian, modelo-ator que participou de poucas produções), Kenny (Michael Berz, é mais conhecido como dublador e diretor), Brad (Bronson Pinchot, lendário ator de NEGÓCIO ARRISCADO) e Chuck (Dan Schneider, MINHA VIDA É UM DESASTRE), querem se dar bem a todo custo; enquanto Marty, está apaixonado pela bela morena Liza (Debra Kelly, AS PANTERAS; curiosamente ela se casou com Parsekian, algum tempo depois), ficando a todo custo atrás da moça. 


A coisa realmente boa sobre essa produção, é a completa falta de moral. Ao contrário da maioria dos filmes de hoje em dia, e especialmente filmes para adolescentes, "Hot resort" não tenta fazer o espectador ter algum tipo de percepção profunda. A missão dos personagens é simples e pura: pegue garotas, faça amor, encha a cara, consiga dinheiro, e finalmente divirta-se com os hóspedes esnobes. O lance aqui, não significa necessariamente encontrar o amor da sua vida. "Hot resort" está claramente tentando aproveitar a onda dos filmes adolescentes dos anos 80, e ganhar dinheiro mostrando garotas nuas na tela. Então, algumas pessoas podem chamar isso de apelativo. 


No entanto, a abordagem livre de moral, na minha opinião, transforma este filme de algo barato, para 90 minutos bem passados ​​de diversão descomplicada, típica daquele período. Não vou comparar este filme a uma obra-prima como "Porks", mas acho que tem o mesmo espírito anarquista. 


Altamente recomendado, se você gosta de clássicos como FÉRIAS DO BARULHO, FÉRIAS DA PESADA, HOTEL SCREWBALL e FEBRE DE VERÃO. Nota 9.

Direção de John Robins.

sábado, 8 de junho de 2019

O Show de Cosby (1984-1992)

O Show de Cosby (1984-1992). Série de grande sucesso, tendo como estrela o comediante negro Bill Cosby. "The Cosby Show" centra-se na vida da família Huxtable: o obstetra Cliff (Cosby), sua esposa-advogada Claire (Phylicia Rashad), suas filhas Sondra (Sabrina Le Beauf), Denise (Lisa Bonet), Vanessa (Tempestt Bledsoe), Rudy (Keshia Knight Pulliam), e seu filho Theo (Malcolm-Jamal Warner). Baseado na comédia stand-up de Cosby, o seriado se concentra em suas vivências com o "caos" familiar. Embora baseado em comédia, a série também aborda alguns tópicos mais sérios, como as dificuldades de relacionamento e a gravidez na adolescência, entre outros temas. 


Nos anos 80, "The Cosby Show" foi a série número um na América, contando a  história de uma família negra de sucesso. Os chefes da casa eram ricos e bem sucedidos. O personagem Cliff era um médico, e Clair, uma advogada. Foi um sucesso de audiência, pelos momentos engraçados que trouxe. As aventuras dos filhos eram sempre divertidas, e quase nunca traziam algum momento de tédio. 


O bom caráter de Bill Cosby, como Dr. Heathcliff "Cliff" Huxtable, também era motivo de orgulho para o seriado. Eu sempre olhei para Cliff, e até mesmo para o ator, como um modelo para ser seguido (infelizmente, Cosby foi preso recentemente, acusado de uma série de abusos físicos). Na vida televisiva, "Cliff", e até mesmo Bill Cosby, sempre ouviam e davam ótimos conselhos as pessoas. Cosby sempre interpretou grandes figuras paternas, e não é de se admirar que "Cosby Show", tenha sido um grande êxito, e transformado ele em uma figura muito popular e rica, no ramo midiático. 


Infelizmente, este seriado nunca foi exibido no Brasil, mas é possível vê-lo no youtube. Por oito gloriosas temporadas, "Cosby Show" dominou a audiência, sendo um exemplo de sucesso, com toda a magia que a família Huxtable trouxe para o mundo do entretenimento. Nota 9.

Direção de Jay Sandrich.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Tal Pai, Tal Filho (1987)

Dr. Jack Hammond (Dudley Moore), tem grandes chances de se tornar um respeitado superintendente médico, em sua clínica. Então, ele está completamente absorvido em seu trabalho e não entende os problemas escolares do filho adolescente Chris (Kirk Cameron). Por acaso, um dos dois bebe um soro mágico, que promove a troca de cérebros, e muda suas identidades. Isso leva, é claro, a complicações no colégio e no trabalho, mas também à compreensão dos problemas e sentimentos um do outro. O astro Dudley Moore, obviamente, é um comediante muito superior a tudo isso. Está fantástico, como um adolescente preso, no corpo de um adulto. 


Ele tem muitas cenas engraçadas, a minha favorita é o incidente da pastilha elástica/cigarro. Os olhares nos rostos de seus colegas são inestimáveis. Observe também o encontro de Moore com a atriz Margaret Colin (que não está muito bem no papel) e quando ele faz as rondas no hospital. Infelizmente, existem algumas falhas. Há uma quantia razoável de palavrões e referências sexuais (o que torna o filme, um pouco inadequado para crianças). 


Ele desperdiça o talento de Catherine Hicks (como Dr Amy) em um papel surpreendentemente inútil e desnecessário; e Sean Astin (astro de OS GOONIES) como o super-irritante melhor amigo Trigger, seu companheiro "maluco". "Like Father, Like Son" é provavelmente a mais atraente história sobre troca de papéis dos anos 80, apresentando conflitos típicos do período jovial, e também trazendo os astros adolescentes daquela época: Kirk Cameron e Sean Astin. 


As crianças menores podem apreciá-lo simplesmente pela história (apesar da falta de novidade), de um jovem recebendo todos os privilégios de ser um adulto, tendo apenas que mudar de aparência e não de atitude. No fim das contas, temos um bom e divertido filme, mesmo com todos os defeitos de produção. A trilha sonora também é bem legal, com bastante funky e flashback, além de muitos penteados e acessórios cafonas, da década de 80. Nota 7,5.

Direção de Rod Daniel.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

O Médico Erótico (1983)

Neste clássico meio terror, meio humor, Steve Martin é um hilário e brilhante neuro cirurgião cerebral, chamado Dr. Hfuhruhurr (pronuncia-se assim mesmo). Ele está infeliz, casado com Dolores, uma verdadeira "mulher do diabo" (a sensual Kathleen Turner, em perfeita sintonia com o papel), como não encontra felicidade no casamento, ele se apaixona por um cérebro-feminino, dentro de um jarro! (que ele somente escuta a voz, dublada pela atriz Sisi Spacek). Este é um filme para os entusiastas de Steve Martin, mas tem a marca do seu próprio humor: a comédia louca e selvagem. No filme há ironia, selvageria, risos, palavrões e é claro, muita diversão. 


Este é o terceiro, de quatro filmes, que o ator fez, com o diretor Carl Reiner, os outros filmes são O IDIOTA (1979), UM ESPIRITO BAIXOU EM MIM (1984) e CLIENTE MORTO NÃO PAGA (1982). Aqui, Martin interpreta em seu estilo peculiar, como sempre. Kathleen Turner, depois de sua atuação em “CORPOS ARDENTES” (1981), repete o papel de esposa casada, malvada e sem amor. Existe uma classificação para o filme, por causa de sua nudez parcial, um pouco de violência e também profanação.


Temos uma espécie de enigma ... o humor idiota serve para pessoas inteligentes? Com Steve Martin e suas piadas, nem precisa pensar muito sobre isso. Há um humor estúpido e, em seguida, um humor mais profundo, mais sombrio e engraçado para aqueles que desejam mergulhar e recuperá-lo depois. 


No elenco, temos também David Warner, Paul Benedict, Merv Griffin, Sissy Spacek (voz), Peter Hobbs, Bob Harks etc. Não há mais, o que se dizer deste clássico, você deve assisti-lô, para o seu bem, ou para o seu mal. Nota 9. 

Direção de Carl Reiner.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Ernest em....A TRILHA DO BRAVO (1987)

Neste filme em particular, o lendário ator de comerciais Ernest (Jim Varney, excelente falecido humorista) é o solitário faz-tudo, em um acampamento de verão para garotos jovens, cuja premissa é baseada em antigos princípios e tradições dos nativos americanos. Ernest gosta muito do seu trabalho e da sua vida simples, mas deseja ser promovido ao cargo de conselheiro do campo, para que ele possa "moldar mentes jovens, em uma visão de mundo direcionada". Então um belo dia, Ernest recebe sua chance. O governador do estado, ordena que o local participe de seu programa "Second Chance", que permitirá que um grupo de delinquentes juvenis do Instituto Estadual de Meninos, participe das atividades do acampamento.


Mas nem tudo será fácil, pois um malvado vilão, o conselheiro Ross Stennis (Eddy Schumacher), tentará boicotar os garotos e atrapalhar os planos de Ernest. Enquanto muitos desprezam os filmes da série ERNEST, eu sempre tive um lugar especial na minha coleção de filmes para ele, em particular. Claro, não é uma produção digna de Oscar, e nem tem muito roteiro, mas rapidamente nos apresentou um ícone, que pode ser considerado, um dos personagens favoritos, desse tipo de comédia física. 


Jim Varney era um bom ator, e seus filmes eram sempre legais e engraçados. Jim sabia o que o povo queria ver, e colocou sua alma em seus filmes. Eles são emocionais e divertidos ao mesmo tempo. O personagem Ernest P. Worrel, incorporava simplicidade, sensatez e simpatia. Além disso, esta produção encarna a velha história do perdedor ensinando uma lição ao valentão, que é um paradigma de história para o qual sempre aguardamos. 


No mais, temos um enredo simples, sobre aquecer corações, distrair mentes jovens, e que era sempre uma boa distração, em um período pré-internet/smartphones. Nota 8.

Direção de John R. Cherry III .