domingo, 17 de março de 2019

Dois Loucos na Noite (1994)

Mais uma comédia musical, no mesmo estilo de "Wayne's World" e "Bill&Ted". Os roqueiros Buddies Hubbs (Bradford Tatum) e Joe (Michael Kopelow), estão dirigindo por aí, procurando por álcool e garotas legais, quando ouvem falar especialmente, sobre duas delas. Eles decidem visitá-las, apesar de elas pertencerem a um criminoso enlouquecido. THE STONED AGE é um filme aparentemente tosco, mas isso realmente não importa, porque é muito divertido. O elenco é excelente, e o diretor mantém as coisas em um interessante movimento. Há sexo e nudez, muita bebida, travessuras maldosas, e uma grande trilha sonora, de rock dos anos 70. 


Muitas pessoas chamam esta produção, de uma versão estúpida de "Jovens, Loucos e Rebeldes", o que não é verdade, porque ambos os filmes se propuseram a fazer algo completamente diferente. Com isso dito, este aqui tem tantos momentos hilários, que é impossível não curti-lo. Eu acho que muito da curtição vem de Tatum e do Joe, que é um pouco tolo, quando eles entram em uma situação ruim, após a outra. Ou, devo dizer, que Joe entra em uma situação ruim após a outra, e você só quer ver o cara sair ileso. O roteiro certamente, não é nada inovador, mas é muito legal e temos ótimas risadas ao longo do caminho. 


A química entre os dois protagonistas é bem memorável, e eu sinto muito falta disso, nas produções atuais (curiosidade, China Kantner, filha de Grace Slick do Jefferson Airplane, aparece aqui, no papel de Jill). O nível de entretenimento provavelmente será ainda maior, se você puder sentir alguma empatia, por esses dois caras. 


A encrenca com a polícia, à procura de gatas, o puro rock'nroll e todas as outras confusões, faz deste filme um estilo de vida, que  nunca envelhece. Está na vanguarda da comédia intuitiva e pensativa. Para aqueles que possuem esse exemplo de vida mundano, esperamos que isso, os encoraje a continuar sempre! Nota 9.

Direção de James Melkonian.

A Dama de Vermelho (1984)

Teddy (Gene Wilder) é um homem de meia-idade, que tem uma boa esposa, filhos, amigos e um bom trabalho. Ele aparenta ter  tudo o que quer; até que um dia, ele vê uma mulher linda (Kelly Lebrock) de vestido vermelho e enlouquece! Agora, ele deseja tê-la...Este é realmente um filme muito interessante. Tem algumas situações cômicas, mas há muito mais, do que uma comédia de rotina. Esta história é sobre um homem, Teddy, que tem amigos que estão "flertando", e vêem uma mulher, que realmente os impressionam ao máximo. Ela é uma bela modelo, que desperta seus instintos e ele fica obcecado com a ideia de ter um caso com ela. 


Ao longo do caminho, ele é avisado das armadilhas de tal decisão (na maior parte das vezes, avisos muito engraçados), mas sua obsessão é forte demais para resistir. O filme é também, sobre a crise de meia-idade de Wilder, e como ele mantém seu status entre os amigos. Ele tem a esposa atraente (Judith Ivey), filhos adoráveis, e se vê aproximando de uma decisão inevitável. Acho que Wilder deveria ser elogiado por este excelente roteiro inusitado, cômico, interessante, e que falará em voz alta, para aqueles que se arriscam a fazer o mesmo. 


As mulheres podem apreciar este filme mais do que os homens, pois realmente tem uma mensagem importante para quem é casado, mas de vez em quando sofre suas tentações. Esta história vai demonstrar ao espectador, uma gama de emoções: o romance, a aventura do proibido e o valor de dar uma boa olhada em sua própria vida. 


É uma produção que fará você rir, sentir muitas emoções e fazer pensar. A trilha sonora é inesquecível: Steve Wonder - "I Just Called To Say I Love You"....Nota 9.

Direção de Gene Wilder. 

terça-feira, 12 de março de 2019

As Novas Aventuras de Cheech E Chong (II) (1980)

Nesta absurda aventura, Cheech (Cheech Marin) deve lidar com a perda de seu emprego, seu vizinho agressivo e tentar um esquema com a bela Donna (Evelyn Guerrero). Enquanto isso, Chong (Thommy Chong) conhece o primo de Cheech, e os dois se divertem em Hollywood, com um grande saco de "flores" e uma Ferrari envenenada. Ao longo do caminho, eles encontram todo mundo, desde Pee Wee Herman (Paul Reubens), até alienígenas muito legais. Este filme é divertido de assistir, não tem muito enredo (bem, não há história), mas há boas piadas, e situações que você vai sorrir. 


O enredo básico é que Cheech está tentando ter um bom encontro, enquanto Chong está festejando com o primo de Cheech (eles se drogam, vão em uma loja de música, um salão de massagens, um clube de comédia, e até vão para a casa de alguém que nem sequer conhecem rsrs). É muito difícil de acreditar que esses dois comediantes, que pregavam o uso livre de drogas, tenham feito tanto sucesso (mas fizeram!)...Chong inclusive é pai da atriz Rae Dawn Chong (bela atriz negra que participou de COMMANDO; CONTOS DA ESCURIDÃO). 


Comparado com as outras produções deles, este aborda muitos temas e fornece muitas risadas. Parte dos diálogos, ainda são modernos e estão em nosso cotidiano, mesmo depois de quase 40 anos. Quase todos admitem que este segundo filme de Cheech e Chong, não é tão bom quanto o primeiro ("Up In Smoke" - 1978). 


Eu concordo com eles, enquanto o primeiro filme teve muitos momentos memoráveis ​​e clássicos, este não tem esse nível de impacto. Ainda é divertido e engraçado, mas não o marco cultural do primeiro episódio. O elenco se destaca também com Paul Reubens, Phil Hartman, Elvira, Edie McClurg e os Groundlings etc. Não tão bom, não tão ruim. Nota 7,5.

Direção de Thommy Chong.

domingo, 10 de março de 2019

Vice - Versa (1988)

Ao retornar de uma viagem de compras ao exterior, para a loja de departamentos em que trabalha, Marshall (Judge Reinhol - UM TIRA DA PESADA), descobre que está de posse de um estranho crânio ornamental. Ele é divorciado e cuida de seu filho, o garoto Charlie (Fred Savage, o inesquecível Kevin Arnold, de ANOS INCRÍVEIS) por alguns dias. O crânio tem poderes especiais, e quando Marshall e Charlie simultaneamente desejam que eles tenham a idade um do outro, pai e filho trocam de corpos. Agora, Charlie tem que ir trabalhar, e Marshall para a escola. Charlie também tem que lidar com a namorada de Marshall. 


Se isso não bastasse, dois contrabandistas estão em busca do crânio. Este filme não é o mais original, em se tratando de comédias estilo "body switching" (troca de corpos), mas, pelo seu baixo orçamento, Vice-Versa é o mais engraçado, mais inteligente e mais memorável deles. Reinhold não recebeu a indicação ao Oscar que Tom Hanks recebeu, e mais ou menos sumiu, depois de fazer esse filme. Ele participou de vários blockbusters dos anos 80, e roubou muitas cenas neles (PICARDIAS ESTUDANTIS; UM TIRA DA PESADA; POR FAVOR, MATEM MINHA MULHER). 



Mas nesta produção, ele está em seu momento de glória, e engraçado como adulto, e como garoto de 11 anos. Fred Savage é igualmente brilhante - muito convincente quando se torna o pai. O filme constrói bem as piadas, e consegue extrair o máximo dos outros atores, como Swoosie Kurtz no papel de Tina, e David Proval interpretando Turk. 


Vice-Versa possui um bom roteiro, e também tem muita diversão moral e limpa, sendo um filme familiar honesto, tão sincero quanto "Charlie está no corpo de Marshall", embora possa estar copiando alguma fórmula antiga, em minha própria humilde opinião, ele consegue ser o melhor, do que os outros filmes neste estilo. Nota 8.

Direção de Brian Gilbert.

sábado, 9 de março de 2019

Em busca de confusão (1991).

Bad Attitudes. Filme de ação/comédia familiar. O enredo gira em torno de dois sequestradores do leste europeu (Robert Firth e Maryedith Burrell), que assumem o controle de um avião; A ideia inicial deles, era sequestrar um bilionário, porém, acabam encontrando no caminho, um grupo de crianças inteligentes e com péssimo comportamento. O elenco não é dos mais conhecidos, mas até que funciona bem, ou seja, existe uma química entre os jovens, e os vilões que eles capturam, como por exemplo a vilã Katyana (a experiente atriz Maryedith Burrell). Esse filme trabalha em cima, da paranóia norte-americana de sequestros e terroristas russos. 


Não que isso não aconteça de vez em quando, mas o que se nota por aqui, é que eles preferiram transformar em humor, algo que até pouco tempo atrás, era motivo de muita preocupação por parte do FBI (é só lembrar os acontecimentos trágicos, do 11 de setembro). 


Sobre os atores, temos poucas informações sobre eles, principalmente as crianças (Ellen Blain - sua última aparição foi em PLANTÃO MÉDICO; Eugene Byrd - atuou em ANACONDA 2; Ethan Embry - participou do clássico FÉRIAS FRUSTRADAS EM LAS VEGAS), porém, temos a curiosa participação da atriz Maggie Roswell, famosa por dar voz a dois personagens, no seriado dos SIMPSONS (Helen Lovejoy/Maude FLANDERS); aqui no filme, ela faz o papel da mãe, da melhor personagem, a garota-roqueira-descolada Angela (muito bem interpretada pela atriz mirim Meghann Haldeman, que trabalhou no seriado THE NANNY, ao lado de Fran Dresher); e também temos o ator Raymond Forchion, no papel de Cohn; Ele também interpretou o bartender gente-fina, no clássico absoluto FÉRIAS DO BARULHO, com Johnny Depp. 


Se você está procurando uma comédia leve e engraçada, esta é a escolha! É muito inteligente, divertida e com um pouco de humor negro, bem como uma "bela" mensagem para os pais cuidarem bem de seus filhos ... Um aperitivo para todos! Nota 8.

Direção de Alan Myerson.

Quem é essa garota (1987).

Depois de ficar quatro anos, injustamente presa, Nikki Finn (ninguém menos que Madonna), se prepara para sair e limpar seu nome, tendo como rota a Big Apple, para sua nova aventura. Embora não seja uma ótima comédia, a história é genuína e a atuação se sustenta. Surpreendentemente, Madonna não usa sua sexualidade, tanto quanto no passado e em filmes futuros. Sua graça e charme, acaba conquistando o público. Embora ela estivesse bem sexy na época, não usa isso, como colírio para atrair atenção, uma prova de amadurecimento, no sentido de que Madonna estava crescendo, e tentando se separar de seu passado. 


No final, o filme mostra ela como atriz e não como cantora. Apesar do fraco PROCURA-SE SUSAN DESESPERADAMENTE, dois anos antes, neste aqui, ela teve a chance de se promover fora do palco (música), e para a tela grande como uma atriz cômica. Esta produção paródia tudo: pessoas ricas, personagens desprezíveis do Harlem, carrões Rolls-Royce, policiais gays que seguem Madonna e o personagem Loudon (Griffin Dunne) pela cidade; e a noiva dele, Wendy, que supostamente dormiu com todos os taxistas de Nova York (interpretada por Haviland Morris). 


Hilário! Além disso, Loudon também é responsável por uma raça rara de leopardos (ou alguma coisa nesse sentido). Sem contar que, Madonna tinha um ótimo cabelo platino-loiro anos 80, além da excelente trilha sonora desta produção. Madonna deveria ter feito mais comédia, e foi uma pena que ela não tenha escolhido fazer. Mais tarde, ela se tornou muito mais polêmica, e se envolveu em papéis sombrios e carregados de sexo, nos notórios filmes "CORPO EM EVIDÊNCIA" e "OLHOS DE SERPENTE". Algumas pessoas dizem que Madonna não pode atuar, e isso é bom, as pessoas têm direito a sua opinião, mas acredito que o problema real, é que não conseguem ver a diferença entre Madonna interpretar um personagem no filme, em vez disso, só vêem simplesmente Madonna... e essa é a principal razão pela qual ela é mais respeitada por sua música, do que pelo cinema. 


Ainda é uma comédia divertida dos anos 80. Não para todos, tenho certeza que alguns de vocês não gostarão, então eu recomendaria principalmente para os fãs, mas você nunca sabe, pode se surpreender e gostar! Nota interessante: Um dos amigos de Madonna, de começo de carreira em Nova York, Coati Mundi, aparece no filme interpretando Raoul; ele também foi membro das bandas "Kid Creole e The Coconuts" e "Savannah Band". Nota 8.
Direção de James Foley.

terça-feira, 5 de março de 2019

Os Cabeças-de-Vento (1994).

Uma banda amadora de heavy-metal, conhecida como Lone Rangers (três metaleiros idiotas, interpretados por Brandom Fraser, Steve Buscemi e Adam Sandler), entram em um estúdio de rádio, para ter sua fita demo tocada no ar. Quando são recusados, as coisas ficam fora de controle, e eles decidem manter o local, e as pessoas dele, como reféns. Este filme tem um enredo original, com bom humor e boa atuação. Tenha em mente, que se trata do começo de carreira, de todos os três personagens do título. Pessoalmente, eu  vejo uma atuação muito boa de Fraser e Sandler, neste filme, bem melhor do que em alguns que vieram depois. 


É aquele tipo de produção que quando você começar a assistir, vai querer terminá-lo, e também torcer por um final feliz para os três idiotas (já aviso que isso não acontecerá rsrsrs). Este não é um filme intelectual, mas é muito engraçado, com todos os três atores principais interpretando personagens muito diferentes. Brendan Fraser é Chazz, o honrado, Adam Sandler é Pip, tão burro que atrai mulheres que sentem pena dele, e Steve Buscemi é Rex, seu irmão mais velho que carrega a arma. 


É repleto de risadas e aparições, e mostra muitas estações de rádio "hard rock/heavy metal" querendo abrir espaço para outros estilos. Possui uma trilha sonora incrível (RAMONES; WHITE ZOMBIE; MOTORHEAD; além dos próprios Lone Rangers) e tem muitos membros do Saturday Night Live que tornaram o filme realmente agradável, um clássico da comédia dos anos 90. 


Ainda temos no cast Judd Nelson, Michael McKean, Ernie Hudson, Chris Farley, Nina Siemaszko, David Arquette, Joe Mantegna etc. Dê a este filme uma chance. Se você não gostar, pelo menos aproveite a trilha sonora e balance sua cabeça. Nota 8.

Direção de Michael Lehmann.

Trocando as Bolas (1983)

Louis Winthorpe (Dan Aykroyd) é um empresário que trabalha para corretora de mercadorias Duke e Duke, propriedade dos irmãos Mortimer (Don Ameche) e Randolph Duke (Ralph Bellamy). Ao discutir sobre assuntos triviais, eles querem concluir  se o ambiente, ou a hereditariedade de uma pessoa, pode determinar o sucesso de sua própria vida. Quando Louis esbarra em Billy Ray Valentine (Eddie Murphy), um traficante de rua, que assume que está tentando roubá-lo, Louis o prende. Ao ver como os dois homens são diferentes, os irmãos Duke tramam um plano, e decidem fazer uma aposta de troca de papéis.  O riquinho Loius suportaria perder/trocar seu emprego, sua casa e seus amigos, para o malandro Valentine? Quando se trata de grandes filmes cômicos, ninguém se lembra da mágica entre Murphy e Aykroyd neste clássico. 


No início dos anos 80, Eddie Murphy era considerado o mais engraçado comediante negro, ao lado de Richard Pryor. Dan Aykroyd e Murphy foram integrantes do Saturday Night Live, e logo depois, já estavam prontos para fazer sua carreira em filmes. Essa produção é um exemplo de uma comédia perfeita. É engraçada sim, mas há muito mais. Com sua história, representação, enredos políticos, raciais e econômicos, aumentam sua grandeza. 


Uma das melhores produções cômicas da década de 1980, ela se destaca por trazer um ainda jovem Eddie Murphy, bem como uma bela performance de Aykroyd, como um ator de caráter. Apesar de ter um tom político por aqui, ainda é um bom filme familiar, se você é esse tipo de família, é claro. 


Ainda temos no elenco James Belushi e Jamie Lee Curtis, entre outros. Essa produção foi figurinha fácil, por muitos anos, na sessão da tarde global, e ainda traz boas recordações. Nota 9.

Direção de John Landis.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O Brinquedo (1982)

Em uma das visitas anuais de seu filho mimado Eric (Scott Schwartz); o milionário norte-americano Bates (Jackie Gleason), convida o garoto para sua loja de departamentos e deixa ele escolher qualquer coisa como presente. Surpreendentemente, Eric escolhe como presente, o zelador atrapalhado Jack Brown (Richard Pryor), que o fez rir com suas palhaçadas. A princípio, Brown sofre muitas humilhações como o "brinquedo" de Eric, mas aos poucos ensina ao menino solitário o que é ter, e ser amigo de alguém. 


É simplesmente um filme divertido e encantador, sobre um menino que decide ter como companhia, o brinquedo "Jack Brown", por uma semana, enquanto ele visita seu poderoso pai. Piadas e lições de vida são os objetivos. Deve-se notar que Schwartz, que também interpretou "Flick" em CONTO DE NATAL, co-estrelou em filmes hardcore XXX, virtualmente destruindo qualquer chance de continuar na indústria dos filmes sérios. 


Esta produção foi um remake americanizado, de uma produção francesa (assim como em TRÊS SOLTEIRÕES E UM BEBÊ). A carreira de Richard Pryor já estava em decadência, quando resolver aceitar este papel de gosto duvidoso (muitos associaram ao racismo, a ideia principal do enredo). Durante os anos setenta, Pryor foi um comediante inovador, que ampliou os limites do gênero. Na década de 80, ele estava estrelando qualquer coisa que lhe pagasse generosamente, não que o filme seja ruim, mas se fosse hoje em dia, acho que não seria viável. A produção sofre de alguns problemas, para dizer o mínimo. Scott Schwarz é chato como o garoto, sim, ele deveria ser, mas seu desempenho em muitos níveis é irritante. 


Há algumas cenas desconfortáveis ​​em relação à babá alemã do menino, e também uma cena embaraçosa, em que o menino faz a Pryor algumas perguntas sobre sexo...Eu acho que se você não levar isso a sério, encontrará alguma maneira de assisti-lo. Ainda não é um clássico, mas uma bela curiosidade apreciada pelos fãs de Richard Pryor. Nota 8.

Direção de Richard Donner.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Irmãos Cara-de-Pau (1980).

Depois da saída de Jake Blues (John Belushi, lendário falecido humorista) da prisão, ele e o irmão Elwood (Dan Aykroyd) vão visitar "The Penguin" (Kathleen Freeman), a última das freiras que os criaram em um colégio interno. Eles descobrem que a Arquidiocese vai parar de sustentar a escola, e vender o local para a Autoridade da Educação. A única maneira de manter o local aberto, é se o imposto de US $ 5000 da propriedade for pago no prazo de 11 dias. Os irmãos querem ajudar, e decidem juntar sua banda de blues e levantar o dinheiro com um grande show. 


Quando partem para a "missão de Deus", eles arrumam muitos inimigos ao longo do caminho. Eles conseguirão arranjar o dinheiro a tempo? ...Com uma ótima trilha sonora, performances e personagens, The Blues Brothers é um excelente pedaço da história do cinema. Esta produção é um manual de como construir uma comédia bem trabalhada, e extremamente divertida. O período em que foi editado e seus idealizadores, deram controle criativo total para a equipe por trás do filme, que lhes permitiram praticamente fazer o que quisessem (Múltiplos acidentes de carro, explosões, etc.). 


Há partes que não possuem sentido, mas esses pequenos problemas são facilmente dissociáveis, fazendo parte da brincadeira. Eu recomendaria este filme para todos os críticos e espectadores comuns, que gostariam de conhecer mais sobre um dos maiores gênios do humor, o americano John Belushi (uma das estrelas do Saturday Nigh Live e que infelizmente morreu de overdose em 1982; sendo também irmão de outro astro, James Belushi ), além disso a música é fenomenal, o elenco é incrível (temos aqui John Candy, Carrie Fisher, Steve Lawrence, a modelo Twiggy, Frank Oz, John Landis, Paul Reubens, Steve Spielberg etc.) e a história é ótima. 


As lendas da música neste filme também são ótimas (John Lee Hooker, Chaka Khan, Matt Murphy, Donald Dunn, Aretha Franklin, Ray Charles etc.). Elas não são apenas um nome aleatório extra, muitos deles desempenham um papel importante em toda trama. Em conclusão, eu recomendo esta produção, se você quiser ouvir um som, ver uma bela dança, bem como dar boas risadas. Nota 10.

Direção de John Landis.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Bikini Hotel (1997)

Comédia sacana-praiana no melhor estilo "screwball". Depois da morte de seu pai,  a personagem Samantha Vance (a gatíssima JJ North) herda o lendário "Tiki Hotel". Ela decide arrumá-lo, mas tem problemas para gerir os negócios. Seus amigos então, tem uma grande ideia, organizar uma festa no hotel chamada "Bikini Hotel", com todas as gatas da equipe vestindo biquínis. Isso desperta ciúmes no pessoal do vizinho Hotel Regent, que deseja transformar o "Tiki" de Samantha, em um estacionamento. 


Tudo culmina em uma competição onde o vencedor poderá ocupar o lugar, em detrimento de seu rival. No que diz respeito a filmes de praia antigos, qualquer coisa com a atriz Julie Strain (no papel de Raquel) merece uma olhada. O mais importante aqui são os dois personagens do início. A camaradagem que eles compartilham é reminiscente da vida no dormitório da faculdade nos anos 90, então se você gosta disso ou não, terá que aturar até o fim (único problema que incomoda, é o corte de cabelo do personagem "Remote" - Tim Lovestedt ). Depois de assistir, eu concluo ser um "bom" filme B: não precisando de muita atividade cerebral, com pequenas referências culturais e criatividade ao longo do caminho. 


Ver homens asiáticos encontrarem maneiras de fazer com que as "empregadas de biquíni" limpem seus quartos, é algo bem hilariante, é claro, afinal trata-se de uma comédia B sem pretensões. 


Atores idiotas como Tim Lovestedt e Tom Tom Typhoon, dão a esse filme a classificação ruim que ele recebe. No mais, temos um desfile de mulheres lindas e maravilhosas, típicas capas de revistas eróticas da década de 90, que quase ninguém mais deve se lembrar, como Fantasia, Tina-Desiree Berg, Chanel Ryan, Shauna Thomas, Cindy Lora, Michelle Haynes etc. Nota 8.

Direção de Jeff Frey.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Mong e Lóide (1995)

Mong e Lóide (1995). Comédia clássica estrela por David Spade, e pelo lendário cômico Chis Farley (Infelizmente morreu precocemente aos 33 anos, depois de uma overdose de drogas). Tommy JR. (Farley) é um cara desajeitado que recentemente se formou na faculdade, depois de  sete anos. Seu pai, Big Tom Callahan (Brian Dennehy), é dono de uma fábrica de autopeças em Ohio. Quando Tommy chega em casa, ele descobre que tem uma vaga na fábrica esperando por ele. Seu pai encaminha Tommy, para o setor de pastilhas de freio da fábrica; e apresenta sua futura madrasta, Beverly (a belíssima Bo Derek), e seu filho Paul (Rob Lowe). 


Mas quando Big Tom morre, a fábrica ameaça fechar, a menos que as novas pastilhas de freio sejam vendidas. Portanto, Tommy deve ir a luta para vendê-las, junto com a ajuda de Richard (Spade), o braço direito de Big Tom. Será que Tommy vai salvar a empresa e a cidade da provável falência?. 


Eu vi esse filme sem saber absolutamente nada sobre ele e seus atores, Chris Farley e David Spade; tenho que dizer que é um bom exemplo de humor simplista. É tão estúpido às vezes, e bem hilário também. Farley é brilhante como o idiota desajeitado que pega a estrada com o homem de confiança de seu pai (o igualmente excelente Spade), para encontrar fundos para salvar o negócio da família. Relaxe, coloque seu cérebro no piloto automático e aproveite a diversão. 


Um grande elenco de apoio também aparece por aqui, como Brian Dennehy (do filme "Cocoon"), Rob Lowe ("Wayne's World"), Bo Derek ("Mulher Nota 10") e Dan Aykroid ("Os Caça-Fantasmas"). Altamente recomendado para uma boa risada e uma tarde de distração passageira. Nota 8.

Direção de Peter Segal.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

A Revanche das Colegiais (1976)

A Revanche das Colegiais (1976). Comédia adolescente, estrelada pela musa teen Cheryl Smith, ex integrante da banda Runaways. O filme gira em torno de um grupo feminino de líderes de torcida, em uma escola que parece estar na Califórnia, mas é chamada "Aloha high school". Elas se divertem com o time de basquete e parecem se preocupar apenas com festas e pegações. Seus dias de alegria são interrompidos, quando o diretor do conselho escolar decide fechar a escola, para que ele e seu parceiro de negócios possam comprar barato e montar um shopping center no local. 


Existe aqui bastante farra escolar induzida por drogas, garotas nuas, jogos de basquete intermináveis e outras "fuleragens", que valem a pena ser conferidas. O ator David Hasselhoff (SUPERMÁQUINA; SOS MALIBU) que interpreta Boner, faz uma participação "não creditada" no filme e até hoje não se orgulha muito disso rsrs. 


Não é realmente um filme perfeito, mas a galhofa, as danças, a pura rebelião feminina (em trajes exóticos) são contagiantes. Também temos Hasselhoff sendo um tolo, um dinossauro gigante e muita música funky estilosa. Algumas cenas deveriam ter sido completamente deletadas (o diretor de cozinha, por exemplo), e outras reduzidas consideravelmente (a partida final de basquete; e o inferno do almoço induzido por drogas); com uma duração de cerca de vinte minutos a menos, assim seria muito mais fluente e vibrante, acredito. 


Não é recomendado para menores de 16 anos, por razões óbvias, mas se compararmos com as coisas de hoje em dia, é um filme bem leve. Foi exibido na TV nos anos 90, na antiga SEXTA SEXY, sessão de filmes adultos da Rede Bandeirantes de Televisão. Nota 7,5.

Direção de Richard Lerner